Universidade do Minho tem academia pioneira de competências transversais
Quinta-feira , Outubro 22 2020 Periodicidade Diária nº 2612
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Universidade do Minho tem academia pioneira de competências transversais

A Universidade do Minho lançou um programa de competências transversais que é pioneiro no ensino superior nacional. Chama-se “B-Side – Academia de Soft Skills” e permite complementar a formação dos estudantes, melhorando assim a sua empregabilidade. A iniciativa decorre ao longo do ano letivo e é dinamizada pela TecMinho, uma interface da UMinho. As inscrições são gratuitas, em www.b-side.pt.

O programa inicia em novembro e junta alunos de diversas licenciaturas e mestrados da UMinho em sessões semanais práticas, focadas na criatividade, na resolução de problemas, na resiliência, no pensamento crítico, na comunicação e na autorregulação, entre outras. Estas competências são consideradas relevantes para a empregabilidade e para enfrentar os principais desafios do século XXI. O programa inclui casos, instant challenges, desafios em grupo e role play, contando com formadores certificados pelo Torrance Center Portugal.

“Temos a certeza que a licenciatura ou mestrado que cada estudante frequenta prepara-o muito bem a nível técnico e científico, é o seu lado A. Mas falta desenvolver a componente das soft skills, é o seu lado B, que vai ser concretizado nesta academia, chamada precisamente B-Side”, explica o coordenador do programa, Paulo Silva.

“Ninguém aprende a andar de bicicleta apenas lendo livros, ou seja, não consegue desenvolver as competências apenas pela transmissão de conhecimento; por isso, este projeto vai fazer a diferença em termos de sucesso pessoal e profissional”, sublinha.

Os participantes poderão, no final, continuar a partilhar conteúdos e atividades através de um grupo online (comunidade B-Side), reforçando assim as suas competências transversais.

Preparar para empregos que ainda não existem

O Banco Mundial estima que quatro em cinco crianças terão empregos que ainda não existem e o Fórum Económico Mundial calcula que 40% das competências-chave do futuro serão diferentes das de hoje. Segundo a OCDE, as soft skills têm uma relação positiva com os resultados académicos, a taxa de emprego, o desempenho profissional, os ganhos salariais, a saúde física e mental e a satisfação no trabalho e com a vida em geral.

A primeira edição da B-Side decorreu no ano 2019/20 com uma centena de estudantes e mais de 250 horas de contacto. Face à pandemia, a segunda edição reduz para 40 participantes e cruza o formato presencial e online. A iniciativa insere-se na rede Academias do Conhecimento, da Fundação Calouste Gulbenkian, que está a desenvolver competências sociais e emocionais junto de menores e jovens até aos 25 anos.

A TecMinho, a celebrar 30 anos, tem realizado diversos programas pioneiros neste âmbito, nomeadamente o JobLab, que acelera o emprego de finalistas e recém-diplomados, o EVA, destinado ao empreendedorismo feminino, o IdeaLab, um laboratório trimestral com tutoria gratuita para lançar ideias de negócio, o SpinUM, um concurso anual de ideias de negócio com vários prémios, e a Clínica de Negócios, com consultas especializadas para apoiar na resolução de problemas e na tomada de decisões.