BragaBraga viabiliza orçamento de 285 milhões de euros com críticas da oposição

Braga viabiliza orçamento de 285 milhões de euros com críticas da oposição

O orçamento para 2026, no valor recorde de 285,8 milhões de euros, foi aprovado esta segunda-feira em reunião extraordinária do executivo municipal.

© Sandra Antunes

Rui Rocha, da Iniciativa Liberal, criticou o presidente da Câmara que “acusa a oposição de não colaborar de forma construtiva”. “Eu entendo que hoje morre uma narrativa que se procurou instalar na cidade, no Município, acusando a oposição de não colaborar de forma construtiva. Essa narrativa morre hoje. A partir de hoje, o presidente da Câmara tem um PDM aprovado, tem o orçamento que apresentou aprovado e, portanto, a partir de hoje também tem que mostrar que o caminho que escolheu para a cidade é o caminho certo e tem, sobretudo, que ter a capacidade de executar aquilo que é a sua visão, que está no PDM e que está no orçamento. Braga tem estes dois instrumentos, a oposição foi relativamente ao presidente da Câmara, mais responsável, e mais construtiva do que aquilo que o presidente da Câmara tem sido relativamente à oposição. Portanto, eu quero mesmo declarar formalmente que está morta a narrativa de que a oposição não deu condições ao presidente da Câmara”, disse o liberal.

Já Filipe Aguiar, do Chega, diz estar “consciente, porque percebemos também que há pontos positivos neste orçamento, e responsável, porque vamos estar muito atentos. Agora, na nossa opinião, há aqui um desajuste no sentido de que há um aumento de 9% na receita, nos impostos, mas depois também temos 16% no aumento na despesa corrente, e isso cria um desequilíbrio. Vamos estar atentos e perceber de que forma é que vai ser executado este orçamento”.

Ricardo Silva, do Amar e Servir Braga, apontou um “desinvestimento” no orçamento em áreas como a cultura, a ação social e o ambiente. “Nós ficamos sempre com esta taxa de desconfiança de ‘o maior orçamento’ que não é o melhor orçamento. Nas palavras do presidente, este é “o maior ou melhor orçamento’, mas é o menor orçamento per capita dos concelho à volta de Braga e, portanto, isto traduz que este investimento é reduzido e, portanto, por muito que se aponte depois com valores astronómicos para determinados projetos, não é menos verdade que há outras áreas tão importantes como a cultura, como a ação social, como a educação, que ficam cortadas de um investimento que deveria ser mais reforçado e, portanto, quando nós não olhamos para as pessoas e olhamos só para os projetos, nós não estamos a analisar politicamente ou não estamos a ir ao encontro politicamente daquilo que deve ser a nossa atuação, estamos a ir ao encontro da vaidade e, acima de tudo, do ego do Executivo em funções”, referiu o independente.

Pedro Sousa, do PS, sublinhou que este orçamento “não é o plano do Partido Socialista” e que o partido será “exigente e vigilante”. Este é o primeiro plano e orçamento desta maioria. Da nossa parte, a posição não poderia ser outra. Não é o plano do Partido Socialista, naturalmente não são as opções do Partido Socialista, num conjunto de áreas, num conjunto de prioridades em que nós olhamos a cidade e o concelho de outra forma e, portanto, a posição só poderia ser a de uma abstenção que é, ao mesmo tempo, exigente e vigilante, ou seja, exigente porque vai continuar a trazer propostas, vai continuar a trazer alternativa, vai continuar a apontar outros caminhos relativamente a um conjunto de questões e vigilante porque vamos, naturalmente, com atenção, com cuidado, com preparação, com estudo, a acompanhar o trabalho do Município”, explicou.

Por seu turno, João Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Braga, garantiu que o Executivo “está a cumprir escrupulosamente aquilo que prometemos fazer”. “O plano apresentado é a materialização daquelas que foram as nossas promessas eleitorais, daquilo que foi o nosso programa eleitoral com um acrescento que é, nós abrimos a possibilidade à oposição de apresentar propostas e de as incluirmos, mas tenho visto alguns membros a dizer que não estamos a fazer favor nenhum e que é um direito previsto na Constituição, mas também é um direito previsto que o presidente possa não acolher essas propostas e a verdade é que nós acolhemos essas propostas. Eu acho que a grande mensagem aqui é nós temos o maior orçamento sempre, temos investimentos que queremos executar e estamos a cumprir escrupulosamente aquilo que prometemos fazer, temos em vista o bem-estar das pessoas, cumprir com as necessidades mais emergentes da cidade e, no fundo, continuar a fazer desta uma cidade em crescimento”, finalizou o autarca.

Após aprovação na Reunião de Câmara Extraordinária, o Plano de Atividades e do Orçamento Municipal para 2026 segue agora para a Assembleia Municipal de Braga, onde será submetido à votação final.

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