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Sé Catedral de Braga vai celebrar 936.º aniversário

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© Arquidioce de Braga
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A Sé Catedral de Braga vai celebrar o seu 936º aniversário na próxima quinta-feira, 28 de agosto.

Para o dia comemorativo, o Cabido da Sé irá realizar várias celebrações.

“No próximo dia 28 de agosto, celebra-se o Aniversário da Dedicação da Catedral. A Catedral foi dedicada à Virgem Maria e sagrada no dia 28 de agosto de 1089, durante o bispado de D. Pedro”, explicou o Cabido da Sé. 

Na Catedral de Braga decorrerão as seguintes celebrações:

  • 08h30 – Eucaristia
  • 11H30 – Eucaristia
  • Vésperas às 17:00, Eucaristia às 17h30, presididas pelo Senhor D. José Cordeiro, Arcebispo de Braga.

Conheça os números do Euromilhões

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Os números do Euromilhões de hoje já são conhecidos. A chave é composta pelos números 2 – 14 – 38 – 42 – 45 e pelas estrelas 10 e 11.

Em jogo está um primeiro prémio de 26 milhões de euros.

O último sorteio, que tinha um prémio de 17 milhões, não teve totalistas.

Para mais informações, consulte o site dos Jogos Santa Casa.

Braga: Concurso Pecuário abrilhantou Festas de São Bartolomeu em Tadim

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© JF Tadim
© JF Tadim

O Concurso Pecuário de Tadim, em Braga, voltou a ser um dos grandes momentos das Festas de São Bartolomeu.

O evento reuniu criadores, famílias e amantes das tradições rurais. A edição deste ano contou com a participação de cerca de 100 animais, distribuídos por nove classes em competição, envolvendo touros, novilhos, vacas e bois, com destaque para as raças minhota e barrosã. A competição estendeu-se ainda ao mundo equestre, premiando a melhor égua, o melhor cavalo e o homem com atrelado, num total de mais de meia centena de prémios atribuídos.

Para Rolando Vilaça, presidente da Junta de Freguesia de Tadim, “a edição de 2025 confirmou o sucesso desta iniciativa”. “Este concurso é já uma competição de referência, que dignifica a nossa freguesia e atrai cada vez mais visitantes. É uma celebração das nossas tradições, mas também um ponto de encontro para famílias e para todos os que apreciam os animais e a vida no campo. O orgulho e a dedicação dos nossos criadores refletem-se em cada edição e fazem de Tadim um palco de excelência para a pecuária”, disse.

Apanhado em Braga a conduzir viatura com matrícula falsa

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© PSP
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Um homem foi detido pela PSP, em Braga, por falsificação de matrículas.

Em comunicado, a Polícia refere que “na cidade de Braga, os Polícias procederam à detenção de um cidadão com 47 anos de idade, por falsificação de matrículas. O suspeito foi intercetado a conduzir uma viatura com alterações nas chapas de matrículas”.

O suspeito vai ser presente a juiz.

Basquetebol do SC Braga começa pré-época

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© SC Braga
© SC Braga

A equipa sénior masculina de basquetebol do SC Braga deu o arranque à pré-época 2025/26, estreando-se na Liga Masculina.

Os Gverreiros do Minho fizeram os habituais exames médicos, testes físicos e o primeiro treino na AMCO Arena.

A equipa, que foi praticamente renovada, tem apenas três atletas da época passada no plantel.

Marco Sá candidata-se à Junta de Adaúfe pelos Juntos por Braga

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© Juntos por Braga
© Juntos por Braga

Marco Sá apresenta-se como candidato à presidência da Junta de Freguesia de Adaúfe pela coligação “Juntos por Braga”.

Com 50 anos e uma filha, Marco Sá é agente único/motorista de profissão nos Transportes Urbanos de Braga (TUB). Foi jogador do Grupo Desportivo de Adaúfe.

Entre 2012 e 2021, integrou o grupo de trabalho da Junta de Freguesia, tendo sido membro da Assembleia de Freguesia, de 2016 a 2021.

Marco Sá apresenta “a criação de respostas sociais fundamentais, como um Jardim de Infância e um Lar de Idosos, o reforço da rede dos transportes públicos, a melhoria do acesso a cuidados de saúde, a aposta em habitação acessível e uma maior ligação às empresas locais”.

Defende ainda “uma melhoria das acessibilidades e políticas de bem-estar inclusivas, para que todos os adaufenses se sintam parte ativa de uma comunidade mais coesa, sem qualquer discriminação política ou partidária”.

O principal propósito do candidato é “integrar toda a população, fortalecendo o espírito de comunidade e assegurando que ninguém em Adaúfe volte a ser deixado para trás”.

Marco Sá compromete-se a “transformar Adaúfe numa freguesia mais próxima, inclusiva e equipada, com mais oportunidades e qualidade de vida, onde cada habitante seja ouvido e respeitado”.

Esposende recebe Festival de Teatro de Rua

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© CM Esposende
© CM Esposende

O Município de Esposende, em coprodução com a associação Itinerantenredo, vai promover, entre os dias 29 e 31 de agosto, o 9.º FestiTeatro – Festival de Teatro de Rua.

O evento, que volta a ter como palco a Praça do Município, apresenta como novidade nesta edição, um atelier dedicado ao público infantil e famílias. Os espetáculos para a infância decorrerão nos dias 30 e 31, sábado e domingo, às 15:30, e para o público em geral acontecem todas as noites, às 22:00, precedidos da performance “Estado de Graça”, em jeito de “aquecimento”, por Gisela Matos, a partir das 21:30. Tanto os espetáculos como o atelier são de acesso livre.

A abrir o festival, no dia 29 de agosto, sexta-feira, a companhia Trotamundos, originária da Argentina e radicada em Espanha, apresenta o espetáculo “Histórias de um Baú”. Esta é a história de Fidel e Capulita, dois personagens cativantes, viajantes, artistas de circo, sonhadores e companheiros que atravessam a vida carregando um velho baú.

Na noite do dia 30 de agosto, sábado, o malabarista galego Xapatito Pato apresenta “Só”, uma história sobre uma personagem obsessiva, calculista e meticulosa, um ser único na sua espécie, rodeado de caixas sem fim, que fogem ao seu controlo e com as quais brinca para dar forma ao seu mundo. Do caos surge um universo delirante onde se reinventa o riso, criando loucura cómica e transformando-se num novo ser com uma nova figura.

Na terceira e última noite do FestiTeatro, dia 31, domingo, é a vez de Ganso & CIA apresentarem “Welcome & Sorry”, um espetáculo que lança luz sobre a arte teatral por meio da paródia de peças clássicas e dos estereótipos que as cercam. Uma comédia gestual de palhaços para todos os públicos.

Para o público infantil estão reservadas duas apresentações. No dia 30, a companhia Trotamundos traz à Praça do Município a apresentação “Finito-Infinito”. O espetáculo aborda um tema tão transcendental como a circularidade, sem perder o senso de humor, fazendo deste recurso um aliado e companheiro de vida. No dia 31, toma conta do palco Nando Caneca, com o espetáculo “Wooow”, uma jornada louca que mistura circo, magia, teatro físico e improvisação. Sem palavras, sem história, ou talvez a história do momento, que pode ser a história.

Na manhã de domingo, dia 31, a partir das 10:00, decorrerá o atelier “Malabareando”, dinamizado pelo artista galego Jesus Velasco. A atividade terá lugar no exterior da Casa da Juventude, propondo uma experiência divertida e educativa de malabarismo dirigida sobretudo a crianças e famílias. Esta ação combina brincadeira e trabalho em equipa, convidando os participantes a aprender habilidades básicas com bolas e a progredir para truques simples. Com duração aproximada de 90 minutos, a participação no atelier requer inscrição prévia obrigatória.

Homem furta loja em Braga e agride funcionários

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© PSP
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A PSP deteve um homem após este ter cometido furtos num estabelecimento em Braga e agredido os funcionários.

Em comunicado, a Polícia afirma que “no decurso de uma chamada telefónica a comunicar que havia ocorrido um furto no interior de estabelecimento, na cidade de Braga, os Polícias deslocaram-se para o local, tendo constatado que o suspeito, um cidadão com 32 anos de idade, havia furtado diversos artigos utilizando de seguida a força física para agredir as funcionárias que o tentaram intercetar, e posteriormente colocou-se em fuga”.

Após ter efetuado diligências, a PSP conseguiu deter o suspeito, que já estava referenciado por esta Polícia pela prática de diversos crimes de furto.

Braga: Rui Costa candidata-se à União de Arentim e Cunha

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© Chega
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Rui Costa vai candidatar-se à União de Freguesias de Arentim e Cunha, em Braga, pelo Chega, nas Eleições Autárquicas de 12 de outubro.

O candidato tem 43 anos, é casado e pai de dois filhos. Vive Arentim e trabalha no setor químico há mais de 20 anos.

Rui Costa diz acreditar no papel das associações para “dar mais valor às comunidades locais”. “Orgulhoso” das tradições e das raízes da sua terra, Rui apresenta-se com “o compromisso de valorizar Arentim e Cunha, dar voz à comunidade e criar condições para a fixação dos jovens na freguesia”.

“Comigo, as promessas não ficarão só no papel. Para a frente é que é caminho”, finaliza o candidato.

As leis de jogo em Portugal em 2025: a regulamentação conseguirá acompanhar os sites NO-KYC?

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© Unsplash
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Este não é um relatório neutro, mas sim um comentário de especialistas. Como revisores e analistas que trabalham diariamente com casas de apostas e textos regulamentares, vemos em primeira mão a rapidez com que o mercado de apostas está a mudar em Portugal. Na nossa perspetiva, as leis do país estão a ter dificuldades em acompanhar uma nova geração de plataformas sem KYC que oferecem anonimato e rapidez.

Nas secções seguintes, partilhamos as nossas opiniões profissionais: uma do interior da indústria das apostas e outra do ponto de vista jurídico. Em conjunto, estes pontos de vista visam destacar a tensão crescente entre o que os jogadores exigem e o que os reguladores exigem.

Por que razão os jogadores estão a escolher sites sem KYC

David Kane observou uma mudança clara nos últimos anos. “De acordo com David Kane, conhecido pelas suas análises especializadas no BettingSite.cc, os jogadores são atraídos por casas de apostas que dispensam verificações de identidade demoradas.” Não se trata apenas de conveniência, embora isso seja um fator importante. Para muitos apostadores, a possibilidade de fazer uma aposta imediatamente após o registo — muitas vezes em poucos minutos — é o que torna esses sites tão atraentes.

Os prazos de levantamento são outra razão. Os operadores tradicionais licenciados muitas vezes exigem verificações adicionais de documentos antes de liberar os fundos, criando atrasos de dias ou até semanas. Em contrapartida, os sites sem KYC, especialmente aqueles que utilizam criptomoedas, prometem pagamentos quase instantâneos. Para os apostadores que veem as apostas como entretenimento, essa eficiência é difícil de ignorar.

Há também uma questão de privacidade. As gerações mais jovens, em particular, estão cada vez mais relutantes em partilhar documentos pessoais online. Com o aumento dos casos de roubo de identidade, entregar uma digitalização do passaporte a um operador pouco conhecido parece um risco. Para estes jogadores, descobrir uma lista confiável de sites de apostas sem verificação torna-se o ponto de entrada para um jogo mais rápido e anónimo — mesmo que isso signifique sair do mercado licenciado.

O quadro jurídico

Do ponto de vista jurídico, Portugal possui um sistema estruturado destinado a garantir a proteção do consumidor e o cumprimento das obrigações fiscais. Os operadores licenciados devem ser aprovados pelo Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ), que supervisiona tanto as atividades de apostas como os casinos online.

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Todas as plataformas licenciadas são obrigadas a cumprir a principal lei de jogo online de Portugal, o Decreto-Lei n.º 66/2015, que estabelece regras para os procedimentos KYC, obrigações de combate ao branqueamento de capitais, normas de publicidade e supervisão regulamentar (PGDLisboa). Esta lei, promulgada há uma década, criou a espinha dorsal do quadro regulamentar das apostas digitais em Portugal e tinha como objetivo colocar as atividades offshore sob o controlo do Estado.

No entanto, a legislação elaborada em 2015 enfrenta agora desafios inimagináveis na altura. As criptomoedas, as bolsas de apostas descentralizadas e os operadores sediados em jurisdições como Curaçao ou Anjouan criaram lacunas que as leis nacionais não conseguem colmatar facilmente.

Onde a regulamentação falha

O problema não é a existência de regulamentação, mas o seu alcance. Portugal pode aplicar as suas regras aos operadores licenciados dentro das suas fronteiras, mas as plataformas offshore que aceitam jogadores portugueses operam frequentemente com licenças estrangeiras. Elas oferecem sites em português, aceitam euros e criptomoedas e anunciam bónus nas redes sociais, mas permanecem fora da supervisão nacional.

Ferramentas técnicas, como o bloqueio de endereços de Internet ou a restrição de fluxos de pagamento, têm sido utilizadas em alguns países, mas os jogadores determinados muitas vezes contornam essas medidas através de VPNs ou rotas bancárias alternativas. A abordagem fragmentada da União Europeia complica ainda mais a situação. Embora a Espanha tenha recentemente reforçado as restrições à publicidade e a Itália tenha aumentado a tributação, a aplicação transfronteiriça continua inconsistente.

Riscos para os jogadores e para o Estado

David Kane alerta que as vantagens aparentes para os jogadores vêm acompanhadas de perigos ocultos. Sem supervisão regulatória, pode ser impossível resolver disputas sobre ganhos não pagos. O apoio ao cliente pode ser limitado ou pouco fiável e, muitas vezes, não existe uma autoridade independente para responsabilizar os operadores. Para jogadores vulneráveis, a ausência de salvaguardas de jogo responsável aumenta o risco de danos.

Miguel Correia destaca outro ângulo: o impacto financeiro para o Estado. Os operadores licenciados contribuem com receitas fiscais significativas, que sustentam os fundos públicos. Os sites offshore, por outro lado, desviam esse dinheiro para o estrangeiro. Mais preocupante ainda é o potencial de lavagem de dinheiro quando grandes somas passam por carteiras criptográficas anónimas sem supervisão. «Este risco», explica Correia, «é precisamente a razão pela qual os procedimentos KYC foram tornados obrigatórios em primeiro lugar».

Portugal pode recuperar o atraso?

Miguel Correia insiste que qualquer solução significativa tem de ir além das fronteiras nacionais. «A Espanha, a Itália e até a Alemanha estão a enfrentar o mesmo problema. Até que harmonizemos as nossas leis, os operadores continuarão a explorar as lacunas. Um país sozinho não pode resolver isso.»

Ele ressalta que a União Europeia já tomou medidas por meio de sucessivas diretivas contra a lavagem de dinheiro, mas o jogo nunca foi harmonizado da mesma forma que o setor bancário ou a proteção ao consumidor. «Cada Estado define as suas próprias regras. Isso deixa lacunas, e o setor offshore prospera com elas. A menos que haja coordenação, a aplicação da lei será sempre irregular.»

Correia acredita que Portugal deve pressionar por uma frente europeia mais forte, incluindo cooperação no bloqueio de pagamentos, restrições à publicidade e partilha de informações. Na sua opinião, alinhar-se com os vizinhos não só protegeria os jogadores portugueses, como também reforçaria a legitimidade do mercado interno. «Se um cliente português pode mudar para um site espanhol com controlos menos rigorosos, todo o nosso sistema fica vulnerável. Precisamos de um terreno comum.»

David Kane, no entanto, tem uma posição diferente. Ele duvida que a coordenação europeia seja rápida o suficiente para acompanhar o ritmo das mudanças tecnológicas. «Enquanto os reguladores realizam reuniões em Bruxelas, os operadores já estão a fazer apostas em plataformas do outro lado do mundo. As leis levam anos para serem harmonizadas; os sites são lançados em semanas.»

Para Kane, o melhor caminho é melhorar a experiência licenciada no país. «Tornar a verificação mais suave. Não pedir documentos três vezes. Usar verificações em níveis — permitir que alguém deposite e retire pequenas quantias sem ter de passar por um processo complicado e, depois, aplicar controlos mais rigorosos à medida que as apostas aumentam.»

Ele argumenta que a maioria dos jogadores não pretende enganar o sistema; eles simplesmente querem algo rápido e direto. «Se lhes puderem oferecer a mesma rapidez que os sites offshore, mantendo a rede de segurança da regulamentação, a maioria permanecerá local. As pessoas não estão a sair por malícia — estão a sair por frustração.»

Encontrar um equilíbrio

Para Kane, o cerne da questão é a confiança. «Os jogadores não querem infringir a lei. Eles só querem que as apostas sejam rápidas e simples. Se os reguladores pudessem ir ao encontro deles, as plataformas offshore perderiam muito do seu apelo.”

Ele salienta que a regulamentação não deve parecer um castigo. Os jogadores que escolhem sites licenciados não devem ser tratados como suspeitos. “Neste momento, algumas pessoas sentem que são tratadas com mais desconfiança pelos operadores regulamentados do que pelos offshore. Isso não pode estar certo. Confiança significa conceber um sistema que respeite o jogador, ao mesmo tempo que o protege.”

Correia concorda com a importância da confiança, mas coloca a ênfase noutro ponto. Para ele, a palavra-chave é responsabilidade.

«Não podemos abandonar as salvaguardas apenas para competir com operadores paralelos. O equilíbrio reside na adaptação da verificação, não na sua eliminação. A segurança deve continuar a ser a pedra angular.»

Ele acredita que os reguladores devem manter-se firmes nos princípios, mesmo que os procedimentos precisem de ser aperfeiçoados. «Podemos simplificar os processos, sim. Podemos adotar novas tecnologias, como verificações biométricas, para tornar as coisas mais rápidas. Mas não podemos comprometer o essencial: verificação da idade, combate à fraude e proteção do consumidor.»

Os dois especialistas divergem no foco, mas convergem num sentido: ambos reconhecem que o equilíbrio é essencial. Kane quer equilíbrio entre velocidade e supervisão. Correia quer equilíbrio entre inovação e responsabilidade. Nenhum deles vê um futuro em que as plataformas offshore desapareçam completamente, mas ambos argumentam que Portugal tem a chance de manter mais participantes dentro do seu sistema licenciado — desde que aprenda a se adaptar sem perder os seus valores fundamentais.

Duas opiniões de especialistas, um desafio

Estas são opiniões, não factos neutros. Vemos o mesmo panorama, mas de lados opostos do campo. Kane vê participantes frustrados em busca de rapidez e privacidade. Correia vê um sistema jurídico concebido para proteger tanto os cidadãos como o Estado.

Ambas as perspetivas revelam a mesma tensão: as leis escritas em 2015 estão em colisão com a realidade de 2025. A menos que Portugal modernize a sua abordagem, as plataformas sem KYC continuarão um passo à frente.

«A regulamentação é como as táticas no futebol», conclui Kane. «Se continuarmos a jogar com a mesma formação enquanto o adversário muda, perderemos.»

Correia responde: «No entanto, sem regras, não há jogo.»