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Bloco de Esquerda preocupado com limitação de ecografias às grávidas no Hospital de Braga

© Bloco de Esquerda

O Bloco de Esquerda reuniu esta sexta-feira com a administração do Hospital de Braga. Em causa está a impossibilidade desta instituição realizar ecografias às grávidas no segundo trimestre.

O partido, que esteve representado por José Maria Cardoso, Cristina Andrade Carvalho e Manuela Airosa, vai questionar o Governo e considera que “têm que ser encontradas soluções para esta situação que acontece não apenas em Braga mas em vários hospitais do país”.

O Hospital de Braga assegurava a realização de ecografias de primeiro e segundo trimestre a todas as grávidas do distrito que eram referenciadas para esta unidade hospitalar. No entanto, há alguns meses deixou de o conseguir fazer, situação que levou o Bloco de Esquerda a questionar o Governo bem como a reunir agora com a administração da instituição de saúde.

“Foi possível constatar que o Hospital de Braga tem vindo a desenvolver múltiplos esforços para ultrapassar esta situação. De facto, o hospital tentou, sem sucesso, contratar mais obstetras com diferenciação para assegurar ecografias obstétricas. Tentou também recorrer a entidades privadas que pudessem assegurar estas ecografias. Apenas o Hospital da Luz em Guimarães se mostrou disponível, tendo efetuado cerca de dez ecografias semanais, durante duas a três semanas até que indicou não ter mais disponibilidade para continuar este serviço”, refere o Bloco.

De acordo com o partido, “o Hospital de Braga tem recorrido a produção adicional dos seus obstetraspara continuar a assegurar as ecografias do primeiro trimestre bem como as do segundo trimestre às grávidas acompanhadas no Hospital de Braga. O Bloco reconhece o profundo esforço dos profissionais do Hospital que todos os dias trabalham para garantir os melhores cuidados de saúde a toda a população”.

“Consideramos fundamental que a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS) seja assegurada, pois só o SNS é capaz de garantir qualidade e equidade no atendimento, como esta situação bem ilustra: uma unidade privada de saúde assegurou dez ecografias por semana durante poucas semanas até ter abandonado este serviço”, acrescenta, reforçando que “é essencial que o Governo diligencie para encontrar soluções de modo a que todas as mulheres grávidas possam ter o devido acompanhamento no âmbito do SNS. A situação vivida no hospital de Braga repete-se em várias unidades hospitalares do país e tem que ser ultrapassada”.

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