
Entre os dias 14 e 23 de novembro, o Festival Literário Utopia regressa a Braga com uma programação alargada, que reúne alguns dos maiores nomes da literatura nacional e internacional, inaugurando com a presença de um autor distinguido com o Prémio Nobel da Literatura.
Com 10 dias dedicados à partilha, às histórias e, acima de tudo, à literatura, o Festival Literário Utopia está de volta com novos nomes, formatos e palcos, consolidando-se como um espaço de encontro entre autores, leitores e diferentes linguagens artísticas. No ano em que Braga assume o título de Capital Portuguesa da Cultura, o festival, promovido pela The Book Company em parceria com a Câmara Municipal de Braga, mantém o propósito de fortalecer a relação da cidade com a arte, promovendo o diálogo entre a literatura, o teatro, o documentário e a música.
Desde sessões, conversas e apresentações de livros a workshops, oficinas criativas e cursos de escrita, a 3.ª edição do evento convida a encontros com alguns dos maiores nomes da literatura lusófona e internacional, recebendo, logo no primeiro dia de festival, o vencedor do Prémio Nobel da Literatura 2021, Abdulrazak Gurnah. O autor premiado volta a marcar presença no dia seguinte, a 15 de novembro, para uma sessão conjunta com o consagrado escritor moçambicano Mia Couto, recentemente distinguido com o Prémio PEN/Nabokov 2025 para Literatura Internacional, tornando-se o primeiro autor de língua portuguesa a receber este galardão. A encerrar o segundo dia de Utopia, sábado, dia 15 de novembro, da melhor forma, a Capela Imaculada será palco da estreia da peça de teatro “Sala de Jantar”, assinada pelo cardeal José Tolentino Mendonça.
Entre os nomes nacionais mais aguardados, estão também Ricardo Araújo Pereira e Frederico Lourenço, ensaísta, poeta e professor de Estudos Clássicos, que, a 22 de novembro, apresentam o livro “Bíblia VI”, numa conversa descontraída onde a religião se cruza com os limites do humor. Antes disso, a 16 de novembro, o Auditório do Espaço Vita acolhe a estreia da peça “Ponto de Fuga”, criada pelo músico e maestro Martim Sousa Tavares, numa proposta que cruza a música, a palavra e o movimento.
Entre os novos capítulos da 3.ª edição destacam-se ainda os jantares literários, que juntam autores e leitores em volta da mesa para momentos que combinam o melhor da gastronomia com a partilha de histórias, conversas e espaço para sessões de autógrafos. A programação conta ainda com uma forte aposta no público infantil, onde os mais novos poderão desfrutar de histórias, oficinas e leituras cantadas. Já no diálogo entre a literatura e a música, o destaque vai para a sessão “Letras de Canções”, a 23 de novembro, protagonizada pelo cantor Dino D’Santiago e o escritor D. H. Machado.
A encerrar o festival com humor, o Utopia acolhe, pela primeira vez, a projeção de uma peça cinematográfica, exibindo o documentário “Uma Nêspera no Cu”, realizado por Gabriela Soares e inspirado no espetáculo de comédia homónimo que reúne nomes como Bruno Nogueira, Nuno Markl e Filipe Melo.
Com esta edição em Braga a reafirmar o projeto com o regresso de ciclos emblemáticos, o festival terá ainda espaço para revisitar a primeira internacionalização do festival fora da Europa. Esse momento será assinalado por uma mesa-redonda dedicada ao Utopia Colômbia, que, em julho deste ano, levou autores portugueses a Bogotá e Medellín, com uma programação pensada para o contexto latino-americano. De olhos postos no futuro, o festival literário antecipa também a edição de 2026, que marcará a estreia do Utopia em Ponta Delgada, dedicando à cidade açoriana um momento especial, da programação da 3.ª edição, com a presença da fadista Kátia Guerreiro, criando uma ponte simbólica entre os dois territórios.


