
O Partido Socialista de Vila Nova de Famalicão apresentou, na última reunião de Câmara, uma proposta para reforçar os meios financeiros atribuídos às freguesias do concelho, na sequência dos impactos provocados pelo mau tempo durante o outono de 2025 e no inverno.
No documento apresentado, os vereadores do PS referem que “o final de 2025, concretamente o Outono, e o presente Inverno de 2026 puseram a descoberto as fragilidades que as alterações climáticas evidenciaram e que anunciam para futuro, com impactos diretos nas vias e nos espaços públicos”.
“A incerteza dos tempos de agora, que inevitavelmente trarão desafios, para os quais se requerem respostas capazes, deve desde já convocar um melhor planeamento, ordenamento e prudência nas decisões futuras”, sublinhou Eduardo Oliveira, presidente da Comissão Política do PS de Vila Nova de Famalicão.
“Vila Nova de Famalicão registou danos significativos e seguramente alguns avisos, que deverão motivar um comportamento responsável, prudente, capaz de antecipar ocorrências, que em muito poderá amenizar eventuais futuras catástrofes”, continuou Eduardo Oliveira.
Os socialistas mostraram-se disponíveis para contribuir e, nesse sentido, sublinham que solicitaram informação ao município para uma análise rigorosa da situação, mas “não tiveram resposta ou acesso a qualquer tipo de informação”. Para Eduardo Oliveira, “a não existência dessa informação revelaria incúria e irresponsabilidade por parte do executivo municipal”.
Além disso, o PS refere que “a situação impõe gastos adicionais, que nem mesmo o aumento de 20% da verba livre, recentemente aprovada, poderá acudir. Nesse sentido, face às ocorrências excecionais verificadas nas freguesias e à emergência das respostas, o partido propõe que à verba livre aprovada, em sede de orçamento para 2026, seja permitido um acréscimo de mais 20% e que, mediante alteração orçamental, tal acréscimo possa ser contemplado”.
Por fim, o PS sugere que, aquando da aprovação do relatório de gestão do município, relativo ao ano de 2025, possa ser transferido para as freguesias, nos mesmos moldes que a denominada “verba livre”, o valor parcial resultante da conta de gerência.


