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Braga pretende criar “via verde” para projetos sustentáveis na habitação

© CM Braga

A sustentabilidade é o principal foco da Fundação Mestre Casais, um organismo que realizou ontem a sua conferência anual dedicada ao tema Cidades e Edifícios Sustentáveis ’22. A sessão decorreu no Mosteiro de Tibães e contou com a intervenção de João Rodrigues, vereador do Município de Braga, para as áreas da gestão urbanística, regeneração urbana e habitação.

E foram precisamente as questões relativas à habitação que o vereador começou por evidenciar, lembrando que o acesso a um direito fundamental como é a habitação condigna, “está cada vez mais dificultado”. Dessa forma, adiantou João Rodrigues, o Município de Braga pretende criar “uma via verde para projetos sustentáveis” na área da habitação.

Braga quer criar uma verdadeira via verde para projetos sustentáveis que que possam ser desenvolvidos no nosso território. Esses projetos terão acesso a taxas municipais reduzidas e com tratamento preferencial nos serviços municipais, de forma a facilitar a construção sempre em benefício da população, do ambiente e, da sustentabilidade”, explicou João Rodrigues, durante a sessão de abertura na presença de José Mendes, presidente executivo da Fundação Mestre Casais, José da Silva Fernandes, presidente do conselho de administração da Fundação Mestre Casais, e Célia Ramos, vice-presidente da CCDR-N.

Segundo o responsável, a sustentabilidade na habitação consegue-se “evitando os problemas, pelo que mais do que preocupados com apoios à população que sofre com os problemas, devemos estar preocupados em resolver esses mesmos problemas que afetam a população, promovendo a construção de mais e melhor habitação, a custos que as pessoas possam suportar, sem descurar as questões ambientais, de gestão de recursos e, sobretudo, de qualidade”, defendeu João Rodrigues.

Lembrando os apoios da Autarquia Bracarense à classe economicamente mais frágil, mas também à classe média, nomeadamente os apoios no âmbito do arrendamento acessível, à eficiência energética ou até mesmo os apoios ao pagamento do empréstimo bancário para aquisição de habitação própria, o vereador destacou que atualmente os apoios às famílias “são o grande mote para as políticas de habitação definidas pelo Estado Central, contudo, não é através de uma política de prestação de apoios sociais ‘ad aeternum’ que vamos tornar a questão da habitação mais sustentável”, considerou.

A finalizar, João Rodrigues lembrou o desenvolvimento de Braga e o seu crescimento populacional, que demonstram o “bom trabalho” que tem vindo a ser realizado no Concelho ao longo dos últimos anos.

“Braga foi o concelho português que mais cresceu na última década, com um crescimento da população residente de 6,5% face a 2011, crescimento este que fez de Braga não só a cidade que mais cresceu, como também a única com dimensão a consegui-lo de forma tão sustentada, voltando a ser a cidade mais jovem do País. Um crescimento que deve orgulhar a Cidade e é a prova de que o trabalho que está a ser feito está a dar resultados, mas que traz consigo muitos desafios, nomeadamente, em áreas cruciais como o são a mobilidade, as respostas sociais ou a habitação”, concluiu João Rodrigues, salientando que o Município de Braga continuará a fazer todos os esforços para aumentar a área urbana da Cidade, no âmbito do processo de revisão em curso do PDM, com vista a uma construção de habitação de qualidade para a população.

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