BragaOposição exige conhecer custo das indemnizações do BRT em Braga

Oposição exige conhecer custo das indemnizações do BRT em Braga

Imagem Ilustrativa

A oposição voltou a centrar o debate da Assembleia Municipal de Braga nas consequências financeiras da suspensão do projeto Bus Rapid Transit (BRT), exigindo ao executivo municipal “maior transparência” sobre o valor das indemnizações que poderão resultar da decisão.

Apesar de o presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, garantir que as negociações “estão a chegar a bom porto”, os partidos da oposição insistiram em saber qual será a fatura final para os cofres do Município.

O autarca assegurou que “o valor é muito inferior àquilo que a oposição pensa que vai ser” e frisou que “até agora, a Câmara de Braga não perdeu um único cêntimo com o BRT”. João Rodrigues explicou que o processo está a ser conduzido “de forma responsável, no interesse público e nos interesses da Câmara, dos TUB e do universo municipal”, defendendo ainda que as prioridades passam agora pela mobilidade, pela retirada do trânsito do centro da cidade, pela construção da circular rodoviária externa e pela conclusão do Nó de Infias.

As explicações não convenceram a oposição. A deputada do Chega, Mónica Lopes, recordou que o Município já devolveu cerca de 13 milhões de euros anteriormente adiantados para o projeto e questionou quanto irá efetivamente custar a sua suspensão.

Também Marta Gonçalves, do movimento independente Amar e Servir Braga criticou a interrupção de um projeto preparado ao longo de vários anos, defendendo que os bracarenses continuam sem conhecer o verdadeiro impacto financeiro da decisão.

Pela Iniciativa Liberal, Jesus Caldas lamentou que Braga continue sem uma estratégia consistente para a mobilidade, recordando que a cidade chegou a aprovar um estudo para um metro de superfície que nunca saiu do papel.

O CDS-PP, através de Carlos Neves, reconheceu que as indemnizações serão inevitáveis, mas considerou que manter o projeto BRT representaria um prejuízo ainda maior para o Município.

Já João Nogueira, do PS, afirmou que os custos da suspensão ainda não estão quantificados, adiantando que esses valores deverão ser conhecidos em setembro, mostrando preocupação com as consequências económicas da decisão.

Do lado da maioria, João Marques, do PSD, defendeu a atuação do executivo e acusou a oposição de procurar criar obstáculos políticos, considerando que “continua numa luta contra a camisola”.

O tema das indemnizações promete continuar a marcar o debate político em Braga nas próximas semanas, com a oposição a exigir respostas concretas sobre os encargos financeiros da suspensão do BRT e o executivo a garantir que as negociações decorrem de forma favorável para o Município.

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