RegiãoTerras de BouroAgrupamento de Baldios lidera intervenção no controlo de espécie invasora na Peneda-Gerês

Agrupamento de Baldios lidera intervenção no controlo de espécie invasora na Peneda-Gerês

A intervenção abrange mais de 40 hectares nos concelhos de Terras de Bouro e Montalegre.

© Agrupamento de Baldios da Serra do Gerês

O Agrupamento de Baldios da Serra do Gerês (ABSG) iniciou recentemente os trabalhos de campo no âmbito de dois projetos financiados pela International Union for Conservation of Nature and Natural Resources (IUCN), direcionados para o controlo e erradicação da espécie invasora Hakea sericea (háquea) no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG).

Os projetos, apoiados pelo programa europeu European Invasive Alien Species Rapid-Response Fund, abrangem mais de 40 hectares nos concelhos de Terras de Bouro e Montalegre, onde foram identificadas pelo ABSG núcleos pequenos e localizados desta espécie, atualmente numa fase inicial de invasão.

Estas iniciativas têm um caráter preventivo, visando “impedir o estabelecimento e a propagação da Hakea sericea em ecossistemas de elevado valor de conservação, onde a biodiversidade nativa se encontra particularmente vulnerável”. “A espécie apresenta elevado potencial de dispersão, sendo capaz de alterar significativamente os ecossistemas naturais, reduzir a biodiversidade e aumentar o risco de incêndio, o que reforça a necessidade de uma resposta rápida, coordenada e tecnicamente fundamentada” refere o agrupamento.

O objetivo central dos projetos passa por “erradicar e monitorizar as invasões iniciais da espécie, através da remoção de plantas isoladas e pequenos núcleos, evitando a sua disseminação e promovendo simultaneamente a regeneração natural e sustentável dos ecossistemas nativos da Serra do Gerês”.

As intervenções assentam em métodos de controlo físico seletivo, incluindo a remoção manual de plantas jovens, o corte de indivíduos adultos ao nível do solo e a queima controlada do material vegetal, assegurando a eliminação do banco de sementes e reduzindo o risco de regeneração. “Todas as ações são realizadas de acordo com as melhores práticas de gestão, sustentadas em bases científicas e em total conformidade com a legislação em vigor, sendo complementadas por um plano de monitorização contínuo para avaliar a eficácia das medidas implementadas, implementação de medidas corretivas afim de evitar o eventual risco de reinvasão”, reforçoou.

Os trabalhos de campo, localizados em 5 das 8 Comunidades Locais de Baldios (CLB) associadas do ABSG (Rio Caldo, Vilar da Veiga, Ermida, Fafião, Pincães e Cabril), em pleno PNPG, tiveram início na passada semana, com intervenções já concluídas na CLB de Fafião, prevendo-se a continuidade das ações nas restantes áreas de intervenção ao longo dos próximos meses.

O projeto é desenvolvido em articulação com as comunidades locais e com as entidades com responsabilidades no território, promovendo uma abordagem participativa e sustentável.

Ao atuar numa fase precoce da invasão, esta iniciativa contribui para “prevenir impactos ecológicos mais severos, reduzir custos futuros de controlo e reforçar a resiliência dos ecossistemas”.

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