A Câmara Municipal de Barcelos promoveu um passeio pelo centro histórico e uma conversa com os artistas/autores das pinturas que ilustraram e deram nova cara às caixas de eletricidade que se encontram em espaços públicos da cidade.
A iniciativa denominada “In The Box”, que já vai na sua terceira edição, levou diversos artistas locais a transformarem o cinzento característico daqueles equipamentos num conjunto de desenhos e pinturas que retratam motivos alusivos às “Artes e Ofícios Tradicionais” do concelho, revestindo-os de novas histórias.
Este ano, esta iniciativa de arte urbana contou com a apresentação de 27 propostas da autoria de 23 artistas, que foram avaliadas por um júri composto por um elemento da Associação de Artesãos do Galo, um artista plástico local e um professor/técnico da área das artes.
No total, foram selecionadas 12 propostas, que podem agora ser apreciadas nos seguintes locais: Rua de São Francisco, Largo do Apoio e Rua Infante D. Henrique. Também a Rua Dr. António Barroso e a Avenida da Liberdade ganharam mais cor com a pintura das caixas de eletricidade ali existentes.
A iniciativa, promovida pelo Pelouro da Juventude da Câmara Municipal de Barcelos, teve como destinatários artistas locais e nacionais, com idades compreendidas entre os 15 e os 35 anos. O Município de Barcelos atribuiu prémios de participação para fazer face às despesas de produção, incluindo materiais para as intervenções.
Se jogas slots com regularidade ou estás agora a entrar neste mundo, há uma pergunta que de certeza já te atravessou a mente: quais são as slots que realmente valem a pena? Neste ano de 2025, os jogadores portugueses têm à disposição uma enorme variedade de slots, mas atenção, porque nem todas oferecem a mesma experiência ou valor.
Vamos mostrar-te quais são as slots mais lucrativas, com base em dados reais, opiniões de especialistas e tendências entre os jogadores portugueses. E sim, também vamos revelar uma slot que está a dar que falar no Reddit.
O Que Torna Uma Slot Lucrativa?
Não se trata apenas de sorte. Uma slot lucrativa é aquela que combina:
Um RTP (retorno ao jogador) elevado: geralmente acima dos 96%.
Quando a volatilidade sobe, o jogo torna-se mais imprevisível: o risco aumenta, mas também a possibilidade de prêmios mais generosos.
Bônus e rondas gratuitas
Popularidade entre jogadores experientes (podes verificar opiniões em fóruns como o Reddit).
Como exemplo, a slot Book of Dead continua a ser uma das mais jogadas devido ao seu bônus generoso e alta taxa de retorno. Mas em 2025, novas favoritas estão a ganhar destaque.
Sweet Bonanza 1000: A Nova Queridinha dos Jogadores
Se gostas de emoção pura e bônus explosivas, há uma slot que precisa mesmo de estar na tua lista: Sweet Bonanza 1000
Com uma gráfica apelativa, multiplicadores dinâmicos e uma taxa de retorno superior à média, esta nova versão da clássica Sweet Bonanza tem conquistado Portugal.
Tal como num plano de treino estruturado, o universo das apostas exige disciplina e decisões informadas. Para quem procura uma experiência intensa e controlada, a Sweet Bonanza 1000 surge como uma opção moderna e envolvente.
No Reddit, jogadores têm debatido os maiores ganhos nesta máquina:
— Crbvegas
“Sweet Bonanza reivindica um ganho máximo de 21000x. É de longe o slot mais jogado online.” Reddit
Top 3 Slots Mais Lucrativas em Portugal (2025)
Se procuras variedade, aqui tens três slots que têm dado que falar entre os jogadores portugueses:
1- Sweet Bonanza 1000 • RTP: 96,48% • Multiplicadores até x1000 • Visual vibrante e jogabilidade rápida
2- Money Train 4 • Com uma volatilidade acentuada, esta slot promete emoções fortes e ganhos expressivos nas suas rondas bónus.
• Popular entre streamers e apostadores high-roller
3- Gates of Olympus • Multiplicadores cumulativos em cada jogada
• Frequente em casinos online portugueses
O Que Dizem os Especialistas
— Irina Cornides, Diretora de Operações da Pragmatic Play
“Sweet Bonanza 1000 é um slot de destaque, repleto de um potencial de ganho incrível. Elevando um dos jogos mais viciantes de sempre da Pragmatic Play a patamares ainda mais elevados, oferece multiplicadores até 1.000x no jogo bónus e um impressionante ganho máximo de 25.000x a aposta..” Slotsjudge experts
—Daisy Harrison “Ficámos muito entusiasmados quando descobrimos que estávamos a analisar o slot Sweet Bonanza, uma vez que este slot da Pragmatic Play inspirou o famoso jogo de casino ao vivo Sweet Bonanza Candyland. O slot machine oferece aos jogadores muitos benefícios incríveis, incluindo a possibilidade de ganhar 2.625.000 dólares e um bónus de jogadas grátis que pode ser prolongado para sempre.” Casino Org
DR
Como Escolher a Slot Ideal Para o Teu Perfil
Nem todos os jogadores procuram o mesmo. Uns querem pura adrenalina, outros preferem jogos mais controlados. Para encontrares a slot certa para ti, pensa nisto:
Gostas de bônus frequentes? Escolhe slots com baixa a média volatilidade.
Preferes grandes ganhos, mesmo que raros? Vai para alta volatilidade.
Estás a jogar com um orçamento limitado? Verifica o valor mínimo por ronda.
E nunca subestimes o teu estilo de jogo. Já viste jogadores a ganharem muito em jogos simples, só porque conhecem o funcionamento da slot como a palma da mão.
A Psicologia Por Trás dos Ganhos (e Perdas)
Pode parecer estranho, mas a forma como pensas ao jogar faz toda a diferença. Slots são desenhadas para estimular dopamina: luzes, sons, e aquele momento antes de parar o carretel.
O Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ), a entidade que supervisiona os jogos em Portugal, garante que as plataformas seguem regras claras, alertando os jogadores para manterem uma atitude consciente e equilibrada.
Dica Bônus: Não Joguem Apenas Pelo Gráfico
Jogar uma slot só porque tem bonecos bonitos não chega. Há que analisar:
RTP (podes consultar no próprio jogo)
Limites de apostas (algumas têm ganhos condicionados)
Frequência de bônus
Conclusão
Seja por diversão, estratégia ou emoção, jogar slots em Portugal em 2025 nunca foi tão entusiasmante. Com opções como Sweet Bonanza 1000 e Money Train 4, há máquinas para todos os perfis. Mas lembra-te: o verdadeiro ganho está em jogar com consciência.
Para quem procura uma abordagem informada e segura, vale a pena explorar as opções recomendadas por especialistas, sem nunca perder de vista o objectivo principal: divertir-se.
José Luís Carneiro vai presidir à Comissão de Honra da candidatura de Ricardo Costa à Câmara Municipal de Guimarães.
O recém-eleito secretário-geral do Partido Socialista encabeça a Comissão de Honra da candidatura de Ricardo Costa que conta com o apoio de 250 personalidades.
Tendo desempenhado o cargo de presidente da Câmara Municipal de Baião entre 2005 e 2015, antes de assumir as funções de deputado e ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro sublinha “a importância do poder local e do envolvimento dos munícipes na construção de um território coeso e de comunidades prósperas e inclusivas”.
Para o PS, “a Comissão de Honra agora apresentada desempenha um papel crucial neste sentido, ao contribuir, enquanto corpo consultivo e grupo de apoio, para a implementação bem-sucedida da proposta política socialista no concelho”.
Além do secretário-geral do PS, os elementos da comissão são provenientes de todas as freguesias e de diversos setores da sociedade vimaranense.
Uma centena de estudantes de Arqueologia da Universidade do Minho (UMinho) está a realizar este mês trabalhos de campo em Albergaria-a-Velha (distrito de Aveiro), Arcos de Valdevez (distrito de Viana do Castelo), Leiria (distrito de Leiria), Braga, Guimarães, Terras de Bouro e Vila Verde (distrito de Braga). Aqueles alunos de licenciatura, mestrado e doutoramento têm escavado e analisado vestígios de várias épocas históricas, no âmbito de estágios supervisionados e protocolados com os municípios.
Nas atividades participam ainda, a nível extracurricular, estudantes visitantes das universidades Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS, Brasil) e Múrcia (Espanha). Este tipo de intervenções tem percorrido a cada verão várias geografias, tendo da parte da UMinho o apoio do Departamento de História, do Instituto de Ciências Sociais, da Unidade de Arqueologia e do Laboratório de Paisagens, Património e Território (Lab2PT).
Em Albergaria-a-Velha, as campanhas decorrem desde 2014 no monte de São Julião, tendo-se identificado restos da estrutura que delimitava o povoado há três mil anos, um monumento funerário (mamoa) e 52.000 fragmentos de cerâmica. O foco agora é ao redor da mamoa, devido à sua complexidade e aos múltiplos usos do espaço desde a Pré-História. A ação envolve ainda o Centro de Arqueologia de Arouca, inclui uma exposição na Junta de Freguesia da Branca e a 24 de julho, Dia Internacional da Arqueologia, o público é convidado a contactar os investigadores.
Nos Arcos de Valdevez estuda-se desde 2018 a paisagem na freguesia do Extremo e já se identificou três fortes do século XVII. Este verão avalia-se a formação de socalcos no Campo da Cancela, vestígios e sementes antigas, práticas agrícolas e topónimos (caminhos, moinhos, canais), diz Rebeca Blanco-Rotea. O Extremo atrai até alunos de Arquitetura da UMinho e cientistas dos projetos europeus Land-CST, Rurarq, Cultur-Monts e New Ruralities, tendo apoios como os programas Erasmus+ e Interreg, a aliança Arqus, a Xunta de Galicia e o laboratório IN2PAST.
Em Leiria, os alunos da UMinho estreiam-se este ano no abrigo da Buraca da Moira, na freguesia da Boa Vista. Esta campanha junto ao vale do rio Lis iniciou-se em 2015 e quer entender a ocupação local desde os caçadores-recoletores do Paleolítico aos aldeamentos neolíticos e as necrópoles associadas. Por exemplo, em dois metros de cota já se detetou 4000 vestígios humanos, desde dentes a diversos ossos, além de artefactos e ecofactos. O projeto envolve também as universidades de Lisboa, Autónoma de Lisboa, do Algarve e de Tulane (EUA).
No centro de Braga, as escavações decorrem no topo da Colina da Cividade e visam compreender a organização e cronologia daquelas estruturas da cidade de Bracara Augusta, entre os séculos I e VII. A professora Fernanda Magalhães junta este ano uma escola de verão sobre cultura material e educação patrimonial, com colegas os colegas da UFMS e crianças de Vila Verde. Naquela colina estudada pela UMinho desde os anos 70 e que inclui um teatro e umas termas romanos, a autarquia prevê a musealização do espaço, um centro interpretativo e um parque urbano.
Na citânia de Briteiros, em Guimarães, os estudantes realizaram a manutenção do balneário sul (Pedra Formosa), das coberturas de colmo e dos pavimentos e proteções, explicou o arqueólogo Gonçalo Cruz. Segue-se a escavação de escombreiras no vizinho castro de Sabroso, na expetativa de encontrar materiais cerâmicos, líticos e metálicos. O trabalho centra-se entre as 6h00 e as 13h00, face ao calor, e tem o apoio da União de Freguesias e da Casa do Povo local, bem como da Sociedade Martins Sarmento.
Já em Terras de Bouro, a investigação incide na Geira Romana, um troço de 30km da via que ligava Braga a Astorga, onde está a maior concentração de marcos miliários do noroeste peninsular, além de pontes, muros e calçadas quase intactos. O município apoia no alojamento, refeições e transporte da equipa da professora Helena Paula Carvalho, cedendo o Núcleo Museológico de Campo do Gerês para gabinete e depósito do material de prospeção. Apoiada pela tutela, a colaboração cruza o ensino, a investigação e a valorização do património.
Por Vila Verde, as escavações no monte do Oural, junto ao rio Neiva, são conduzidas desde 2023 pela professora Ana Bettencourt e pelo arqueólogo Luciano Vilas Boas. Descobriu-se uma mamoa de 5000 anos, com átrio para o seu interior, o que mostra o valor desse património funerário das primeiras comunidades de pastores e agricultores locais. Encontrou-se igualmente três monumentos megalíticos, restos de cerâmica e um conjunto de arte rupestre na envolvente. A autarquia perspetiva a musealização daquela área, para a sua afirmação histórica, cultural e turística.
A PSP de Braga deteve três pessoas por condução sob o efeito do álcool durante o fim de semana.
Os suspeitos, com idades entre os 30 e os 49 anos, apresentaram uma taxa de alcoolemia entre 1,86 e 2,32 g/l no sangue.
Um dos condutores foi interveniente de um acidente de viação, que ocorreu na cidade de Vila Nova de Famalicão.
A PSP deixou o apelo a todos os condutores para que “conduzam em segurança, adaptando a sua condução às condições meteorológicas e ao estado do piso e que não adotem comportamentos que possam diminuir as suas capacidades, designadamente condução em excesso de velocidade ou sob o efeito do álcool, ou que sejam suscetíveis de causar distrações, como o uso do telemóvel durante a condução. Só com uma conduta responsável e segura por parte de todos os utilizadores das rodovias será possível diminuir a sinistralidade”.
João Rodrigues, candidato dos Juntos por Braga à Câmara Municipal, prometeu que irá investir na musealização do Teatro Romano.
Acompanhado por Fernanda Magalhães, responsável pelas escavações junto às Termas Romanas do Alto da Cividade, o candidato defendeu que “estas ruínas são testemunho da importância de Bracara Augusta no Império Romano. Vamos trabalhar para disponibilizar este espaço a todos os Bracarenses nos próximos quatro anos. Será uma mais-valia para quem nos visita, mas sobretudo para quem cá vive, que poderá desfrutar ainda mais do nosso legado histórico”.
“Com a musealização da Ínsula das Carvalheiras, que estará concluída no próximo ano, passaremos a dispor de um notável conjunto patrimonial romano. Esta zona tornar-se-á o centro da Braga Romana, um polo cultural e turístico de referência, integrado num percurso de arte e património”, reforçou.
“Ambicionamos transformar o Teatro Romano num verdadeiro palco de cultura e de turismo sustentável, que honre o passado e contribua para o futuro da cidade”, afirmou.
“Vamos continuar a investir e a dar vida ao nosso passado. Não se trata apenas de preservar a memória — trata-se de projetar Braga para o futuro, com base na sua identidade. A história e identidade bracarenses são pilares essenciais para construirmos o melhor concelho do país”, concluiu João Rodrigues.
A Comissão Política Concelhia do PAN aprovou o nome do cabeça de lista à União de Freguesias de Famalicão e Calendário. José Lamego, de 57 anos, é Gestor de Projeto, licenciado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores. Reside em Calendário.
O partido concorre pela primeira vez a esta União de Freguesias e defende “uma visão integrada do território, assente num planeamento estratégico entre Câmara Municipal e freguesias”.
Para o candidato, “vivemos tempos difíceis e instáveis e o futuro precisa de uma nova energia, por isso aceitei este desafio de me candidatar à União de Freguesias, com o compromisso de lutar por uma comunidade mais inclusiva, mais empática, mais amiga da natureza e dos animais”.
As prioridades locais são “melhorar a segurança para os peões e a mobilidade suave, em geral; a criação do Parque Florestal Municipal no Monte do Facho e Monte de Santa Catarina, com vista à criação de zonas protegidas e promotoras da preservação da biodiversidade, fazendo a ligação ao Castro de S. Miguel-o-Anjo, espaço que deve servir de ponto para educação ambiental e arqueológica e não como mais uma artificialização, conforme anunciado pelo atual executivo”.
Paralelamente, o partido defende “a reversão da urbanização da mata da Boa Reguladora, um erro de ordenamento do território e de falta de visão ambiental da coligação PSD/CDS”.
José Lamego, considera, ainda, fundamental “proceder à identificação do número de animais, em especial, colónias de gatos que não estão inseridas no programa CED (captura-esterilização-devolução), e garantir quer o alargamento de espaços para colónias, quer políticas de esterilização reforçadas”, defendendo, por isso, a inscrição de verbas no orçamento anual para proteção e bem-estar animal”.
Para muitos, o fim de semana cheira a descanso, a passeios em família, a cafés demorados e conversas leves. Para nós, pais de nadadores, o cenário é outro. O descanso fica à porta da piscina. Passámos o sábado e o domingo fechados num pavilhão, olhos colados à água, a vibrar com cada braçada, a gritar por filhos que carregam ao peito, com orgulho, o símbolo do Sporting Clube de Braga.
Durante dois dias, deram tudo. Corpo exausto, músculos tensos, olhos a brilhar. Não por vaidade. Nem por medalhas. Foi por paixão. Por amor ao clube, à equipa, à natação. Uma entrega que poucos veem. E menos ainda reconhecem.
Mas o verdadeiro esforço não se vê na superfície. Está nos bastidores. Nos treinos que acontecem todos os dias, sim, todos os dias, mesmo quando chove, mesmo quando há testes na escola, mesmo quando tudo grita por descanso. Está nas rotinas duras, nas refeições ajustadas ao cronómetro, nos dias em que só há tempo para nadar, comer e dormir. Nas manhãs longas e nas noites em que saem da piscina quando a cidade já adormeceu. Nos fins de semana sacrificados. Nos feriados passados entre sacos de desporto, provas e esperas intermináveis. Enquanto outros desportos brilham sob holofotes, a natação acontece em silêncio. Um silêncio molhado, exigente, invisível. Um silêncio que forma caráter, coragem, resiliência. Cada quilómetro nadado, sim quilómetro, é uma luta contra o cansaço, contra o frio, contra o tempo e, muitas vezes, contra a falta de apoio. E mesmo assim, eles continuam. Não porque têm de o fazer, mas porque querem. Porque acreditam. Porque encontraram ali mais do que um desporto. Encontraram uma família. Uma identidade. Um propósito.
E é aqui que tudo começa a doer. Este amor é unilateral. Os nossos filhos representam o clube com lealdade e orgulho. E o clube… está onde?
Estamos a fechar mais uma época. Outra vez sustentada por pais que transportam, que pagam, que alimentam, que garantem tudo o que falta. Por treinadores que fazem muito com quase nada. Que orientam, motivam, escutam, acolhem. Famílias inteiras organizam a vida à volta da piscina. Os fins de semana não são de descanso. São de compromisso. Tudo isto acontece sem que se peça nada em troca. A não ser uma coisa: respeito.
Mas há limites.
No arranque da nova época, fomos surpreendidos com um aumento inesperado de custos. Equipamento, taxa de renovação, encargos adicionais. Para uma família com dois filhos, ultrapassa 30% de aumentos. Um valor que pesa. Principalmente quando nada muda: continuamos com água fria no inverno porque a caldeira não funciona. Continuamos sem transporte garantido para as provas. Continuamos a preparar lanches em casa porque não há apoio.
E a sensação é sempre a mesma: a natação é tratada como um parente pobre. Um extra. Uma modalidade menor, lembrada apenas quando há títulos. Quando se sobe ao pódio. Quando se partilham fotografias bonitas nas redes. Mas esquecem-se do resto. Dos treinos duros. Dos sacrifícios silenciosos. Do esforço invisível. Da dor calada. Do orgulho que carregam mesmo quando ninguém os vê.
Fala-se tanto de mérito, de esforço, de formação. Então olhem para estes jovens atletas. Olhem bem. Eles dão o exemplo. São alunos empenhados, amigos leais, jovens disciplinados. Sabem o que é compromisso, superação, humildade. E ainda assim, continuam invisíveis. Como se o trabalho deles valesse menos só porque acontece longe das câmaras e das grandes multidões.
O clube pode ignorar. Nós não.
Porque a natação também dá retorno. Também forma campeões. Também preenche páginas de jornais e dignifica o nome do clube. Uma das únicas modalidades lucrativas no clube além do futebol, senão a única. E mesmo assim, continuamos a ter de pedir, a justificar, a lutar pelo mínimo, como se estivéssemos sempre de fora. Como se fôssemos hóspedes indesejados numa casa que também ajudamos a construir.
Queremos respostas. Os nossos filhos vão continuar a treinar em água gelada? Vão ter transporte para as provas? Um lanche, pelo menos, depois de horas a dar tudo? Vão ser ouvidos, acompanhados, valorizados?
Não pedimos luxos. Nunca pedimos. Pedimos respeito. Condições mínimas. Presença. Compromisso. Uma estrutura que cuide de quem se entrega de corpo e alma.
Se o clube se orgulha das medalhas, que esteja presente também nos dias sem pódio. Nos treinos solitários. Nas manhãs em que ninguém vê. Nos bastidores, onde o verdadeiro desporto vive e onde os verdadeiros campeões se constroem.
A resiliência que eles aprenderam na piscina também vive em nós. E se for preciso, deixaremos de carregar ao peito o símbolo que tanto amamos. Não por fraqueza. Mas por força. Porque o amor, quando é só de um lado, deixa de ser amor. Torna-se abandono.
Não queremos promessas. Queremos ação. Queremos presença. Queremos justiça desportiva.
Porque o amor, para ser amor, nunca pode ser unilateral.
Artigo de opinião de Sara Silva, professora e empresária.