
A AEMinho reuniu na CCDR-N com o ministro da Economia e da Coesão Territorial e com o presidente da CCDR-N, numa sessão dedicada ao futuro da competitividade industrial e à adaptação das empresas do Norte às mudanças económicas em curso na Europa.
Durante a reunião, a AEMinho entregou formalmente duas propostas destinadas a apoiar o tecido empresarial da região e a reforçar a capacidade de resposta do país perante “desafios emergentes”.
A primeira proposta é um pacote de medidas para “mitigar o impacto das novas tarifas sobre o aço na indústria portuguesa”. O pacote propõe “uma resposta nacional coordenada às novas tarifas europeias sobre o aço e ao mecanismo CBAM, com medidas como: linha de crédito bonificado; majoração fiscal; vales de engenharia digital e IA; programa “Menos Aço por Unidade de Produto”; incentivos à reciclagem; task force interministerial; e representação ativa junto da UE. Impactos estimados: 414 milhões de euros de custo público em 3 anos; mais de 830 milhões de euros de investimento privado mobilizado; proteção de 5.000–8.000 empregos; impacto acumulado no PIB entre 150 milhões de euros e 250 milhões de euros”.
A segunda é um programa nacional de Upskilling e Reskilling para a Era da IA (PNUR-IA). “Num contexto em que muitas profissões irão desaparecer e outras irão surgir, o programa propõe incentivos fiscais e instrumentos de formação para acelerar a capacitação digital e tecnológica dos trabalhadores, promovendo o seu reskilling ou upskilling, adaptando-os às novas necessidades do mercado: crédito fiscal de 150%; depreciação acelerada; isenção parcial de TSU; vale formação IA; fundo nacional para requalificação; incentivo a entidades formadoras certificadas. Os impactos estimados são de 150.000 trabalhadores requalificados; aumento de 20% da produtividade nas empresas aderentes; investimento público de 1,005B€ com retorno económico superior a 3,78B€; ROI fiscal direto de 154%”, explica a AEMinho.
Ramiro Brito, presidente da AEMinho, referiu que “o contexto económico atual obriga a uma resposta assertiva e coordenada que proteja o nosso tecido empresarial. Estas propostas são instrumentos concretos para garantir competitividade, proteger emprego e posicionar o Minho e o país na vanguarda da inovação, acompanhando e antecipando cenários que serão incontornáveis no futuro próximo. A ideia é sermos proativos e não reativos, por um lado, aproveitando as vantagens que a dimensão periférica da nossa economia pode ter no contexto marco económico europeu e mundial, tornando essa circunstância num fator de competitividade e interesse económico, por outro”.


