Entre 24 e 26 de julho, Amares volta a ser o ponto de encontro entre arte contemporânea e território com a 9ª edição do Encontrarte Amares. Este ano, o festival propõe-se a escutar, acolher e criar a partir da resiliência das formas de vida locais, enquanto matéria para a programação, a investigação e a criação artística.
Saberes ancestrais, práticas artesanais e mitologias vivas serão ressignificados através de colaborações entre criadores locais e artistas contemporâneos, provocando encontros transformadores que desconstruam fronteiras entre arte e quotidiano, tradição e experimentação, ruralidade e discurso crítico.
O Encontrarte Amares 2025 é um espaço de tensão poética entre o passado e o futuro. Nos largos, nas casas e entidades do concelho, as práticas artísticas cruzam-se com a memória coletiva e os gestos do dia a dia, produzindo obras que se enraízam no território mas ressoam em debates artísticos mais amplos, como a ecologia, os saberes intergeracionais, o ativismo cultural ou a justiça social.
Entre os projetos em destaque estão SILO – Fanzine – Criada por jovens de Amares, a revista Silo nasce de um exercício de desaceleração e atenção ao que geralmente passa despercebido. Cada página transforma o banal em poético, convocando o olhar para novas narrativas do nosso lugar comum.
Ao longo de três dias, o Encontrarte Amares promove experiências artísticas imersivas e colaborativas, celebrando a arte como forma de regeneração cultural, afetiva e política. A programação, plural e inclusiva, afirma Amares como um território criativo e vital, capaz de propor novos sentidos para a vida comum.
A zona ribeirinha da cidade vai acolher, entre os dias 25 e 27 de julho, mais uma edição do evento “Esposende a Dançar”.
No âmbito da programação Esposende Verão 2025, o evento contará com a criatividade e talento das academias de dança locais, nomeadamente a Academia de Bailado de Esposende, PraxiStudio e Academia Ás do Saber. Serão realizados três espetáculos, todos com entrada livre e início às 21:30, que assinalam o final do ano letivo destas academias. Esta iniciativa reúne centenas de crianças e jovens em palco, valorizando a dança e a cultura no concelho.
Na abertura, no dia 25, a Academia de Bailado de Esposende apresenta Unfold, espetáculo com direção artística e coreográfica de Maria Borges de Araújo, Bruno Faria, Paula Silva, Samanta Figueiredo e Silvia Rocha. Unfold explora a transição entre o medo de ser visto e a coragem de se revelar, refletindo sobre a sensação de invisibilidade e a importância do pertencimento.
No dia 26, a PraxiStudio sobe ao palco com Urban Pulse, sob direção artística de Alda Roriz e Pedro Roriz, com coreografias de diversos artistas. O espetáculo homenageia os movimentos e sons da Urban Dance, incluindo estilos como Hip Hop, House Dance e Dancehall, transmitindo a energia e diversidade das expressões urbanas.
No encerramento, a 27 de julho, a Academia Ás do Saber apresenta Dance Celebration, sob direção artística de Hugo Fernandes e Ana Silva. O espetáculo celebra uma década de expressão artística, com coreografias que percorrem estilos variados — do clássico ao contemporâneo, hip hop, folclore, jazz, dança latina e urbano. Bailarinos de várias idades enchem o palco de ritmo, cor e paixão, numa homenagem à história e diversidade do evento.
O Santuário da Nossa Senhora do Carmo, em Lemenhe, recebe, na próxima terça-feira, 29 de julho, o habitual convívio comemorativo do Dia dos Avós, promovido pela Câmara Municipal de Famalicão.
A iniciativa insere-se no programa municipal “Mais e Melhores Anos” e pretende reunir avós, filhos e netos
As celebrações começam às 10:00 com a receção aos participantes, seguida de uma eucaristia campal marcada para as 11:00. No fim da missa, os presentes reúnem-se para um piquenique, dando início a uma tarde recheada de música, dança e boa disposição, com o cantor famalicense Costinha a subir ao palco pelas 14:00. O final da iniciativa está marcado para as 16:30, com um lanche e a tradicional abertura e partilha do bolo comemorativo do Dia dos Avós.
Encontra-se em curso uma nova campanha de apoio à esterilização de animais de companhia em Esposende. Esta iniciativa enquadra-se no Plano Estratégico para o Bem-Estar Animal e visa contribuir para o controlo da população animal e para a promoção da saúde pública e do bem-estar animal.
Os interessados, que têm de ser residentes no concelho, poderão submeter os respetivos pedidos até 30 de outubro, através do Balcão Virtual disponível no site institucional do Município de Esposende.
A campanha contempla a atribuição de comparticipações financeiras, nomeadamente 80 euros por cada esterilização de cadela, 45 euros por cão, 55 euros por gata e 25 euros por gato.
Para serem elegíveis, os animais devem estar identificados eletronicamente, com registo atualizado no Sistema de Informação de Animais de Companhia (SIAC). No caso dos cães, é ainda obrigatória a apresentação de boletim sanitário com vacina antirrábica válida, com data anterior à da intervenção.
A candidatura deve ser acompanhada de comprovativo de residência do detentor do animal; comprovativo de identificação eletrónica e registo atualizado no SIAC (anterior à data da cirurgia), declaração do SIAC emitida pelo médico veterinário responsável pela esterilização, com a data e com a opção “Financiada pelo Município de Esposende” assinalada e comprovativo do IBAN do requerente.
Adicionalmente, os agregados familiares em situação de comprovada carência económica poderão solicitar comparticipação total da esterilização. Para tal, devem contactar diretamente o Gabinete de Proteção Animal e Veterinária.
A candidatura pode ser submetida aqui ou presencialmente, no Serviço de Atendimento Personalizado, no edifício dos Paços do Concelho, nos dias úteis, entre as 08:30 e as 16:00.
No Dia Mundial das Hepatites Virais, a Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) junta-se ao apelo da Organização Mundial da Saúde (OMS) para eliminar as hepatites virais como ameaça à saúde pública até 2030. Em Portugal, apesar dos avanços, persistem desafios.
O que são as hepatites virais?
São infeções do fígado causadas por vírus (A, B, C, D e E). As hepatites A e E são agudas e transmitem-se pelo consumo de alimentos ou água contaminados. A hepatite E pode também estar associada ao consumo de carne mal cozinhada. As hepatites B, C e D podem tornar-se crónicas e transmitem-se pelo contacto com sangue contaminado, relações sexuais desprotegidas ou da mãe para o bebé durante a gravidez ou parto, sobretudo em países sem rastreio materno.
De referir que a hepatite A, apesar de não ser uma infeção sexualmente transmissível, tem estado associada a surtos em homens que têm sexo com homens, devido a práticas que envolvem contacto fecal-oral.
As formas crónicas (hepatites B, C e D) são as que representam uma ameaça maior, podendo evoluir para cirrose e cancro do fígado.
Apesar de potencialmente graves, as hepatites virais crónicas são silenciosas: os sintomas só surgem muito tardiamente, quando já há lesão hepática significativa. Por isso, o rastreio é fundamental. A Direção-Geral da Saúde recomenda que todos os adultos realizem o teste da hepatite B e C pelo menos uma vez na vida.
As hepatites só afetam os “grupos de risco”?
Não. Embora as hepatites virais crónicas sejam mais frequentes em utilizadores de drogas injetáveis ou em homens que têm sexo com homens, um terço dos casos ocorre em pessoas fora destes grupos. Apostar apenas no rastreio dirigido leva a falhas na deteção.
Situação em Portugal
Portugal tem feito progressos: investimento em estratégias como testes rápidos combinados (VIH, VHB e VHC), rastreios em farmácias comunitárias, ações em meio prisional e campanhas de literacia em saúde do fígado. Como resultado, tem-se assistido a um aumento do diagnóstico das hepatites virais. No que diz respeito ao tratamento, o destaque vai para a hepatite C com mais de 30 mil doentes tratados nos últimos 10 anos, com taxas de cura superiores a 97%.
Em relação à prevenção, Portugal tem uma das melhores coberturas vacinais contra hepatite B da Europa com 99% dos recém-nascidos vacinados com a 1.ª dose.
O que falta fazer?
Temos disponíveis as ferramentas necessárias para diagnosticar e tratar: medicamentos muito eficazes que curam a hepatite C e controlam a hepatite B. Apesar disto, estamos muito longe da meta da OMS para eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública até 2030. Estima-se que apenas 13% das pessoas infetadas com o VHB e 36% das pessoas infetadas com o VHC estejam diagnosticadas. Das pessoas diagnosticadas, muitas não têm acesso a tratamento.
É urgente detetar novos casos. Isso exige maior sensibilização da população e dos médicos de medicina geral e familiar para o rastreio universal. Precisamos também de aproximar os cuidados de saúde das populações vulneráveis como pessoas em situação de sem-abrigo, migrantes e toxicodependentes e reforçar a vacinação de grupos-chave. Por fim, é essencial combater o estigma, que afasta muitas pessoas do diagnóstico e do tratamento.
Neste Dia Mundial das Hepatites Virais, a SPG apela para que:
Faça o rastreio: teste-se pelo menos uma vez na vida para hepatite B (AgHBs) e hepatite C (anti-VHC);
Confirme se está vacinado contra as hepatites A e B;
Partilhe informação e combata o estigma.
Artigo escrito por Joana Nunes, Gastrenterologista e Hepatologista no Hospital da Luz, Secretária-Geral da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia
Pelo quarto ano consecutivo, o Município de Braga associou-se à campanha internacional “Make a Difference Week”, iniciativa que incentiva a cidadania ativa e a sustentabilidade através de ações concretas nas comunidades locais. A edição deste ano decorreu entre 27 de maio e 6 de junho, coincidindo com o arranque da época balnear, e teve como foco a limpeza e valorização das praias fluviais do concelho.
Sob o mote da corresponsabilização ambiental, foi lançado um desafio às Eco-Escolas do concelho, que contou com a participação de mais de 200 alunos das escolas EB 2/3 Dr. Francisco Sanches, EB 2/3 de Nogueira, Escola Básica de Gualtar, Colégio Teresiano e Escola Europeia de Ensino Profissional. As ações decorreram nas praias fluviais de Adaúfe, Ponte do Bico (Palmeira) e Merelim São Paio, resultando na recolha de cerca de 30 quilos de resíduos, destacando-se plásticos, caricas e pontas de cigarro.
No âmbito da candidatura das praias fluviais de Braga ao galardão Bandeira Azul, realizou-se ainda a atividade !Os Suspeitos do Costume”, que contou com a colaboração do Centro D. João Novais e Sousa e do polo de Gualtar da APPACDM. Cerca de 15 participantes por entidade envolveram-se nesta ação, inicialmente nas praias de Ponte do Bico e Adaúfe, posteriormente replicada nas praias do Cavadinho (Crespos) e Merelim São Paio.
A coligação Juntos por Braga visitou o Centro Novais e Sousa, da Associação da Creche de Braga, acompanhada por João Ferreira, presidente da Associação, e por Lucinda Vilaverde, membro da direção e Carina Oliveira, direto técnica do Centro.
João Rodrigues, candidato à presidência da Câmara Municipal de Braga, disse que “é absolutamente prioritária a construção do lar residencial que possa abrir caminho a uma resposta mais efetiva na área da inclusão social a jovens e adultos com deficiência intelectual”.
“Esta instituição é um verdadeiro exemplo de como se constrói inclusão com dignidade, em Braga. É nosso dever assegurar um apoio de proximidade a esta missão, com condições de excelência”, disse João Rodrigues
Durante a visita, o candidato conheceu as infraestruturas onde está previsto nascer o futuro lar residencial, com capacidade para 30 utentes. “Este projeto é absolutamente determinante para garantir um futuro com dignidade e tranquilidade a dezenas de jovens, adultos e às suas famílias. Este lar será mais do que uma resposta: será um refúgio seguro e essencial. Não podemos continuar a adiar uma solução para um problema real que toca tantas vidas. Braga não pode continuar a viver com esta lacuna social”, acrescentou.
“Estamos profundamente empenhados em apoiar esta resposta. Vamos garantir que o lar se concretize com urgência”, reforçou.
A Noite Branca de Braga está de regresso nos dias 5, 6 e 7 de setembro com mais de 170 atividades culturais gratuitas num ano em que a cidade é Capital Portuguesa da Cultura.
O centro histórico de Braga volta a transformar-se num palco de cultura onde ruas, praças e jardins acolhem teatro de rua, instalações interativas, circo contemporâneo, música itinerante, marionetas e dança.
A iniciativa contará com performances como “Légendaires”, da companhia francesa Cie Remue Ménage, e “O Estranho Caso do Dentista da Rua Brasov”, de Troula Animacion (Espanha).
Haverá também arruadas e fanfarras com os Bombar’t, Batalá, Moustache Brass Band, Funk You Brass Band e a arruada do Clube Raiz (Braga25).
O espaço infantil, este ano instalado na Praça Municipal, irá oferecer experiências imersivas para toda a família, como El Laberint e Titeretú da Cia Itinerània, Le Manège Du Contrevent da Cie Grandet Douglas e o carrossel ecológico da WoodToys.
A programação musical e performativa vai decorrer em quatro palcos principais. O Palco Avenida recebe nomes como Lon3r Johny, Plutónio, Julinho KSD e Richie Campbell. Pelo Palco Pópulo vão passar artistas como Marco Rodrigues, Calema, The Gift, Rui Veloso e Capicua com o coro comunitário Braga Fora. O Palco Jazz, instalado no Museu D. Diogo de Sousa, e o Palco Braga25, no Campo da Vinha, serão dedicados às artes performativas.
À semelhança dos anos anteriores, também os equipamentos culturais da cidade se associam à Noite Branca com programação complementar.
O Theatro Circo acolhe Daniel Pereira Cristo, a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva promove o Poetril – Festival de Poesia Infantil, o gnration e a Zet Gallery apresentam exposições e concertos, enquanto a Praça – Mercado Municipal de Braga terá uma zona de gaming, em parceria com a “Guess The Choice”.
Este ano, a área alimentar, situada na Praça do Comércio, será dinamizada por associações e IPSS locais, aliando sabores à solidariedade, com receitas a reverter para projetos de impacto comunitário.
Os principais concertos voltam a contar com interpretação em Língua Gestual Portuguesa e zonas reservadas para pessoas com mobilidade reduzida.
Toda a programação tem entrada livre e poderá ser consultada aqui.
Pelo segundo ano, cerca de 10 jovens integrados no programa Juventude em Movimento dedicado à Proteção Civil iniciaram, no dia 14 de julho, a vigilância florestal do concelho da Póvoa de Lanhoso.
No início de funções, esta brigada Jovem foi recebida, nos Paços do Concelho, pelo presidente da Câmara Municipal, Frederico Castro.
Para além de dar as boas-vindas ao programa, o autarca centrou a sua intervenção na importância da “participação dos mais novos na proteção da natureza, das florestas e da comunidade, como parte de uma cidadania ativa, empenhada e comprometida”.
O vereador de Proteção Civil, Ricardo Alves, tem acompanhado o grupo que, já sob orientação do Coordenador Municipal de Proteção Civil, Pedro Dias, visitou o Posto de Vigia da rede oficial, situado no Monte de São Mamede, inteirando-se sobre as tarefas de Vigilância Florestal.
De forma complementar, os jovens deslocaram-se ao Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Ave e ao Centro de Meios Aéreos, em Fafe, onde foram recebidos pelo comandante da sub-Região, Rui Costa.
A Brigada Jovem vai estar em funções durante o Verão, realizando vigilância florestal a partir do Monte do Pilar, bem como outras ações de sensibilização e dissuasão de comportamentos de risco, em diversos pontos do concelho.