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Autarca de Gualtar pede reunião urgente com Câmara de Braga devido às obras na Variante do Fojo

De acordo com a Junta de Freguesia, a intervenção tem provocado constrangimentos no trânsito por causa da “falta de planeamento”.

© Junta de Freguesia de Gualtar

A Junta de Freguesia de Gualtar solicitou uma reunião urgente com o presidente da Câmara Municipal de Braga por causa da intervenção na Variante do Fojo.

Em comunicado, a Autarquia local refere que “há mais de um ano” que tem vindo a alertar “a necessidade de soluções” naquela zona mas que, por causa da “falta de planeamento”, esta intervenção provocou constrangimentos no trânsito.

Há muito mais de um ano que alertamos para a necessidade de soluções integradas, planeadas e responsáveis. Há mais de um ano que defendemos alternativas, medidas de segurança e mitigação de impacto. O que aconteceu hoje  não é surpresa, é antes consequência da falta de planeamento que repetidamente denunciámos. Foram pedidas, no mandato anterior, marcações na antiga N103, reforço da iluminação, medidas concretas de mitigação, reorganização de acessos e alternativas eficazes às entradas e saídas da freguesia. Foi solicitado que se acautelasse o previsível aumento de tráfego nas vias secundárias. Foi exigido diálogo, preparação e respeito pelo território e pelas pessoas. As obras tardaram. O planeamento não apareceu. Hoje que a intervenção avançou, bastou um único dia para se tornar evidente o transtorno que os gualtarenses estão a enfrentar. A insegurança aumentou. Os tempos de entrada e saída da freguesia dispararam. O acesso ao Centro de Saúde tornou-se mais difícil. O comércio local sofre com constrangimentos evitáveis. O acesso à EB23, que em breve também terá obras, antecipa um cenário ainda mais preocupante”, explicou a Autarquia local.

O Executivo da Junta refere ainda que “era fundamental intervir na antiga N103, na Rua Delfina Gomes, na Rua do Pinheiro Manso, na Rua de Barros, na Rua da Pia e na M590 (que liga a Adaúfe e que está muito degrada e em obras). Era necessário reavaliar o perfil da ligação do cemitério às Sete Fontes. Era obrigatório acautelar o aumento de veículos nestas vias, reforçar sinalização, garantir segurança pedonal e prever alternativas reais às entradas agora cortadas. Nada disto foi assegurado. As entradas na freguesia foram encerradas sem soluções eficazes para os moradores. O impacto previsível não foi prevenido. A pressão sobre as vias internas não foi mitigada. A população foi colocada perante factos consumados e enevitaveis. Não é assim que se faz planeamento. Não é assim que se respeita uma comunidade”.

A Junta de Freguesia de Gualtar veio a público pedir desculpas à população pelos transtornos causados e referiu que foi solicitado uma reunião urgente na terça-feira ao presidente da Câmara Municipal de Braga para “exigir medidas imediatas”.

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