
A Via Circular Urbana da Póvoa de Lanhoso vai avançar para a fase decisiva. A Câmara Municipal entregou à Agência Portuguesa do Ambiente a Avaliação de Impacte Ambiental, instrumento de caráter preventivo da política de ambiente, garantindo que “são estudados e avaliados os potenciais efeitos na execução daquela obra”.
A APA dispõe agora de um prazo até seis meses para se pronunciar. Havendo aprovação da AIA, como é expectativa do presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Frederico Castro, o processo segue para a IP (Infraestruturas de Portugal), entidade responsável pela execução da obra.
Segundo Frederico Castro, “tudo foi feito, até à data, para que a Via Circular seja uma realidade o mais breve possível. Este é um processo complexo e demorado, que envolve diferentes entidades e intervenientes, e que nos obrigou à realização de diversos estudos técnicos adicionais que inicialmente não seriam necessários e portanto, naturalmente não estavam programados. Temos trabalhado muito neste dossier, da nossa parte, tudo foi feito e agora aguardamos que as instâncias competentes – a APA e a IP – se pronunciem”.
A Via Circular Urbana foi apresentada como obra prioritária, em 2021. A 9 de dezembro de 2022, a Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso e a IP formalizaram o acordo de gestão da Via Circular Urbana, naquele que foi o primeiro ato público oficial relacionado com esta infraestrutura, que foi incluída no Plano de Atividades e Orçamento para 2024-2026 da IP.
“Ao longo dos anos, fruto das mudanças governamentais ocorridas em Portugal, a Autarquia viu-se obrigada a abordar este processo junto de três diferentes ministros, responsáveis pela área das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, João Galamba e Miguel Pinto Luz do atual elenco governativo”, explica a Câmara Municipal.
No dia 5 de maio de 2024, iniciaram novos estudos ao perfil do traçado inicialmente previsto. A 17 de fevereiro deste ano, foi apresentado novo perfil do traçado em função das alterações solicitadas pela APA. Já no dia 27 de julho, ficaram concluídos os estudos para apresentação do AIA.
“A execução da Via Circular urbana à EN103 e à ER205, entre outros aspetos, irá permitir à Póvoa de Lanhoso consolidar a malha urbana, aumentar a sua capacidade de atrair investimento, proporcionar melhores vias e maior fluidez de trânsito, sobretudo de pesados, bem como acessos mais simples e fáceis que aproximam a Póvoa de Lanhoso a Braga, capital de distrito”, finalizou a Autarquia.


