BragaCDU defende mais planeamento e transportes públicos para resolver trânsito em Braga

CDU defende mais planeamento e transportes públicos para resolver trânsito em Braga

A CDU diz que obra no Nó de Infias, por si só, não será suficiente para resolver o trânsito em Braga.

© CDU

A CDU defende que a reformulação do Nó de Infias, cuja obra deverá arrancar nos próximos meses, é importante, mas considera que, por si só, não será suficiente para resolver os problemas de trânsito no concelho de Braga.

Em comunicado, o partido recorda que “o contrato da empreitada foi assinado em setembro de 2025, poucas semanas antes das eleições autárquicas”, e sublinha que, nove meses depois, “a obra apenas agora será consignada”. Ainda assim, considera que o investimento é necessário e relembra que sempre defendeu a sua concretização.

Para a CDU, a solução passa por uma estratégia de mobilidade mais abrangente, que inclua a construção da Variante do Cávado para desviar o tráfego de atravessamento do centro da cidade, bem como a criação de vias dedicadas aos transportes públicos.

O partido volta também a defender a ligação ferroviária direta entre Braga e Guimarães, a implementação de um passe intermodal e inter-regional, o reforço da oferta dos Transportes Urbanos de Braga (TUB), a criação de parques de estacionamento periféricos ligados à rede de transportes públicos e o desenvolvimento de uma rede de ciclovias.

Segundo a CDU, estas propostas foram apresentadas na Assembleia da República pelo PCP, mas “acabaram por ser rejeitadas por diferentes maiorias parlamentares”.

No comunicado, a coligação critica ainda a suspensão do projeto do BRT (Bus Rapid Transit), alertando para “os custos que poderão resultar da eventual indemnização à empresa responsável pela empreitada já adjudicada”.

Para a CDU, o concelho de Braga enfrenta uma situação de “trânsito caótico”, resultado “da falta de planeamento da rede viária, da insuficiência dos transportes públicos e da elevada dependência do automóvel”, defendendo que apenas um conjunto de obras estruturais e uma aposta consistente na mobilidade sustentável poderão reduzir os congestionamentos.

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