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Bloco de Esquerda questiona Câmara de Vila Verde sobre medidas de proteção face à onda de calor

O partido pede esclarecimentos sobre apoio a grupos vulneráveis, trabalhadores expostos e planos municipais de adaptação climática.

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O Núcleo do Bloco de Esquerda de Vila Verde questionou a Câmara Municipal sobre as medidas de mitigação e resposta à atual onda de calor, solicitando esclarecimentos relativamente à proteção dos grupos mais vulneráveis e à preparação do concelho para episódios extremos associados às alterações climáticas.

Num documento dirigido à presidente da autarquia, o partido alerta para os avisos laranja e vermelho emitidos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e sublinha que o calor extremo constitui atualmente um dos principais riscos para a saúde pública na Europa.

O Bloco de Esquerda considera que fenómenos como ondas de calor e incêndios rurais têm vindo a tornar-se mais frequentes e exigem respostas municipais coordenadas, antecipadas e assentes em instrumentos de adaptação climática e proteção civil.

Entre as preocupações manifestadas estão a segurança dos trabalhadores municipais que exercem funções no exterior, o acompanhamento de idosos isolados, pessoas com doenças crónicas, famílias em habitações sem condições térmicas adequadas, pessoas em situação de sem-abrigo e crianças e jovens que frequentam atividades de verão.

Ao abrigo do Estatuto do Direito de Oposição, o partido solicita esclarecimentos sobre as medidas concretas que estão a ser implementadas durante o período de aviso vermelho, a articulação entre o município, juntas de freguesia, Proteção Civil, entidades de saúde e organizações sociais, bem como os mecanismos de comunicação utilizados para informar a população.

O Bloco de Esquerda questiona ainda a existência de um plano municipal de contingência para situações de calor extremo e pede informações sobre a atualização dos instrumentos estratégicos locais, como a Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas e o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil, defendendo a inclusão de medidas como alertas climáticos, refúgios de calor, protocolos de proteção laboral e sistemas de vigilância ativa das populações vulneráveis.

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