Incêndios: Governo declara situação de alerta no país
Sábado , Dezembro 5 2020 Periodicidade Diária nº 2656
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Incêndios: Governo declara situação de alerta no país

Portugal Continental entra em Situação de Alerta por causa do risco de incêndios a partir das 20h00 deste domingo até às 23h59 de terça-feira, dia 4 de agosto.

O Governo anunciou que esta medida prende-se devido às previsões meteorológicas esperadas para os próximos dias, “que apontam para um agravamento significativo do risco de incêndio rural”. “Esta declaração decorre da necessidade de adotar medidas preventivas e especiais de reação face ao risco de incêndio máximo e muito elevado previsto pelo IPMA na maioria dos concelhos do Continente nos próximos dias”, explica o Ministério da Administração Interna em comunicado.

Assim, em Situação de Alerta, é proibida a realização de queimadas e o uso de fogo de artifício ou de qualquer outro tipo de pirotecnia, sendo também proibido o acesso e a circulação em espaços florestais “previamente definidos nos Planos Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios”.

Também não são permitidos trabalhos com equipamentos elétricos em espaços florestais ou rurais, como motorroçadoras, corta-matos, destroçadores e máquinas com lâminas ou pá frontal.

Contudo, é permitido realizar trabalhos associados à alimentação e abeberamento de animais, ao tratamento fitossanitário ou de fertilização, regas, podas, colheita e transporte de culturas agrícolas, desde que as mesmas sejam de caráter essencial e inadiável e se desenvolvam em zonas de regadio ou desprovidas de florestas, matas ou materiais inflamáveis, e das quais não decorra perigo de ignição

A extração de cortiça por métodos manuais e a extração (cresta) de mel, desde que realizada sem recurso a métodos de fumigação obtidos por material incandescente ou gerador de temperatura, é permitida.

Os trabalhos de construção civil, desde que inadiáveis e que sejam adotadas as adequadas medidas de mitigação de risco de incêndio rural, são também autorizados.

Com a situação de alerta, as autoridades, como a GNR, PSP e equipas de emergência médica, devem estar aptas para responder a ocasiões de socorro e de proteção.