
Mais de 130 pessoas participaram, este domingo, nas visitas guiadas às fortificações de Tui e Valença do Minho, promovidas no âmbito do projeto Fortalezas da Fronteira, dedicado à valorização e divulgação do património defensivo da raia galego-portuguesa.
A iniciativa arrancou durante a manhã em Tui, onde a arqueóloga e investigadora Rebeca Blanco-Rotea conduziu um percurso pelo recinto fortificado medieval, dando a conhecer a evolução das muralhas e a sua integração na malha urbana ao longo dos séculos.
Da parte da tarde, a atividade prosseguiu em Valença do Minho, com uma visita orientada pelo arquiteto e investigador Tiago Rodrigues à Fortaleza de Valença. O percurso permitiu aos participantes conhecer a evolução da praça-forte, com especial destaque para as transformações realizadas durante a Guerra da Restauração e para o sistema de baluartes, fossos e revelins que fazem deste um dos mais importantes conjuntos defensivos da fronteira luso-espanhola.
As sessões contaram com a presença dos presidentes das câmaras municipais de Tui, Enrique Cabaleiro, e de Valença, José Manuel Carpinteira, que assinalaram a importância da valorização deste património comum.
As visitas integram a programação do projeto Fortalezas da Fronteira, que alia investigação arqueológica, formação, voluntariado internacional e divulgação científica em torno do património militar da fronteira entre Portugal e a Galiza. A iniciativa decorre em paralelo com a campanha arqueológica no sítio de As Torres, em Tomiño, envolvendo jovens voluntários de vários países e estudantes universitários portugueses e espanhóis.


