
O Partido Socialista criticou, na Assembleia Municipal de Vila Nova de Famalicão, a gestão da entrada em funcionamento da VILA – Residência de Estudantes, acusando a Câmara Municipal de ter inaugurado o equipamento antes de estarem reunidas todas as condições necessárias.
Durante a discussão da proposta de alteração ao regulamento da residência, o deputado municipal do PS Pedro Gomes afirmou que a infraestrutura, com capacidade para 91 camas, conta atualmente com apenas 10 residentes, o que corresponde a uma taxa de ocupação de cerca de 11%.
“Estes números falam por si. Estamos perante um equipamento importante para o concelho, mas que entrou em funcionamento sem estar preparado para cumprir plenamente a missão para a qual foi criado”, afirmou Pedro Gomes, segundo nota divulgada pelo PS.
O deputado socialista contestou também a justificação apresentada pelo executivo municipal para a reduzida ocupação da residência. Segundo referiu, o facto de muitos estudantes já terem encontrado alojamento quando a residência abriu portas era uma situação previsível, tendo em conta os calendários do ensino superior.
“Houve demasiada pressa em inaugurar este equipamento”, afirmou, acrescentando que “fica a ideia de que a prioridade foi cortar a fita da inauguração e só depois resolver os problemas do funcionamento”.
Apesar das críticas, o PS optou pela abstenção na votação da alteração ao regulamento da residência, justificando a posição com o facto de as mudanças poderem contribuir para melhorar o funcionamento do equipamento e aumentar a sua ocupação.
Pedro Gomes afirmou ainda que a abstenção não representa concordância com a forma como o processo foi conduzido, mas antes a distinção entre o que considera ter sido mal planeado e as medidas que podem melhorar o futuro da residência.
Para o Partido Socialista, a residência de estudantes representa um investimento estratégico para o concelho, mas os resultados conhecidos demonstram, segundo a mesma nota, falhas no planeamento da sua entrada em funcionamento.


