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António Costa em Guimarães na inauguração da nova unidade de Acabamento Têxteis da J.F. Almeida

© CM Guimarães

Na manhã de sexta-feira teve lugar a inauguração oficial da nova unidade de acabamentos têxteis da empresa J.F. Almeida, um evento que contou com a presença de Domingos Bragança, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, António Costa, primeiro-ministro, e dos secretários de estado António Mendonça Mendes e José Maria Costa, para além de um conjunto de outras individualidades.

Antes das intervenções protocolares, Joaquim Almeida, CEO da empresa, guiou os convidados numa visita à nova unidade de acabamentos têxteis, que custou 15 milhões de euros, garante 45 novos postos de trabalho e emprega a mais recente tecnologia no que diz respeito à sustentabilidade ambiental.

Domingos Bragança, na sua intervenção, referiu-se à J.F. Almeida como “uma empresa de referência no concelho de Guimarães e um exemplo a seguir no que diz respeito à inovação e às preocupações de sustentabilidade”. “A JFA é uma empresa inspiradora, que aposta na tecnologia, criatividade e sustentabilidade”, disse.

Dirigindo-se depois ao primeiro-ministro, o edil fez saber que, durante o mês de outubro, Guimarães tem vindo a discutir o “estado da arte” da sua economia, e a “dar uma atenção especial às suas indústrias tradicionais, como é o caso da têxtil, a maior do território em termos de número de empresas e de valores de faturação”. “Hoje, o têxtil é de base tecnológica, integra o novo conhecimento, e está no caminho da transformação digital e energética”, frisou.

Para o presidente da Câmara Municipal, “é inevitável que se enverede por um caminho em que a Economia Circular deva estar no topo das prioridades”, e em que o tratamento de dados seja visto como “determinante” para o que considera ser a “fábrica do futuro”, um projeto de base industrial que “incorpore nos seus processos e produtos o conhecimento gerado nas unidades de investigação e na academia, sempre atento aos desenvolvimentos nas áreas da robótica, sensorização, IA e novos materiais”.

Domingos Bragança voltou a falar da Zona Livre Tecnológica, que espera ver implementada em Guimarães, e que “será uma plataforma de experimentação de vanguarda, que promoverá uma nova economia, alinha com a agenda política de Guimarães, na prossecução da sustentabilidade e da inovação”.

Já António Costa disse que a abertura da nova unidade da JFA é “um momento inspirador” e “um sinal de confiança para o setor têxtil”. O primeiro-ministro lembrou a “resiliência” do setor quando, em 2020, em pandemia, se reconverteu para produzir máscaras de proteção sanitária. Ainda que “a conjuntura internacional seja desfavorável ao desenvolvimento económico, pelo facto de terem aumentado os custos energéticos e as taxas de juro”, António Costa confia nas empresas portuguesas e “na sua capacidade de reinvenção”. “A JFA exporta 95% da sua produção, para mercados difíceis e de grande dimensão, como os Estados Unidos e o Canadá, tornando-se assim um exemplo inspirador”, sustentou. Lembrou que a JFA está presente em duas das quatro agendas mobilizadoras do PRR, nomeadamente na Digitalização e no Uso Eficiente da Água.

Joaquim Almeida agradeceu a todos a presença e manifestou “o orgulho no passado de 40 anos da empresa”. “Evolução e resiliência, assentes em valores de qualidade e sustentabilidade, garantem que a JFA crie valor para a comunidade e para o país”, referiu. O CEO lembrou o “grande investimento em equipamentos e em energia renovável” e garantiu que a empresa está preparada para “respostas ágeis” e para continuar a ser uma “fabrico do futuro”.

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