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Dar voz ao distrito de Braga no Parlamento

© PAN Braga

Estamos a poucas semanas das eleições legislativas que têm sido marcadas pelo discurso do voto útil. Utilidade esta que, para os partidos do bloco central, apenas existe se votarem neles. Isto não só representa uma visão deturpada da democracia e um profundo desrespeito para com os eleitores, mas também demonstra a falta de visão e de um projeto disruptivo para o país.

Felizmente, temos opções de voto mais úteis. Afinal de contas, que diferença faz mais um deputado num partido com uma centena? Quantas intervenções fará ao longo dos 4 anos da legislatura? Quantas vezes falará no Parlamento sobre os problemas do distrito que representa? Que contributo diferenciado trará para o debate de ideias e propostas?

Parece-me claro que a verdadeira utilidade do voto está na renovação política, está em quem faz a diferença e inova no pensamento e medidas. Está em quem quer dar voz ao distrito de Braga e aos seus eleitores no Parlamento.

E é isso que nos propomos a fazer com a candidatura do PAN Braga que pode eleger o deputado mais jovem da próxima legislatura. Uma candidatura que nasce com força e vontade de fazer a diferença. Que surge da necessidade de tornar Braga num distrito melhor para as pessoas, animais e natureza!

E como são as causas que nos trazem aqui, o nosso plano para o distrito nestas eleições legislativas tem as prioridades bem definidas.

Combater a pobreza energética para que mais ninguém morra de frio no inverno e com as ondas de calor no verão. Conseguimos isto com um programa estrutural de co-financiamento de obras nas casas, apoio à instalação de equipamentos com maior eficiência energética e garantindo produção de energia renovável descentralizada em todas as habitações e comunidades possíveis. Com estas propostas, não só vamos conseguir aumentar o conforto das nossas casas como vamos combater as alterações climáticas e reduzir a fatura mensal das famílias com a eletricidade. De uma só vez, vamos ajudar a resolver uma crise social, ambiental e energética.

É preciso recuperar e valorizar o nosso património natural! Os nossos rios, as florestas e a agricultura. Não podemos descansar até conseguirmos eliminar a poluição: do Este ao Torto, do Cávado, ao Ave e ao Tâmega, do Vizela ao Pelhe e ao Selho. Os nossos recursos hídricos, o bem essencial que é a água, tem sido tratado com desdém e desprezo. Não podemos continuar a ter rios que nascem limpos e desaguam como um esgoto. É preciso sensibilizar, educar, fiscalizar e aplicar sanções. É preciso garantir que existem meios e que esta é uma prioridade política. Acreditamos que podemos voltar a ter rios cheios de vida e biodiversidade, que podemos recuperar as memórias de infância de tantos cidadãos e cidadãs e voltar a nadar no rio Este, no Vizela e em tantos outros.

Proteger o nosso património natural inclui ainda o ordenamento das florestas e prevenção dos incêndios, o incentivo a práticas agrícolas mais sustentáveis e a proteção do arvoredo urbano que neste distrito tem sido tratado como descartável!

É também necessário criar uma rede de transportes públicos sustentáveis, interligada dentro de todos os concelhos e entre todos os concelhos. Não podemos ser reféns do automóvel para as nossas deslocações com custos ambientais e económicos incomportáveis. Não podemos demorar 3h a ir de Celorico até Braga de autocarro como fiz tantas vezes, ou 1-2h entre as cidades do quadrilátero de comboio. Não podemos pagar 15€ por um comboio expresso de Braga para o Porto.

Precisamos de assumir a habitação como uma prioridade e como um direito humano básico. Os aumentos sistemáticos dos preços das rendas e das casas a que temos assistido em todo o distrito e em especial em concelhos como Braga, Guimarães, Famalicão e Barcelos são incomportáveis para as famílias e para os jovens que querem começar uma vida. Trazer mais residências universitárias para Braga e Guimarães, mais habitação acessível com qualidade e garantir que estas respostas também chegam aos concelhos com menos população é essencial.

E tal como a habitação, também a saúde deve ser vista e assegurada como um direito humano fundamental. Temos que garantir que existem respostas em todos os concelhos e que ninguém, nem mais uma pessoa perde a vida e mais nenhuma família é destruída, por causas que seriam preveníeis.

Também o desenvolvimento económico tem que mudar de paradigma. Não podemos continuar com uma economia baseada nos salários mínimos e na exploração de recursos finitos como se fossem infinitos. O distrito de Braga tem o papel de motor da indústria nacional. Mas precisamos de planear a longo prazo para criar uma economia de valor acrescentado que não se baseie só na produção, mas sim na criação. E temos grandes exemplos disso em Braga, em parceria com uma instituição que deve ser o maior pólo dinamizador do distrito, a Universidade do Minho.

É com esta visão de mudança e um programa diferenciador, pensado para proteger as gerações do presente e do futuro que nos apresentamos a eleições com o objetivo de fazer história e eleger um embaixador das causas do distrito no Parlamento.

Numa altura em que se fala do voto útil, para nós é claro, o voto útil é no Planeta!

Artigo de opinião de Rafael Pinto do PAN.

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