
A Câmara Municipal de Esposende aprovou a atualização da tarifa de resíduos urbanos, que não era revista desde 2012, justificando a decisão com a necessidade de garantir a sustentabilidade financeira de um serviço que apresenta um défice anual de cerca de 2,6 milhões de euros.
Segundo a autarquia, os custos da recolha e tratamento de resíduos aumentaram significativamente nos últimos anos e rondam atualmente os 4,6 milhões de euros por ano, enquanto a receita das tarifas se fica pelos 2 milhões. O município refere ainda que a medida segue recomendações da ERSAR, que há vários anos defendia a revisão dos tarifários.
A Câmara optou por uma atualização gradual, continuando a suportar cerca de 32% do custo real do serviço. De acordo com as estimativas, cerca de 80% das famílias terão um aumento mensal entre quatro e seis euros na fatura, mantendo-se em vigor a tarifa social e os apoios às famílias numerosas.
O presidente da Câmara, Carlos Silva, afirma que a decisão é “inevitável e responsável”, defendendo que a manutenção do atual modelo colocaria em causa a capacidade de investimento do município em áreas como a educação, ação social, cultura, desporto e infraestruturas.
Paralelamente, a autarquia vai reforçar as campanhas de sensibilização para a separação de resíduos e reciclagem. Em 2025, Esposende encaminhou cerca de 18 mil toneladas de resíduos indiferenciados para aterro, enquanto a recolha seletiva ficou pelas duas mil toneladas, defendendo o município que uma maior reciclagem permitirá reduzir custos e contribuir para a estabilização das tarifas no futuro.


