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Braga: LIVRE defende transformação da antiga Fábrica Confiança num espaço cultural e cívico

© LIVRE

Teresa Mota, candidata do LIVRE à Câmara de Braga, defendeu a “efetiva salvaguarda da antiga Fábrica Confiança por parte do poder municipal e a sua transformação num espaço para fins culturais e cívicos”. A candidata considerou prioritária “a sua devolução à comunidade, de modo a que este edifício se torne num espaço que preserve a memória coletiva, contribua para a construção de uma história comum e permita aos cidadãos encontrarem-se para conversar, pensar e agir”.

A cabeça de lista do LIVRE à Autarquia de Braga considera um “erro” a transformação da antiga Fábrica Confiança numa residência universitária e manifestou a sua preocupação com “os contornos que o processo tem sofrido nos últimos tempos”.

A posição do LIVRE foi anunciada no final de numa visita guiada ao espaço conduzida por um dos cidadãos que integram a Plataforma Salvar a Fábrica Confiança, Luís Terroso Gomes. Participaram nesta visita diversas coletividades da cidade de Braga que apoiam a plataforma, nomeadamente a Velha-a-Branca, Arte Total, Encontros de Imagem e Associação Bairro d’Alegria.

Durante a visita, a candidata teve oportunidade de conhecer a história da Fábrica Confiança e de discutir as circunstâncias que levaram à sua aquisição pela autarquia em 2011 e “o posterior abandono a que o espaço foi votado pelo atual executivo camarário”. Teresa Mota afirmou “estar chocada com a delapidação e degradação sofridas por este importante e, atualmente, singular património industrial da cidade”, constatando que “esta circunstância não é compatível com a pretensão da cidade de Braga ser Capital da Cultura em 2027”.

Teresa Mota considera “prioritária” a devolução à comunidade bracarense dos bens públicos e a sua fruição “de modo igualitário e democrático”. “O LIVRE considera crucial a democratização da cultura e a possibilidade de coexistência no espaço público da diversidade de formas que esta pode comportar, não só porque a sua fruição, preservação e valorização nos são essenciais enquanto humanos, mas também porque constitui um contexto privilegiado de construção da identidade, memória e história coletivas”, afirmou a candidata do LIVRE à Câmara de Braga.

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