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António Castro Henriques é o vencedor do Prémio de História Alberto Sampaio 2021

© CM Famalicão

António Castro Henriques é o vencedor do Prémio de História Alberto Sampaio 2021. A cerimónia de entrega do Prémio será realizada no próximo dia 1 de dezembro, data do aniversário natalício de Alberto Sampaio e, de acordo com a rotatividade prevista no Regulamento, terá, este ano, lugar na Casa do Território, em Vila Nova de Famalicão. O trabalho vencedor será publicado, também conforme prevê o Regulamento, na Revista de Guimarães.

O Prémio de História Alberto Sampaio, inicialmente instituído em 1995 pelos Municípios de Guimarães e Vila Nova de Famalicão e pela Sociedade Martins Sarmento, renovado em 2016 e contando a partir de então também com o Município de Braga entre os instituidores “destina-se a homenagear e a manter viva a pessoa e obra de Alberto Sampaio, promovendo o desenvolvimento dos estudos científicos e investigação nas áreas ligadas ao seu legado, em especial, nas disciplinas da História Social e Económica”.

Os instituidores do Prémio Alberto Sampaio congratulam-se com o êxito alcançado pela edição deste ano, “que constituiu um contributo importante para o avanço do conhecimento histórico, agradecem a valiosa e atenta colaboração da Academia de Ciências de Lisboa e felicitam todos os concorrentes e, de um modo especial, o vencedor de 2021, António Castro Henriques”.

O júri, constituído sob a égide da Academia das Ciências de Lisboa, a quem está confiada a direção científica do Prémio, deliberou atribuir o Prémio de 2021 ao investigador António Castro Henriques que apresentou um trabalho com o título “Midas, Moedas e Mercados: A Economia Política do Primeiro Sistema Monetário Português, 1190-1250”.

No entendimento do júri, “trata-se de um excelente ensaio de investigação em história monetária da Idade Média, baseado em fontes arquivísticas exploradas de forma inovadora e que questiona criticamente o conhecimento adquirido. O autor revela maturidade e conhecimento aprofundado sobre os temas que analisa. Trata-se de um estudo sobre a gradual monetização da economia portuguesa do período, analisando o modo como a moeda adquire de forma crescente as funções de numerário, quer como medida de valor, quer como instrumento de troca. Tal ocorreu graças à circulação acrescida de moedas árabes e, sobretudo, dos novos morabitinos cunhados no reinado de D. Sancho I. Ambos os casos ilustram a dupla natureza da moeda, destinada por um lado ao financiamento das funções régias (sobretudo campanhas militares) e, por outro, à satisfação das necessidades do mercado. O ensaio de António Castro Henriques permite ainda um novo entendimento da relação entre a circulação monetária e a evolução dos preços de bens essenciais, ou seja, do poder aquisitivo da moeda em circulação. Neste sentido, discute com novos dados, trabalhados a partir de fontes documentais inéditas, o processo de depreciação da moeda (ou aumento do preço dos bens que com ela se trocam) que não resulta de modificações da quantidade em circulação, mas sim da sua degradação intrínseca.”

O júri congratulou-se, ainda, com “a elevada qualidade da generalidade dos trabalhos admitidos, versando objetos de estudo de alguma forma relacionadas com as temáticas subjacentes ao âmbito do Prémio Alberto Sampaio”.

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