
Rui Rocha, candidato da Iniciativa Liberal à Câmara Municipal de Braga, acusou o deputado Joaquim Barbosa de “falsas acusações e insinuações”.
“Joaquim Barbosa acusa-me de ter assinado um acordo de coligação de que constaria o compromisso de defender a gratuitidade do transporte no Porto (acusação idêntica foi feita por João Marques); de ser um ‘lisboeta’ sem conhecimento da realidade de Braga; de não ter iniciativas no Parlamento para defender os interesses de Braga; e de querer a estação de TGV em Ferreiros o que implicaria, supostamente, um “túnel de três quilómetros de comprimento. É totalmente falso que eu próprio tenha assinado qualquer acordo de coligação relativo ao Porto de que conste o compromisso de propor a gratuitidade do transporte público. Para sermos claros: não há qualquer acordo de coligação assinado por mim. Mais, não há qualquer acordo assinado pela Iniciativa Liberal de que conste tal compromisso. Desafio, aliás, Joaquim Barbosa e João Marques a apresentar provas do que afirmam no prazo de 24 horas, findas as quais ficará evidente para todos aquilo que eu sei: Joaquim Barbosa e João Marques faltaram à verdade e devem retratar- se. Quanto à gratuitidade do transporte para todos propriamente dita, é um erro grosseiro em Braga, no Porto ou em Lisboa, e não me cansarei de o afirmar. Sublinho, entretanto, que as estruturas locais têm autonomia para escolher o seu programa e os seus candidatos. Espero que o PSD de Braga possa dizer o mesmo”, começa por dizer Rui Rocha.
O liberal defende-se ainda da suposta “acusação de ser um lisboeta por exercer funções de deputado há cerca de três anos”. “É um ataque tão lamentável, básico e ridículo que revela imediatamente a miséria argumentativa de quem a profere. Vejamos: em primeiro lugar, tenho provavelmente mais anos com residência permanente em Braga do que o candidato à Câmara Municipal João Rodrigues tem de vida. Em segundo lugar, pergunto se o próprio deputado Joaquim Barbosa, que é deputado nas duas legislaturas mais recentes, terá passado a ser “lisboeta” por isso, se estará menos motivado para defender os interesses de Braga, se estarão os seus escritos imperdíveis no Diário do Minho mais distantes da realidade dos bracarenses. Em terceiro lugar, pergunto se o Ministro Fernando Alexandre será agora “lisboeta” uma vez que exerce funções nas instalações do Ministério da Educação há quase dois anos. É que se é agora “lisboeta” por isso, não deveria ter sido escolhido para cabeça de lista da coligação Juntos por Braga na lista à Assembleia Municipal. Concluindo, se as insinuações ridículas matassem, o deputado Joaquim Barbosa estaria agora a lutar pela sua própria vida”, acrescenta.
“Vamos então à defesa de Braga no Parlamento. Relativamente a este ponto, vou socorrer-me de exemplos que o deputado Joaquim Barbosa possa entender bem. Tomemos o caso de Luís Montenegro que tem responsabilidades nacionais. Nunca ouvi Luís Montenegro fazer intervenções específicas sobre Espinho. Porquê? Porque tem responsabilidades nacionais. Aliás, devo corrigir a minha afirmação em nome do rigor: ouvi Luís Montenegro falar de Espinho a propósito do caso Spinumviva. Olhemos a outro exemplo. O de Hugo Soares. Nunca ouvi Hugo Soares fazer intervenções sobre Braga no Parlamento. Porquê? Porque tem responsabilidades nacionais. Aliás, devo corrigir a minha afirmação em nome do rigor: ouvi Hugo Soares falar de Braga a propósito do caso Spinumviva. Pois eu também tive responsabilidades nacionais durante a maior parte do tempo em que fui deputado e não tenho, tive ou terei casos como o Spinumviva sobre os quais me deva pronunciar. É natural, portanto, que muitas das minhas intervenções tenham âmbito nacional e que não sejam específ icas sobre Braga. Ainda assim, sem necessidade de ir consultar o meu arquivo, fiz intervenções defendendo a ligação em ferrovia entre Barcelos, Braga e Guimarães e sobre o Hospital de Braga, defendendo em ambos os casos, claro está e para dar só dois exemplos, os interesses de Braga. Em contrapartida, da parte do deputado Joaquim Barbosa não me lembro propriamente de intervenções memoráveis em plenário, sobre Braga ou qualquer outro assunto, mas certamente as terá. Eu é que tenho de estar mais atento”, sublinha Rui Rocha.
Para finalizar, o liberal fala sobre “a questão do túnel de três quilómetros” para a Estação em Ferreiros. “Relativamente a este ponto, devo notar que a cartilha tem de estar mais afinada na máquina do PSD. A primeira vez que ouvi a questão do túnel de 3kms foi da boca do próprio candidato João Rodrigues referindo-se a uma suposta proposta minha de situar a estação no centro de Braga. Agora, o deputado Joaquim Barbosa coloca o túnel em Ferreiros. A central de comunicação do PSD tem de af inar os argumentos. Primeiro precisam de decidir onde é que o tal túnel de 3kms é preciso. Depois, falamos. Mas sempre com a certeza que em minha opinião, dentro das opções viáveis, o melhor lugar para a futura Estação de TGV é Ferreiros”, finalizou.


