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Guimarães lança publicação sobre o rio Ave

CM Guimarães

“O Ave é de todos e por todos deve ser preservado”. Este é o destaque do prefácio assinado por Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, no livro “O Ave Para Todos”, que foi apresentado esta sexta-feira, num evento que contou com a presença de alguns dos alunos das várias escolas envolvidas no projeto, bem como juntas de freguesia e brigadas verdes diretamente ligadas ao rio Ave.

Fruto da pandemia, nesta sessão marcaram presença 75 alunos presencialmente, mas cerca de 700 alunos acompanharam o evento via online em representação das 24 escolas envolvidas no projeto.

Esta publicação pretende servir de inspiração para outros projetos do mesmo âmbito, num contexto de replicabilidade que beneficiará o rio Ave como um todo e, assim, todos os municípios que por ele são atravessados, através de um projeto do Laboratório da Paisagem com a colaboração do Município de Guimarães e da Agência Portuguesa do Ambiente – APA

O autarca destaca a “consciência ecológica” que desperta nos vimaranenses, através do “compromisso e envolvimento” com a preservação do ambiente e a recuperação das massas de água do concelho num equilíbrio entre o rio e o cidadão. “Todos contam para a este caminho, na defesa do nosso habitat e do ambiente, porque a mudança começa em cada um de nós. A água é um elemento essencial à vida e devemos proteger toda a bacia hidrográfica do Ave e é nesse sentido que temos definido um caminho que implica o despertar da consciência ecológica de todos os cidadãos”, referiu Domingos Bragança.

A presidente do Laboratório da Paisagem e vereadora do Ambiente no Município de Guimarães, Sofia Ferreira, descreveu os cerca de 700 alunos como “os principais protagonistas neste processo” na sequência das ações de capacitação e formação realizadas no âmbito do projeto “O Ave para Todos”. Participaram neste processo as 14 Juntas de Freguesia (na linha de água do Rio Ave) envolvendo 24 escolas.

O diretor executivo do Laboratório da Paisagem, Carlos Ribeiro, considera que “este é apenas o primeiro capítulo de uma história que traça um caminho que não é reversível”, através de uma política de ação centrada no cidadão. “Temos a noção clara que não se consegue transformar o território sem transformar os cidadãos e esse é um fator determinante e isso faz-se através de uma maior relação entre as pessoas e o rio”, constatou.

O vice-presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Pimenta Machado, destacou a prática de Guimarães como um exemplo na forma como “procura formar as pessoas sobre as várias matérias no ambiente, para serem melhores cidadãos no futuro”. Pimenta Machado deixou um desafio às escolas para fazerem uma avaliação do seu uso eficiente da água.

A vereadora da Educação, Adelina Pinto, lembrou que a comunidade de Guimarães “está a dar passos significativos, resultado de uma educação ambiental que está a ser seguida há muitos anos para a mudança de paradigma nas questões do ambiente. Só mudamos o território se as pessoas mudarem comportamentos e este é o nosso desafio para os eco-alunos que nos vão ajudar a um território mais sustentável, com uma participação ativa e de colaboração”, realçou.

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