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Famalicão quer criar Centro Tecnológico para setor metalúrgico e metalomecânico

CM Famalicão

Vila Nova de Famalicão quer criar um Centro Tecnológico para o setor metalúrgico e metalomecânico. O anúncio foi feito por Rafael Campos Pereira, vice-presidente da AIMMAP – Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins, no final da cerimónia de assinatura do Memorando de Cooperação entre o Município de Famalicão e o Consórcio de Entidades Locais, Regionais e Nacionais para a Implementação do Plano de Ação 2021-2023 para o Setor, que decorreu no CIIES, em Vale São Cosme.

O responsável que considerou o setor como fundamental para o crescimento da economia portuguesa, referiu que “a metalúrgica e a metalomecânica representam já um terço das exportações nacionais depois da indústria transformadora. Em 2020, apesar de afetado pela pandemia, o setor conseguiu manter os seus trabalhadores e em março de 2021, estabeleceu o melhor número mensal de sempre em termos de exportações, 1,960 milhões de euros de exportações. É o setor mais estruturante e é aquele que tem vindo a alavancar a economia portuguesa”.

Em Vila Nova de Famalicão, a tendência de crescimento do setor é evidente e reflete-se por exemplo no número de empresas que passou de 274 em 2012 para 293 em 2018, o número de empregos que passou de 1442 para 3298 ou ainda no volume de negócios que subiu de 215 milhões de euros para 283 milhões de euros, no mesmo período.

Depois das apostas do Município no setor do têxtil e vestuário e no setor do agroalimentar, o metalúrgico e metalomecânico surgem agora como motores essenciais da economia famalicense.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Paulo Cunha, a assinatura do memorando representa “claramente o embrião daquilo que será no futuro um Centro Tecnológico para o setor metalúrgico e metalomecânico”.

Para o autarca, “a Câmara Municipal percebeu que no território existe um conjunto de forças que têm um enorme potencial de crescimento e o que queremos com este protocolo é agarrar esse potencial e criar condições de incremento para estas empresas que já existem e para muitas outras que podem vir para Famalicão por força da formação deste autentico cluster”.

O objetivo a médio prazo é a criação “de um cluster para este setor que organize recursos humanos, formação, empresas que produzem, dinâmica de ajuda à exportação para que o setor cresça, seja bem-sucedido e obviamente contribua para a economia nacional pois sabemos que o país depende muito da capacidade de crescimento de cada território”.

Sem dúvidas nenhumas sobre a “predisposição do território para abraçar o setor”, o autarca referiu, no entanto que “um dos problemas desta aposta é a falta de formação dos recursos humanos”, que a Autarquia está a tentar colmatar.

Foi nesse sentido que o Município celebrou um protocolo com o CENFIM – Centro de Formação da Indústria Metalúrgica e Metalomecânica, para trazer para Famalicão formação do setor, que concretizará brevemente a criação de um polo do CENFIM no CIIES de S. Cosme.

Paulo Cunha sublinhou importância deste setor para a economia nacional, referindo que “o país tem que apostar mais nos setores que produzem porque é daí que vêm condições de solidez e crescimento de futuro. Os setores produtivos são essenciais para que o país se desenvolva e cresça”.

É precisamente com esse objetivo que o Município reuniu treze entidades locais, regionais e nacionais do setor tendo em vista a implementação do plano de ação a colocar no terreno até 2023, desenhando medidas estratégicas de apoio e definindo compromissos comuns.

Do documento de ação sobressaem assim 5 eixos fundamentais: promoção e valorização do Setor Metalúrgico e Metalomecânico através de diversas ações e eventos; reforço da capacidade formativa instalada através da concertação de esforços para a criação de Centro Tecnológico Especializado e obtenção de respetivos apoios financeiros e da criação de programa de atração e retenção de talento; reforço dos apoios logísticos e financeiros, com os objetivos de dotar o território de estruturas físicas adequadas ao crescimento e à consolidação da atividade empresarial; reforço dos incentivos à investigação, inovação e internacionalização, para incrementar o desenvolvimento de projetos de ID&I em cooperação entre empresas e centros tecnológicos  e sensibilização e mobilização das empresas e da comunidade para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, de acordo com os desafios universais colocados pela Agenda do Desenvolvimento Sustentável 2030.

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