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Pais criticam Câmara de Braga por não haver vagas suficientes no programa de férias inclusivo

Nesta edição do programa [inclu]IR, 24 crianças ficaram sem vaga, 12 das quais com deficiência. A Câmara afirma que este ano a procura superou em cerca de 50% o número de vagas disponíveis.

DR

O Movimento Pais em Luta criticou a Câmara Municipal de Braga por não disponibilizar vagas suficientes no [inclu]IR, programa de férias destinado às crianças do concelho durante as pausas letivas.

Na edição deste ano no Natal, 24 crianças ficaram sem vaga, 12 das quais com deficiência. De acordo com o Movimento Pais em Luta, esta situação “obrigou os pais das crianças com deficiência a permanecerem em casa, impossibilitados de cumprir as suas obrigações profissionais”.

O Movimento Pais em Luta afirmou que já solicitou à Autarquia o aumento de vagas, mas “não obteve qualquer resposta”. “É lamentável esta falta de empatia, de respeito e humanismo por parte do executivo atual do Município de Braga. Esta situação expõe uma falha grave no planeamento e na resposta das entidades responsáveis, colocando novamente sobre as famílias o peso de um sistema que não garante igualdade de oportunidades. A falta de respostas adequadas perpetua a exclusão, discrimina crianças com necessidades específicas e empurra os pais para situações de instabilidade laboral e emocional”, refere o movimento, que exige “o aumento urgente de vagas em ATL inclusivo, de forma a responder à procura real, um planeamento estruturado e atempado, que antecipe as necessidades das famílias, e o compromisso efetivo das entidades competentes com políticas públicas verdadeiramente inclusivas”.

A Braga TV contactou a Câmara Municipal de Braga que explicou ter dado início ao [inclu]IR de forma contínua desde 2022 durante as pausas letivas de Natal, Páscoa e Verão, onde as crianças e jovens com necessidades específicas “têm prioridade até 50% das vagas disponíveis”.

De acordo com a Autarquia, o número de vagas é definido com base na procura das edições anteriores. “Nas edições de Páscoa e Natal foram disponibilizadas 60 vagas, e no Verão o número varia entre 60 e 120 vagas, conforme a procura registada. Até esta edição, nenhuma das edições anteriores registou falta de vagas, traduzindo o sucesso do planeamento do programa”, mas que na edição deste Natal “a procura superou em cerca de 50% o número de vagas disponíveis”.

“Mesmo aplicando a prioridade para crianças com necessidades específicas, 12 crianças atípicas e 12 crianças típicas não conseguiram vaga. Estes dados serão considerados na definição das edições de 2026, ajustando o número de vagas e os recursos disponíveis para responder melhor à procura real”, sublinha o Município, que afirma estar “disponível para dialogar de forma construtiva com as famílias e com os movimentos cívicos, valorizando contributos que possam ajudar a melhorar as respostas municipais”.

A Câmara Municipal de Braga garante que irá convidar o Movimento Pais em Luta para uma reunião “num quadro de responsabilidade, respeito institucional e compromisso com o interesse público”.

A promoção da inclusão, do bem-estar das crianças e do apoio às famílias continuará a ser uma prioridade da política municipal”, finalizou.

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