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PS afirma garantir oposição “construtiva, de soluções e contributo” para o futuro de Braga

A decisão do PS abster-se no Orçamento Municipal para 2026 foi, segundo os socialistas, “responsável, exigente e vigilante, assente numa oposição construtiva, de soluções e contributo efectivo para o futuro do Município".

© Sandra Antunes

“Tem sido assim desde o início do mandato, assumindo uma oposição firme, mas elevada, exigente, mas leal, que permitiu já viabilizar instrumentos estruturantes para o Concelho, tais como o PDM, o Orçamento e o Plano de Actividades. Com essa atitude, deixamos bem claro que colocamos, sempre, os interesses de Braga acima de qualquer cálculo político menor. A partir deste momento deixam, por isso, de existir desculpas. O Dr. João Rodrigues, Presidente da Câmara, e os demais Vereadores com Pelouro dispõem, agora, de todos os instrumentos políticos e financeiros para governar. É tempo de executar, de resolver problemas concretos e de mostrar serviço, a bem da cidade e dos Bracarenses”, acrescentam.

Os vereadores socialistas alertaram o Executivo Municipal de Braga para “um conjunto de problemas graves e persistentes na cidade”, nomeadamente “a degradação do estado das estradas que atingiu níveis absolutamente inaceitáveis”. “Braga transformou-se, em muitos pontos, numa espécie de cidade Lunar, onde os buracos nas vias apenas encontram paralelo nas crateras: buracos e depressões de dimensão inenarrável, um desprezo chocante pela qualidade da rede rodoviária, com riscos evidentes para a segurança”, salientam.

Os níveis de congestão de trânsito são, para o PS, “intoleráveis”. “A qualidade das vias é deprimente, a recolha de resíduos apresenta falhas graves e recorrentes, o espaço público revela falta de cuidado, de brio e de planeamento”, lamentam.

Para o Partido Socialista há, também, “um claro défice de políticas sociais de proximidade: creches, apoio à infância, centros de dia; a cidade cresce em números, mas não cresce em cuidado”.

“A verdade é simples e incómoda: em muitas áreas e dimensões, vive-se, hoje, pior em Braga. Acresce, e é importante sublinhar, que estamos, uma vez mais, perante um Plano e um Orçamento de promessas repetidas, algo que, na verdade, é similar ao que aconteceu nos últimos anos. São muitos os projectos anunciados há vários anos, décadas, até, que continuam por cumprir. O Parque Eco-Monumental das Sete Fontes, prioridade assumida da Coligação Juntos por Braga desde 2005, permanece por concretizar após 13 anos no poder (2013-2026). O mesmo sucede com dezenas de intervenções prometidas em várias Freguesias, que transitam sucessivamente de Orçamento em Orçamento, como são os casos dos Campos de Jogos de Gualtar e de Esporões ou o Centro Cívico de Espinho. A tudo isto soma-se uma liderança errática do Presidente da Câmara, marcada pelo incumprimento grosseiro e leviano de promessas eleitorais de primeira grandeza, como a dos Transportes Urbanos gratuitos para todos”, sustenta o PS.

Os vereadores recordam que em campanha “João Rodrigues disse e repetiu, inúmeras vezes, ‘que os TUB são financeiramente sustentáveis para prescindir da receita da bilhética’, assumindo o compromisso de, sendo eleito, tornar gratuitos os Transportes Urbanos, para, esta semana, anunciar, apenas, uma redução de 14%, num exercício, triste, de desvalorização da palavra dada que não deve ser esquecido”.

O PS Braga reforça que continuará a ser “exigente, atento, responsável e vigilante”. “Braga e os Bracarenses merecem melhor”, finalizou.

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