
A CDU defende que as restrições impostas pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) à passagem da 7.ª etapa da Volta a Portugal pela Mata da Albergaria, no Parque Nacional da Peneda-Gerês, só serão eficazes se forem acompanhadas por um reforço da fiscalização no terreno.
Em comunicado, a coligação considera que o ICNF cumpriu a sua obrigação legal ao autorizar a passagem da prova mediante condições rigorosas, como a proibição de público nas zonas mais sensíveis, a limitação dos veículos de apoio e a exclusão de meios aéreos. Para a CDU, “estas medidas confirmam as preocupações anteriormente manifestadas sobre a vulnerabilidade ambiental da Mata da Albergaria”.
Ainda assim, a coligação alerta que “as decisões no papel e os comunicados oficiais de nada servirão sem condições para assegurar o cumprimento das restrições”, criticando também “o facto de a decisão do ICNF ter sido conhecida apenas na véspera da etapa”.
A CDU atribui esta situação “ao desinvestimento na conservação da natureza”, que considera “ter deixado as áreas protegidas com falta de vigilantes e recursos”. Nesse sentido, exige ao Governo um reforço extraordinário de meios humanos e materiais, em articulação com as forças de segurança, para garantir uma vigilância eficaz ao longo do percurso.
A coligação garante que continuará a acompanhar o processo, defendendo que “a realização de eventos desportivos não deve comprometer a proteção do património natural nem abrir precedentes para outras atividades em zonas ambientalmente sensíveis”.


