Opinião25 de Abril e 25 de Novembro: A liberdade que se salvou...

25 de Abril e 25 de Novembro: A liberdade que se salvou duas vezes

Artigo de Luís Rosa, 36 anos, natural de Barcelos, deputado da Assembleia Municipal de Barcelos pela Iniciativa Liberal.

© IL

Que importância teria o 25 de Abril sem o 25 de Novembro? Abril devolveu-nos a liberdade; Novembro impediu que essa liberdade fosse capturada por extremismos. Um abriu as portas da democracia, o outro garantiu que elas não se fechassem, mas…

Como nos lembraríamos do Capitão Salgueiro Maia, que partiu de Santarém rumo a Lisboa para cumprir a missão que transformaria o país? Esqueceríamos a sua memória e o exemplo de coragem, ética e compromisso com a liberdade que nos legou?

E o gesto do cabo apontador José Alves Costa, que se recusou a disparar sobre Maia mesmo com a pistola do brigadeiro Junqueira dos Reis apontada à sua cabeça, deixaria de ser considerado decisivo? Não seria, afinal, a prova de que a Revolução triunfou pela força moral, e não pelas armas?

E a integridade do furriel Manuel Silva, natural de Barcelos, que conduziu Marcelo Caetano na chaimite Bula? Seria esquecida a sua ação de impedir a vingança e de assegurar que o futuro democrático nascesse sem derramamento de sangue?

E o papel do povo? Como seria recordado?

Hoje, quando a memória se esbate e alguns relativizam esta data, a história relembra-nos que a democracia constrói-se com escolhas difíceis e, muitas vezes, a partir de gestos individuais.

Abril e Novembro não se anulam, mas complementam-se.

Portugal é melhor porque teve ambos!

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