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Taxa de desemprego alcança o valor mais baixo em julho nos últimos 20 anos

População empregada aumentou em 17.400 pessoas face a junho.

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A Randstad Portugal divulgou a sua análise mensal ao mercado de trabalho, baseada em dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e da Segurança Social, relativos a julho de 2025.

A taxa de desemprego caiu para 5,8%, o valor mais baixo num mês de julho, nos últimos 20 anos. Segundo as estimativas mensais do INE, o número de desempregados fixou-se em 323.100 pessoas, menos 15.700 face a junho (-4,5%).

Houve um aumento da população empregada em 17.400 pessoas, para um total de 5.260.400 trabalhadores. Em termos homólogos, o emprego cresceu em 201.900 pessoas (+4,0%), confirmando a tendência de dinamismo do mercado de trabalho. Também a população ativa registou uma ligeira subida (+1.800 pessoas), totalizando 5.583.600 ativos.

Desemprego recua de forma transversal, com exceção dos jovens (16 aos 24 anos)

Em julho, o desemprego caiu de forma expressiva entre as mulheres (menos 10.900; -6%) e entre os homens (menos 4.800; -3,1%). Por faixa etária, verificou-se uma redução significativa no grupo dos adultos (25-74 anos), com menos 16.400 pessoas desempregadas face a junho (-6,2%). A exceção ocorreu entre os jovens (16-24 anos), onde se registou um ligeiro aumento de 700 desempregados (+1%).

Numa comparação homóloga, a tendência foi mais favorável: o desemprego diminuiu em todos os grupos populacionais, com reduções entre as mulheres (menos 5.500; -3,1%), os homens (menos 23.300; -13,4%), os adultos (menos 24.500; -8,9%) e também os jovens (menos 4.200; -5,2%).

Já segundo os dados administrativos do IEFP, havia em julho 292.825 desempregados registados, com estes a corresponderem a 66,9% dos 437.542 pedidos de emprego. A redução fez-se sentir em praticamente todas as regiões, ainda que de forma moderada.

Em termos setoriais, os Serviços foram a área com maior redução absoluta de desempregados, acompanhados pela Indústria e pela Construção. Este comportamento reflete a dinâmica sazonal típica de verão, com maior procura por mão de obra no turismo, restauração, comércio e atividades de lazer, que absorvem trabalhadores não qualificados, pessoal administrativo e profissionais de serviços pessoais e de proteção.

Em julho, o desemprego registado caiu em Lisboa e Vale do Tejo (-637 pessoas; -0,6%), no Algarve (-584) e nas Regiões Autónomas — Açores (-161; -3,9%) e Madeira (-179; -3,2%) —, enquanto aumentou ligeiramente no Norte (+483; +0,4%), Centro (+321; +0,8%) e Alentejo (+94; +0,7%). Em termos homólogos, a descida foi generalizada, com destaque para Lisboa e Vale do Tejo (-7.056; -6,6%), o Norte (-2.084; -1,7%) e a Madeira (-1.306; -19,4%), sendo o Alentejo a única exceção (+93; +0,7%). O Norte continua a concentrar o maior número de desempregados (118.403; 40,4% do total), seguido de Lisboa e Vale do Tejo (99.317; 33,9%).

O IEFP contabilizou ainda 19.014 ofertas de emprego por preencher em julho, o que corresponde a uma redução mensal de 1,5% (-292 ofertas), mas um acréscimo de 2,6% face a julho de 2024.

Remuneração média mensal foi de 1.927,22€

Segundo os dados da Segurança Social, a remuneração média declarada pelas entidades empregadoras foi de 1.927,22€ em junho, um valor influenciado pela sazonalidade, nomeadamente pelo pagamento do subsídio de férias. Ainda assim, este resultado representa um crescimento de +23,4% face a maio e de +5,8% em termos homólogos.

Lisboa mantém-se como a região com os salários médios mais elevados (2.287,04€), seguida de Setúbal (2.062,55€). No extremo oposto, encontram-se Beja (1.618,61€) e Faro (1.584,50€), com uma diferença de 668,43€ face à capital.

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