Cultura e Educação são áreas estratégicas para o desenvolvimento de Braga
Segunda-feira , Novembro 30 2020 Periodicidade Diária nº 2651
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Cultura e Educação são áreas estratégicas para o desenvolvimento de Braga

Bombeiros Voluntários de Braga

Ricardo Rio assume a cultura e a educação como áreas vitais para a estratégia de desenvolvimento económico e social de Braga. O autarca, que foi um dos oradores da videoconferência do Global Parliament of Mayors, defendeu que estas duas áreas são “pilares fundamentais” para uma sociedade evoluída e mais preparada para o futuro.

O evento desafiou responsáveis políticos e cientistas a repensar as cidades e a encontrar formas de responder às necessidades dos cidadãos no período pós-Covid.

Ricardo Rio, que também integra a Comissão Executiva do Global Parliament of Mayors, sustentou que a educação está intrinsecamente relacionada com o desenvolvimento económico de uma cidade. “Em Braga olhamos para a educação não só como uma forma de construir talento, mas também para atrair talento para a cidade”, salientou o autarca para depois explicar que ao longo dos últimos anos o Município “tem feito um investimento considerável nesta área não apenas em equipamentos e infra-estruturas, mas também em programas e projetos desenvolvidos em parceria com as universidades e com toda a comunidade escolar”. “Dessa forma estamos a melhorar as qualidades individuais dos cidadãos e conseguimos oferecer melhores recursos para as empresas que se vão fixando em Braga”, disse.

Quanto à cultura, “um elemento essencial para fomentar a qualidade de vida de uma cidade” Ricardo Rio defendeu que “quanto melhor for a oferta cultural, mais elevado será o nível de qualidade de vida da população”, e enquadrou a candidatura de Braga a Capital Europeia da Cultura em 2027, dentro do plano de desenvolvimento sustentável para a cidade no horizonte 2020–2030. “Braga vive e cresce do equilíbrio entre cultura, economia, inclusão social e ambiente”, sustentou o edil.

Na sua intervenção, o autarca alertou para a necessidade de “haver equilíbrios” no acesso à cultura e educação e que as cidades precisam de que combater as desigualdades que ainda se verificam. “Um dos grandes desafios das cidades é o de combater as assimetrias dos cidadãos no acesso à educação e à cultura, por isso, temos que encontrar formas de dar melhores condições às populações para que atinjam os níveis de qualidade esperados para estas duas importantes áreas da sociedade”, referiu Ricardo Rio sustentando que, neste particular, o facto de Braga ser Cidade Criativa da UNESCO na área das media arts, “tem permitido ligar a tecnologia à cultura e a vários outros domínios o que nos permite chegar a um maior número cidadãos”.

A videoconferência, moderada por Shipra Narang Suri, responsável pelas práticas urbanas das Nações Unidas (UN-Habitat), contou ainda com a participação diversos responsáveis políticos e de académicos, entre os quais Leoluca Orlando, presidente da cidade de Palermo (Itália), Tunç Soyer, autarca de Izmir (Turquia), Rohey M. Lowe de Banjul, presidente do Fórum de Sustentabilidade das capitais da África, Xosé Sánchez Bugallo, alcaide de Santiago de Compostela e Pier Luigi Sacco, investigador e professor de Economia da Cultura na Universidade IULM de Milão.