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OpiniãoCada movimento conta

Cada movimento conta

Artigo assinado por Patricia Vasconcelos.

© Patrícia Vasconcelos

O Dia Mundial da Atividade Física (AF), que se celebra a 6 de abril, visa promover a prática de AF junto da população, assim como, enaltecer os benefícios do exercício físico.

O sedentarismo (caracterizado pela falta de AF em pessoas de qualquer faixa etária) é um dos principais fatores de risco de morte em todo o mundo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que a inatividade física seja responsável por mais de três milhões de óbitos por ano e, como tal, o seu combate é imprescindível.

A AF tem benefícios significativos para a saúde, na prevenção e tratamento de um conjunto de doenças crónicas, algumas das quais são as principais causas de morte em Portugal.

Saliento algumas das vertentes em que a AF tem uma influência positiva:

  • Diminui a mortalidade por todas as causas.
  • Contribui para a prevenção e controlo de doenças não transmissíveis, como as doenças cardiovasculares, diabetes e vários tipos de cancro.
  • Reduz os sintomas de depressão e ansiedade.
  • Melhora as habilidades de pensamento, aprendizagem e julgamento; ajuda na prevenção do declínio cognitivo.
  • Contribui para a manutenção do peso saudável e do bem-estar geral.
  • Contribui para a qualidade do sono.
  • Garante o crescimento e desenvolvimento saudável nos jovens.
  • Ajuda a prevenir e controlar comportamentos de risco como o consumo de tabaco, ingestão em excesso de bebidas alcoólicas e substâncias tóxicas, sendo, também, um aliado de uma alimentação saudável.
  • Atrasa o declínio da saúde óssea e da capacidade funcional.
  • Ajuda a prevenir quedas, em especial, nas pessoas idosas.

Globalmente, 1 em cada 4 adultos não atinge os níveis de AF recomendados pela OMS (semanalmente, pelo menos 150 a 300 minutos de AF aeróbica de moderada intensidade; ou pelo menos 75 a 150 minutos de AF aeróbica de vigorosa intensidade; ou uma combinação de ambas ao longo da semana). Mundialmente, as mulheres são menos ativas e as atividades são reduzidas em idades mais avançadas. Além disso, populações socioeconomicamente mais desfavorecidas, com doenças crónicas e/ou com deficiência têm menos oportunidades de se manterem ativas.

Mas, há boas notícias: Cada Movimento Conta.

Dependendo do contexto de cada indivíduo, a AF pode-se fazer de forma mais ou menos formal: realizar tarefas domésticas, ir às compras, subir e descer escadas, é AF. Se pudermos fazer algo mais estruturado e sistematizado ótimo, mas realmente importante é fazer diariamente.

Neste contexto, deixo algumas dicas:

  • Evitar ficar mais de 30 minutos seguidos na posição sentado, reclinado ou deitado (quando acordado). Andar pela casa enquanto se fala ao telemóvel. Colocar o comando da televisão a uma distância que obrigue o levante para o utilizar.
  • Sempre que possível, trabalhar ao computador/tablet alternando as posições de sentado e de pé.
  • Realizar atividades lúdicas que permitam a expressão física (jogos tradicionais, dança…).
  • Ir a pé ou de bicicleta para o trabalho.

Porém, promover a melhoria da saúde através da AF, não é apenas uma responsabilidade individual. A sociedade é responsável por criar condições que facilitem a vida ativa. É necessário criar sinergias entre diferentes setores e desenvolver um plano de ação para alterações do ambiente facilitadoras de estilos de vida ativos (infraestruturas para ciclismo e caminhadas; locais para desporto nos locais de trabalho, mais equidade de acesso a programas desportivos…).

No século XXI, promover a AF tem de ser visto como uma necessidade e não um luxo.

Artigo assinado por Patricia Vasconcelos, do Núcleo de Estudos de Prevenção e Risco Vascular da SPMI.

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