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Presidente da República destaca papel das Misericórdias na abertura do Congresso Nacional em Braga

António José Seguro defende contributo das instituições para o futuro da saúde e alerta para os desafios do envelhecimento da população.

© CM Braga

O Presidente da República, António José Seguro, destacou esta quinta-feira o papel fundamental das Misericórdias na sociedade portuguesa, durante a sessão de abertura do 15.º Congresso Nacional das Misericórdias, que decorre até sexta-feira no Fórum Braga.

Perante dirigentes e representantes das Santas Casas de todo o país, o Chefe de Estado classificou as Misericórdias como uma “espinha dorsal da solidariedade” em Portugal, sublinhando a sua presença junto das populações, especialmente nos territórios onde a resposta pública se revela insuficiente.

Durante a sua intervenção, António José Seguro defendeu que o futuro Pacto para a Saúde necessita do envolvimento ativo das Misericórdias, considerando que o país depende cada vez mais do contributo destas instituições para responder aos desafios sociais e demográficos.

O Presidente da República alertou ainda para a crescente pressão sobre os sistemas de saúde e de segurança social, num contexto marcado pelo envelhecimento da população e pela escassez de profissionais. Neste âmbito, valorizou também o papel desempenhado por trabalhadores imigrantes no apoio à população idosa.

Apesar de reconhecer a importância da sociedade civil, António José Seguro sublinhou que a solidariedade não pode substituir as responsabilidades do Estado, defendendo a necessidade de respostas estruturais e de longo prazo para garantir melhores condições de vida às pessoas mais velhas e às suas famílias.

Também presente na sessão de abertura, Manuel de Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas, destacou os desafios que o setor social enfrenta num contexto de mudança acelerada e incerteza.

O responsável defendeu uma estratégia comum para as Misericórdias, baseada numa maior cooperação com o Estado, na inovação tecnológica e na sustentabilidade das respostas sociais. Alertou igualmente para problemas como a existência de lares ilegais e a permanência de utentes em hospitais por falta de respostas de retaguarda, situação que classificou como um “drama absoluto”.

Manuel de Lemos sublinhou ainda a necessidade de políticas públicas integradas, capazes de responder ao envelhecimento da população através da qualificação de profissionais, do reforço dos cuidados continuados e da expansão do apoio domiciliário.

Sob o tema “A atualidade de uma evolução segura”, o congresso reúne dirigentes, especialistas, decisores políticos e representantes das Misericórdias para debater o futuro do setor social em Portugal.

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