RegiãoVila Nova de FamalicãoPS Famalicão quer eliminar taxa de ocupação do subsolo

PS Famalicão quer eliminar taxa de ocupação do subsolo

Partido sublinha que vários municípios do país já não cobram a taxa, o que "coloca os consumidores famalicenses em situação de desigualdade".

© PS

O Partido Socialista (PS) de Vila Nova de Famalicão fez chegar aos serviços da Câmara Municipal uma proposta que visa eliminar a cobrança da Taxa de Ocupação do Subsolo (TOS) aos consumidores de gás natural do concelho.

O documento, subscrito pelos vereadores socialistas Eduardo Oliveira, Cláudia Vieira, Ivo Sá Machado e Neide Ribeiro, surge “na sequência do recente acórdão do Supremo Tribunal Administrativo, que considerou ilegal a cobrança desta taxa aos consumidores, uma vez que uma norma do Orçamento do Estado de 2017 já proibia essa prática”.

“Criada em 2006, a Taxa de Ocupação do Subsolo foi inicialmente aplicada às distribuidoras de gás natural pela utilização de infraestruturas localizadas em domínio público e privado municipal. Contudo, desde 2008, as empresas passaram a refletir este custo diretamente nas faturas de gás natural dos consumidores, situação que se manteve até hoje, apesar das decisões judiciais e da intenção já manifestada pelo Ministério do Ambiente de rever a legislação e estabelecer limites à cobrança”, refere o partido.

Para o Partido Socialista, “não é aceitável que as famílias famalicenses continuem a suportar uma taxa que os tribunais já declararam ilegal e que o próprio Governo reconhece carecer de revisão. Trata-se de uma proposta pela justiça e equidade, que visa defender os direitos dos consumidores famalicenses e garantir igualdade de tratamento em relação a outros municípios do país”.

Com esta proposta, o PS pede que “a Câmara Municipal delibere eliminar a cobrança da Taxa de Ocupação do Subsolo aos clientes finais de gás residentes ou com sede em Vila Nova de Famalicão, submetendo a moção para apreciação da Assembleia Municipal”.

Os socialistas sublinham ainda que “vários municípios do país já não cobram esta taxa, o que tem colocado os consumidores famalicenses em situação injusta de desigualdade face a outras regiões”.

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