PolíticaAutárquicasPS e Cruz Vermelha de Braga juntam-se para definir prioridades sociais

PS e Cruz Vermelha de Braga juntam-se para definir prioridades sociais

Autárquicas 2025.

© PS

António Braga, candidato do PS à Câmara Municipal, desafiou a Delegação de Braga da Cruz Vermelha Portuguesa a uma parceria para definir prioridades da ação social e evitar duplicações, assim como realizar um levantamento sobre as reais necessidades de intervenção social, quer de emergência, quer de recuperação, para famílias e pessoas singulares, dada “a falta de estudos sobre estas realidades”.

Recebida por Júlio Faceira, a comitiva do PS escutou “as ansiedades desta instituição, a qual, mais do que apoios, prefere a previsibilidade para a cooperação com o Município”.

António Braga quis saber “se existe um diagnóstico sobre os migrantes” e comprometeu-se a “chamar as diversas entidades a definir prioridades e evitar duplicações”, elogiando “a delicadeza e discrição da Cruz Vermelha Portuguesa no tratamento dos migrantes”.

O candidato socialista adiantou que “a Cruz Vermelha Portuguesa pode, com a Câmara Municipal de Braga, fazer esse levantamento”.

“A criação de um Conselho de Concertação Social e o fácil acesso ao Executivo Municipal” são outros compromissos de António Braga.

António Braga ficou a conhecer melhor a atividade da Cruz Vermelha no apoio aos sem-abrigo, através dos seus centros de acolhimento, incluindo as vítimas de violência doméstica, creches, equipas de rua de apoio aos dependentes de droga, alojamento de emergência, apoio a cem idosos, através de protocolos com Segurança Social, Ministério da Saúde, Câmaras Municipais de Braga e de VilaVerde.

Júlio Faceira revelou a existência de 30 pessoas a dormir na rua, sem-abrigo, na cidade de Braga, destacando “os salários baixos e os preços de um quarto a rondar os 400 euros mensais”.

Revelando que quinze por cento das famílias vivem no limiar da pobreza, o presidente da Cruz Vermelha deu conta de alguns projetos como a mobilidade, acesso ao digital, jovens vítimas de alcoolismo e defendeu que “as soluções não podem ser as mesmas em todo o lado”.

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