
O movimento independente Amar e Servir Braga acusou o presidente da Câmara de “tentar censurar” os vereadores da oposição. Em conferência de imprensa, Ricardo Silva, líder do movimento, apresentou diversas propostas, tendo garantido a sua legalidade e lamenta terem sido “bloqueadas pelo executivo”.
“A nossa proposta das repavimentações das ruas contempla ruas que,desde a nossa proposta até hoje, já todas elas iniciaram processos para serem intervencionadas e isto demonstra que as propostas eram pertinentes e necessárias. Não estava em causa a sua legalidade, mas sim a sua iniciativa de ser emanada dos vereadores do Amar e Servir Braga. O problema que aqui está efetivamente não é jurídico, o problema é político. A democracia exige este debate e Braga merece mais debate e menos bloqueio. Este bloqueio vai além das propostas e temos aqui um conjunto de recomendações submetidas em sede de Reunião de Câmara, mas também pedido de acesso a informações via oral e que, de facto, somos toldados a receber esta informação insistentemente. Isto porque nós fizemos pedidos de informação e requerimentos com base em preocupações com que convivemos todos os dias e junto daquilo que nós ouvimos com a população. Até hoje, o Sr. Presidente respondeu apenas a 16% dessas questões e por escrito respondeu a 21 de 126 perguntas”, disse Ricardo Silva.
No entanto, o líder refere que “as respostas, ainda assim, são bastante incompletas e em muitos casos não incluem a informação produzida pelos serviços técnicos no Município. E esta, para nós, é mais uma forma de nos bloquear o acesso à informação e de toldar o nosso exercício de mandato de vereadores. Nós queremos, de facto, continuar a cumprir o nosso compromisso de estar ao lado da população, mas se nós reunimos com os munícipes, se eles nos trazem os seus problemas e se nós queremos verter esses problemas em sede da Reunião de Câmara via propostas, não temos essa possibilidade de poderem ser discutidas. Aquilo que o presidente da Câmara quer tentar fazer é que os vereadores sejam uma espécie de marionetas ou que estejam lá só para acenar com a cabeça”.
O vereador do movimento acrescentou quer firmar compromisso com a população e levar ao encontro de todo o Executivo, dos 11 elementos, essas preocupações em forma de proposta.
“Não é um exercício de oposição para dizer mal. Este é um exercício de oposição para complementar o exercício diário de quem está em funções que, muitas vezes, por força da inerência dos povos, pode não estar a perceber exatamente o que se passa na rua, mas nós, se as pessoas vêm aqui para falar connosco, se partilham connosco e querem ver esses problemas resolvidos, nós queremos apresentar essas propostas para ajudar a resolver. Isto para nós é querer contribuir para um exercício de democracia e é democracia positiva. Continuaremos a ser a voz dos bracarenses, aguardando que o Sr. presidente levante este bloqueio e que permita o normal funcionamento do órgão, que agende as propostas para a decisão do Executivo e que responda aos nossos requerimentos formais e aos nossos pedidos de acesso à informação também de forma oficial”, reforçou Ricardo Silva.
O Amar e Servir Braga acusa ainda a Câmara de “distorcer a realidade jurídica”, afirmando que o processo “encontra-se atualmente em recurso no Tribunal Central Administrativo Norte” e denunciou a “falta de respostas aos pedidos de informação” solicitados ao Executivo.


