
Ao longo da minha experiência, percebi uma realidade que me inquieta profundamente: em Barcelos, muitas associações e instituições têm sido usadas como instrumentos de poder partidário. Em vez de serem respeitadas pela sua missão e pelo trabalho que desenvolvem junto das populações, acabam muitas vezes por ser pressionadas, manipuladas e até discriminadas consoante a sua proximidade ao partido que está no poder.
Vi de perto como se infiltram militantes partidários em associações apenas para condicionar decisões, como se concedem subsídios de forma desigual e como se marginalizam coletividades que têm a coragem de manter a sua independência. Isto não é democracia, isto é um abuso do sistema.
Eu acredito que as associações são a verdadeira força viva de Barcelos. São elas que dinamizam a cultura, o desporto, a solidariedade e que dão vida às nossas freguesias. E acredito também que cada cidadão tem o direito de participar livremente na vida comunitária sem ser coagido, controlado ou instrumentalizado.
Por isso, um dos meus grandes objetivos para a Câmara é democratizar as associações, as instituições e os cidadãos. Isso significa garantir que os apoios municipais são distribuídos com transparência, justiça e critérios objetivos. Significa respeitar o mérito dos projetos apresentados, e não a cor política de quem os lidera. Significa acabar com a lógica de que “quem está comigo tem, quem não está não tem”.
Quero uma Câmara que olhe para todos os cidadãos e para todas as coletividades como parceiros de desenvolvimento, e não como peças num jogo de poder. Quero devolver a confiança, a dignidade e a liberdade ao movimento associativo de Barcelos.
A minha visão da política é simples: política é amor pelas pessoas. E o amor não se impõe, não se compra, não se manipula. O amor conquista-se com respeito e justiça. É por isso que me comprometo a colocar os cidadãos e as associações no centro da decisão política, livres de pressões e livres de medos.
Só assim Barcelos será verdadeiramente democrático.


