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AEMinho propõe à Assembleia da República cinco propostas para dinamizar a economia do Minho

A Associação Empresarial do Minho apresentou à Assembleia da República cinco propostas estratégicas para reforçar a competitividade, qualificação da mão de obra e investimento na região.

© AEMinho

A Associação Empresarial do Minho apresentou cinco propostas estratégicas à Assembleia da República para reforçar a competitividade, a qualificação da mão de obra e o investimento na região.

A AEMinho esteve na Assembleia da República, nos dias 17 e 18 de março, reunindo com o presidente da Assembleia e com várias bancadas. O objetivo foi “apresentar a Agenda para a Competitividade, com cinco áreas prioritárias, para enfrentar problemas estruturais que impactam a competitividade, o investimento e o crescimento económico da região”.

Na competitividade fiscal, a AEMinho propõe “um regime mais simples e previsível, com incentivos à capitalização das empresas, redução da tributação sobre trabalho e resultados reinvestidos, e estabilidade fiscal plurianual para garantir segurança a investidores e empresas”.

Sobre a qualificação da força de trabalho, a associação defende “programas de requalificação rápida e prática, reforço do ensino profissional e dual, melhor planeamento das vagas no ensino superior e atração de talento qualificado, com foco nas áreas de maior escassez como indústria, tecnologia, energia e saúde”.

Na simplificação administrativa, pretende “processos digitais integrados, criação de balcão único para empresas, eliminação de procedimentos redundantes e definição de prazos máximos para decisões, aumentando a eficiência e reduzindo burocracia”.

Relativamente à modernização do mercado de trabalho, a AEMinho sugere “reforço da negociação coletiva, modelos de flexissegurança e resolução rápida de conflitos laborais, conciliando competitividade com proteção social”.

Já na aceleração do investimento, defende “a definição de prazos curtos e vinculativos para licenciamento, vias rápidas para projetos estratégicos e integração digital de entidades, assegurando maior celeridade e coordenação em projetos industriais, energéticos e logísticos”.

“É essencial esta relação próxima com o parlamento, para levarmos a mensagem das empresas e contribuir para decisões mais assertivas e concretas”, refere Ramiro Brito, presidente da AEMinho.

A associação considera que “Portugal reúne condições para reforçar a competitividade económica, sendo essencial avançar com reformas que aumentem a confiança dos investidores, reduzam a burocracia, incentivem o investimento produtivo e valorizem o talento, construindo uma economia mais dinâmica e inovadora”.

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