O presidente da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, foi distinguido com a Medalha de Ouro da Galiza, numa cerimónia que decorreu no Museu Centro Gaiás da Cidade da Cultura, em Santiago de Compostela, no âmbito das celebrações oficiais do Dia Nacional da Galiza.
A Medalha de Ouro da Galiza, mais alta distinção institucional concedida pelo Governo da Galiza, foi entregue pelo presidente da Junta da Galiza, Alfonso Rueda, como “reconhecimento pelo papel decisivo de Ricardo Rio no aprofundamento dos laços de amizade e cooperação entre o Norte de Portugal e a Galiza, nomeadamente no plano institucional, económico, cultural e académico”.
Na ocasião, Ricardo Rio sublinhou que este reconhecimento “simboliza a força de uma relação entre povos irmãos, unida por séculos de história comum e por uma visão partilhada de futuro assente na valorização da identidade atlântica, na inovação e no desenvolvimento sustentável dos territórios”.
A Medalha de Ouro da Galiza foi também atribuída a Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, destacando-se a atuação de ambos os autarcas como “impulsionadores de iniciativas de cooperação transfronteiriça no seio de estruturas como o Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular”.
O dia 28 de julho assinala, anualmente, o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, iniciativa da Organização Mundial de Saúde (OMS), em colaboração com outras associações internacionais, para aumentar a consciencialização sobre as hepatites virais, que continuam a ser um importante problema de saúde pública e sensibilizar a população em geral e os profissionais de saúde, para a importância da prevenção, rastreio, diagnóstico e tratamento precoces, para evitar complicações de doença crónica e avançada, nomeadamente o cancro do fígado. O lema para 2025 — “Hepatitis: Let’s Break It Down” – realça a necessidade de agir rapidamente para ultrapassar as barreiras que dificultam a sua eliminação – financeiras, sociais e sistémicas – incluindo o estigma da doença!
A hepatite A e E, partilham a via de transmissão (fecal-oral) e são habitualmente autolimitadas, sem evolução para cronicidade. O padrão epidemiológico da hepatite A tem vindo a alterar-se no nosso país – no passado era frequente em idade precoce, fruto de condições sociais e higieno-sanitárias precárias, atualmente verifica-se a ocorrência esporádica de surtos, cerca de meia centena de casos no primeiro semestre deste ano, alguns com ligação a práticas sexuais de risco. É importante promover a vacinação de grupos de risco e a adoção/reforço de medidas de prevenção e controlo. A hepatite E pode ter apresentação mais grave em grávidas, doentes com doença hepática avançada e evoluir para cronicidade em doentes imunocomprometidos. Para além da transmissão fecal-oral, salienta-se a transmissão relacionada com a ingestão de carne crua ou mal cozinhada (porco, javali, veado) ou o contacto direto com as suas fezes, sangue e vísceras, por vezes associada ao surgimento de alguns casos de exposição profissional ou recreativa, motivo pelo qual deve ser excluída quando existe um contexto epidemiológico sugestivo.
As hepatites B e C podem evoluir para doença crónica e a transmissão é, habitualmente, por contacto com sangue ou fluídos corporais de pessoas infetadas. A OMS definiu metas globais para a sua eliminação até 2030 – redução de novas infeções em 90% e redução da mortalidade associada em 65%, apelando a que cada país desenvolvesse os seus próprios planos de ação. Portugal é um dos países da Europa que atingiu a meta de cobertura vacinal de 95% com três doses da vacina para o vírus da hepatite B, estratégia mais eficaz para a prevenção do aparecimento de novos casos. Destaca-se uma tendência crescente no número de testes de rastreio de hepatite B e C, realizados em vários contextos, no nosso país e a importância de múltiplas iniciativas de microeliminação que têm conseguido chegar a populações de mais difícil acesso. Salienta-se o número de doentes tratados para a hepatite C, com elevadas taxas de cura (superiores a 97%). Apesar disso, continua a existir uma percentagem significativa de doentes tratados em fases avançadas da doença, com fibrose avançada/ cirrose aquando do início do tratamento (superior a 30%), o que vem reforçar a importância de apostar em estratégias que permitam o diagnóstico mais precoce. Apesar da transmissão por via sexual ser menos frequente, tem-se assistido a uma mudança epidemiológica, reconhecendo-se um maior número de casos associados a algumas práticas sexuais, como por exemplo ChemSex em que as taxas de infeção de hepatite C e outras doenças sexualmente transmissíveis são significativamente superiores.
A hepatite D ou Delta, aparece exclusivamente em pessoas que têm hepatite B e é considerada a forma mais grave e rapidamente progressiva de hepatite viral crónica, com um risco muito superior de cirrose e cancro do fígado. Felizmente dispomos de tratamento eficaz, recentemente aprovado pelo Infarmed, que vem alterar o paradigma da doença.
Apesar de preveníveis e tratáveis, as hepatites B e C são ainda responsáveis por 8.000 novas infeções diárias, com elevada morbimortalidade associada. Portugal encontra-se numa situação muito favorável, no que diz respeito às hepatites virais, mas se pensarmos no mundo como um espaço com livre circulação de pessoas, esta realidade pode estar em risco, já que estes resultados não são globais, existem grandes assimetrias regionais e não dispomos, ainda, de orientações específicas para testagem de migrantes de países com alta endemicidade de hepatites B ou C. Tendo em conta a evolução epidemiológica, deverá ser equacionado o alargamento dos grupos de risco e populações vulneráveis elegíveis para vacinação das hepatites.
Artigo de Cristiana Batouxas, do Núcleo de Estudo das Doenças do Fígado da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI).
O CLOSE-UP – Observatório de Cinema celebra o seu 10.º aniversário, de 11 a 18 de outubro, na Casa das Artes de Famalicão e no Teatro Narciso Ferreira. Dean Hurley, músico e colaborador próximo de David Lynch, vai estar pela primeira vez em Portugal para apresentar o espetáculo de abertura e o primeiro cine-concerto do CLOSE-UP.
A abertura decorrerá no Grande Auditório da Casa das Artes de Famalicão, a 11 de outubro às 21:45, sendo que Hurley também apresentará uma masterclass sobre o papel do som e da música na obra de David Lynch no dia seguinte.
A presença de Dean Hurley será a primeira de muitas iniciativas inseridas na grande homenagem ao realizador David Lynch que vão ter lugar ao longo do CLOSE-UP, de 11 a 18 de outubro, e que incluirá a exibição de seis filmes em sessões comentados (mais os dois últimos na réplica do Close-up de janeiro) e uma exposição em estreia, montada em parceria com o Museu de Cinema de Melgaço – Jean-Loup Passek.
Mariana Machado, atleta de Braga, está na final dos 5000 metros dos Jogos Mundiais Universitários de Verão, que estão a decorrer em Rhine-Ruhr, na Alemanha.
A atleta do SC Braga ficou em segundo lugar na série 1 com o tempo de 16 minutos e 31 segundos, e alcançou o 14.º na classificação geral.
Pedro Almeida e António Costa não vão alinhar no Rali da Madeira, próxima prova do Campeonato de Portugal de Ralis, a disputar nos primeiros dias de agosto.
Depois da vitória no Rali de Portugal e do terceiro lugar no Rali de Castelo Branco, o piloto de Famalicão vai parar a participação no CPR, decisão que tomou apesar dos bons resultados e das boas prestações que tem conquistado no campeonato.
“Há aqui sentimentos distintos, porque temos evoluído e estamos mais competitivos. Os resultados são prova disso, mas também há a noção de realidade e no atual quadro, o CPR não beneficia os pilotos mais jovens, numa modalidade que obriga a um investimento avultado e decidimos parar, não alinhar na Madeira e provavelmente no que resta do campeonato”, explica o piloto.
“Em Castelo Branco tivemos um conjunto de situações que nos obrigaram a andar a discutir coisas que não fazem sentido, e questionamos se valeria a pena continuar no campeonato, quando pouco temos a ganhar, muito pelo contrário”, acrescentou.
Apesar da ausência na Madeira, Pedro Almeida não vai fazer uma ‘pausa em definitivo’. “É uma questão que tem a ver com o que tempo e o orçamento que despendemos, mas também mais que isso”, assinalou, embora vinque a certeza de que há muita vontade de voltar à estrada. “Não tendo o apoio oficial de uma marca, temos de saber gerir o orçamento, equacionar se vale a pena, e foi o que fizemos. Diria que é uma pausa para pensar, redirecionar objetivos e preparar o futuro para perceber se o que damos às corridas vale todo investimento e dedicação que temos tido”, remata o piloto.
“A Madeira é sempre um rali muito especial, pelo público, pelo traçado e pela beleza da ilha, mas é a melhor decisão que podemos ter nesta altura para voltar com novas metas mais à frente”, regista.
O piloto deixou um último agradecimento ao público e aos parceiros que o tem apoiado. “Vão perceber as razões e estou certo que vão estar do nosso lado no regresso”, finalizou.
Cristiano Nunes vai candidatar-se à Junta de Freguesia de Gualtar, em Braga, pelo Chega, nas Autárquicas de12 de outubro.
Residente em Gualtar desde os 8 anos, Cristiano Nunes é licenciado e mestre em Administração Pública, tendo concluído em 2023 uma tese sobre descentralização de competências nas áreas da Educação e da Saúde com base no Município de Braga. É atualmente motorista dos Transportes Urbanos de Braga.
Participa no Coro Polifónico de Gualtar, no Orfeão de Braga e já integrou grupos folclóricos e musicais tradicionais.
O candidato apresenta-se com “uma visão moderna, preparada e próxima, comprometido com uma gestão mais eficaz, transparente e ligada às reais necessidades dos gualtarenses”. “É tempo de dar voz a Gualtar e de construir juntos uma freguesia mais forte, mais ativa e com futuro”, refere.
Ricardo Silva, candidato independente à Câmara Municipal de Braga, pretende recuperar o Teatro Romano de Braga.
O líder do movimento “Amar e Servir Braga” quer transformar aquele espaço num palco vivo de cultura ao ar livre.
“Braga tem um património único. Nós temos um teatro romano que neste momento está a ser escavado. Este teatro romano pode ser recuperado e a população poder entrar nele e assistir a uma peça, um bailado, uma ópera ou um teatro. Isto é algo inimaginável nesta fase, mas nós podemos transformar este sonho em realidade”, refere Ricardo Silva.
O candidato sublinha a pretensão de criar ali uma casa de espetáculos ao ar livre. “Aquilo que nós queremos de facto é que este teatro romano seja bem escavado, que produza conhecimento científico, mas acima de tudo que possa ser recuperado, requalificado e que nós consigamos fazer dele uma casa de espetáculos ao ar livre. Não demorará muito para que isto aconteça, tem é que haver vontade e com a vontade nós temos que encontrar o financiamento. Obviamente teremos que recorrer ao governo e encontrar fundos europeus, mas tenho a certeza que esta é uma verdadeira marca da identidade de Braga e é aquela que nos vai permitir amar e servir Braga de forma absolutamente extraordinária”, finalizou.
Cerca de 200 alunos da Escola Básica Rosa Ramalho criaram um mural com 1197 azulejos sobre o Caminho de Santiago, em Barcelinhos, Barcelos. O mural será apresentado publicamente amanhã.
A iniciativa, no âmbito do projeto cultural “Do Húmus da Terra à Espiritualidade”, é promovida pela Junta de Freguesia de Barcelinhos, com o apoio e parceria da Câmara Municipal de Barcelos, e passará a integrar o cenário urbano do Caminho de Santiago, acolhendo peregrinos e visitantes com cor, memória e identidade.
“Erguido num ponto de passagem emblemático em Barcelinhos, o mural é mais do que uma intervenção artística: é um testemunho coletivo feito de barro, tinta e dedicação. Sob a coordenação dos professores Alice Fonseca e Nuno Mendanha, os alunos criaram um painel que une tradição cerâmica, espiritualidade e comunidade, num gesto que pretende resistir ao tempo e inspirar quem por ali passa”, refere a Junta de Freguesia de Barcelinhos.
O mural, onde se destacam elementos visuais como o Galo de Barcelos, mãos de oleiros, rostos e símbolos peregrinos, dialoga com o território e com o próprio espírito do Caminho.
“Este projeto é uma homenagem à memória coletiva, à arte feita em comunidade e à força educativa da escola pública. Um gesto simples mas duradouro, que ficará no caminho e na história de Barcelinhos”, finalizou a Junta de Freguesia.
Francisca Martins, estudante da Escola de Economia, Gestão e Ciência Política da Universidade do Minho (UMinho), conquistou a medalha de ouro nos 400 metros Livres dos Jogos Mundiais Universitários, que estão a decorrer em Berlim, Alemanha.
A nadadora soma o ouro à medalha de prata que venceu nos 800 metros Livres.