CDS questiona Governo sobre plano de aulas a partir de casa para alunos de risco
Sábado , Setembro 19 2020 Periodicidade Diária nº 2579
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CDS questiona Governo sobre plano de aulas a partir de casa para alunos de risco

Foto: DR

Ana Rita Bessa, deputada do CDS, dirigiu uma pergunta a Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, a pedir explicações sobre o plano de aulas, a partir de casa, para alunos de risco.

A deputada questionou que processo administrativo terão os encarregados de educação de concretizar junto da direção da escola, qual será a forma de acesso às aulas: síncrona mediante vídeo da aula ou assíncrona mediante gravação, como será feito o acompanhamento: apenas com trabalho autónomo e “tutoria” via plataforma, como serão assegurados os casos de necessidade de apoio de ação social quando não haja computador, como serão assegurados os casos destes alunos com necessidades educativas especiais e como será feita a avaliação.

O jornal Correio da Manhã avançou que no próximo ano letivo, os alunos de risco terão aulas a partir de casa, mediante apresentação de documento que prove o quadro clínico que os torne vulneráveis, mas “os diretores das escolas dizem não ter sido informados pelo Governo sobre este regime excecional”.

“Entre estes alunos considerados de risco para a Covid-19, e alegadamente dispensados do regime presencial no próximo ano letivo, encontram-se diabéticos, hipertensos, doentes cardiovasculares, com doença respiratória crónica, doentes oncológicos e com doença renal. A situação não é nova, já que, e tal como se refere na notícia do Correio da Manhã, os alunos que por qualquer motivo não podem frequentar a escola, sempre tiveram educação garantida em planos definidos de acordo com as famílias. O que altera esta situação é a Covid-19, sendo que, sem informação concreta por parte da tutela, a Associação Nacional de Diretores afirma desconhecer pormenores sobre restrições impostas pela pandemia”, refere Ana Rita Bessa.

O CDS concorda que, mediante atestado, os alunos considerados de risco possam não ter aulas presenciais, mas entende, no entanto, que a três semanas do início das aulas, “conviria que os diretores das escolas estivessem completamente esclarecidos sobre o que e como vai ser feito”.

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