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Estudo sobre sinais precoces ligados ao risco de demência vale prémio a aluno da UMinho

Francisco Almeida.

© UMinho

Francisco Almeida, estudante de doutoramento do ICVS/Escola de Medicina da Universidade do Minho (UMinho), recebe hoje a Bolsa de Doutoramento Nuno Grande 2025, pelo seu estudo sobre sinais precoces ligados ao risco de demência.

distinção, no valor de 25 mil euros, vai ser entregue às 15:00, no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, no Porto. O prémio é atribuído pela família do saudoso médico Nuno Grande, pelo ICBAS e pela Fundação Bial.

Francisco Almeida foi reconhecido pelo projeto de investigação “Locus coeruleus integrity as an early imaging marker of susceptibility to Alzheimer’s disease and Lewy body pathology”. O trabalho vai procurar identificar marcadores imagiológicos precoces associados à suscetibilidade para a doença de Alzheimer e patologias por corpos de Lewy.

As Bolsas Nuno Grande, criadas em 2022, homenageiam um nome ímpar da medicina e da investigação biomédica em Portugal (1932-2012). A cada edição distinguem três projetos de excelência, apoiando a formação avançada de médicos investigadores e a ligação entre prática clínica, ensino médico e ciência.

“Esta distinção reforça o reconhecimento nacional da qualidade da investigação desenvolvida na UMinho e o seu contributo crescente no avanço do conhecimento nas áreas das neurociências e doenças neurodegenerativas”, considera Francisco Almeida.

Francisco Almeida fez o mestrado integrado em Medicina na Universidade do Porto, incluindo períodos nas universidades de Roma Tor Vergata (Itália) e Ludwig Maximilian de Munique (Alemanha). Fez estágios de investigação na Universidade de Columbia e no Hospital Mount Sinai em Nova Iorque (EUA), bem como no University College de Londres (Reino Unido). Foi distinguido com bolsas Fulbright e Erasmus MIND, entre outras.

Atualmente, é professor convidado na Escola de Medicina da UMinho, docente no ICBAS e cientista do ICVS – Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde. A sua investigação aproxima a neuroimagem da neuropatologia para compreender os mecanismos iniciais das doenças neurodegenerativas, procurando encontrar marcadores imagiológicos precoces que possam melhorar o seu diagnóstico e prognóstico.

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