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Congresso “Uncertain Landscapes” junta em Guimarães investigadores de 17 países

© UMinho

O Congresso Internacional “Uncertain Landscapes. Beyond Transdisciplinary Approaches” reúne, até esta sexta-feira, investigadores de 17 países no Centro Cultural Vila Flor e no Teatro Jordão, em Guimarães, para refletirem sobre as paisagens como conceito, como lugar em que vivemos e como se transformaram muito nas últimas décadas.

A coordenação cabe a Rebeca Blanco-Rotea, do Laboratório de Paisagem, Património e Território (Lab2PT) da Universidade do Minho, em colaboração com o Laboratório Associado para a Investigação e Inovação em Património, Artes, Sustentabilidade e Território (IN2PAST) e o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, da aliança europeia Arqus e do Município de Guimarães, entre outros.

O programa difere de congressos do género pela sua abordagem comum e cruzada de diferentes áreas científicas, baseado nas conclusões dos workshops “Sob(re) a Paisagem”, realizados em 2021-22. Está estruturado em seis temas transversais, que abordam a vulnerabilidade e os conflitos que afetam as paisagens, a construção de novas narrativas ou as políticas que regulam a paisagem.

Entre os oradores estão o geógrafo Álvaro Domingues (Universidade do Porto), a arquiteta e urbanista Paola Viganò (Universidade de Veneza, Escola Politécnica de Lausanne) e os autores Daniel Fernández Pascual e Alon Schwabe (Cooking Sections). Na sexta-feira intervêm a artista Irene Kopelman, o arqueólogo Felipe Criado-Boado (Conselho Superior de Investigação Científica de Espanha) e o arquiteto Francesco Careri (Universidade Roma Tre), que no sábado dinamiza também uma caminhada pública (walkscape) por Guimarães.

As atividades paralelas incluem o 5.º ciclo de cinema “Mulheres, Patrimónios, Sociedade”, sempre a partir das 21:00 na Sociedade Martins Sarmento, com a exibição e o debate à volta de nove filmes de Galiza, Portugal e Brasil.

Desde a adoção da Convenção Europeia da Paisagem em 2000, a paisagem tem tido um papel relevante nas políticas dos Estados-membros, sendo reconhecida na qualidade de vida das populações, quer em zonas urbanas ou rurais, em áreas degradadas ou não. A paisagem contribui também para a formação das culturas locais e para o património natural e cultural da UE. Apesar disso, os problemas gerados pelas alterações climáticas e pelos modelos de produção extrativa estão a afetar e a alterar rapidamente paisagens fundamentais para a nossa qualidade de vida, daí este congresso ter adotado o tema “Paisagens Incertas”.

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