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PAN Braga desafia autarquias do distrito a realizarem refeições vegetarianas nas escolas

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A Comissão Política Distrital do PAN Braga lançou, esta semana, um desafio às autarquias do distrito, para que realizem uma refeição 100% de origem vegetal, um dia por semana, nas cantinas escolares.

A proposta foi enviada em forma de recomendação a todos os vereadores do distrito com pelouro da educação e surge na sequência de um debate organizado pelo partido, intitulado “O que comem as nossas crianças? Inclusão e Sustentabilidade nas Escolas”.

Segundo o porta-voz da distrital, Rafael Pinto, “apesar da lei portuguesa, por proposta do PAN, prever a obrigatoriedade de disponibilização de refeições vegetarianas nas escolas, bem como alternativas vegetais ao leite, sabemos que isto nem sempre é cumprido”, acrescentando que “Acreditamos que as escolas devem dar o exemplo na promoção de hábitos alimentares saudáveis e educar para o impacto ambiental da alimentação”.

Na recomendação enviada às redações, pode ler-se que os portugueses “consomem quatro vezes mais carne do que o sugerido pelas recomendações nutricionais”, o que pode ter impactos graves “ao nível da saúde e ambiente”. O partido cita vários estudos da Universidade de Aveiro e do ISCTE que concluem que a alimentação representa a “maior fatia da pegada de carbono dos portugueses” e que as refeições vegetarianas “têm um impacto ambiental cinco vezes menor”.

O PAN Braga lembra que, segundo dados da Associação Vegetariana Portuguesa, “em Portugal, cerca de 9% da população já adotou uma dieta maioritariamente à base de vegetais (veganos, vegetarianos e flexitarianos). Também um recente Eurobarómetro sobre as alterações climáticas demonstrou que 13% dos portugueses reduziram o consumo de carne para reduzir a pegada ambiental”.

Para o PAN, “para além de uma questão ambiental e de saúde, é também um problema de inclusão de milhares de crianças e encarregados de educação que, muitas vezes, não encontram alternativas nas escolas”.

A proposta recorre ainda a dados da Direcção-Geral de Saúde e estudos internacionais que afirmam que a oferta de refeições vegetarianas nas escolas “reduz os custos para entidades públicas, até 25%”.

Rafael Pinto afirma que “a oferta de refeições de base vegetal nas escolas está, também, associada à compra de alimentos com maior qualidade, incluindo produtos orgânicos, sazonais e com origem local”.

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