A Orquestra do Distrito de Braga apresenta o seu Concerto de Ano Novo “Happy New Year at the Ópera”, no próximo dia 10 de janeiro, às 21:30, no Auditório do Forum Braga.
Integrado na programação “Braga é Natal”, este é o Concerto de Ano Novo que o Município de Braga oferece a todos, propondo um momento de celebração a toda a comunidade.
Sob a direção do Maestro Diogo Costa, o espetáculo contará com a participação de dois solistas de reconhecido mérito nacional e internacional: o tenor Leonel Pinheiro, músico bracarense com uma carreira relevante no panorama musical, junta-se à soprano ucraniana com raízes também em Portugal, Natalyia Stepanska, vencedora do programa “Got Talent” Espanha 2024, cuja qualidade vocal e presença em palco têm conquistado o público internacional.
Além de alguns momentos relativos à música habitualmente apresentada nesta época, este concerto especial propõe uma viagem pelo universo da ópera, reunindo algumas das árias e excertos mais emblemáticos do repertório operático, num ambiente festivo, ideal para marcar o início do novo ano.
A entrada é livre, estando sujeita ao levantamento prévio de bilhetes na bilheteira do Forum Braga. O Concerto de Ano Novo “Happy New Year at the Ópera” dirige-se ao público em geral e promete uma experiência memorável, onde a música, a celebração e a emoção se unem para dar as boas-vindas a 2026.
Fanny Magalhães, de 22 anos, é uma das vítimas mortais do incêndio na noite de passagem de ano na estação alpina de Crans-Montana, na Suíça, que provocou a morte a 40 pessoas e fez 119 feridos.
A jovem portuguesa, natural de Santa Maria da Feira, estava desaparecida. A sua morte foi confirmada pelo Governo português.
“O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirma e lamenta profundamente a morte da cidadã de nacionalidade portuguesa, Fany Pinheiro Magalhães, que estava desaparecida na sequência da tragédia ocorrida em Crans-Montana, na Suíça. Quer as autoridades suíças, quer o Estado português já apresentaram condolências à família”, referiu o Governo.
Tiago Ferreira, de 35 anos, natural de Barcelos, morreu este sábado na sequência de uma colisão entre a mota que conduzia e um carro, em Gandra, Esposende.
O barcelense, que residia em Fão, teve morte imediata. Os dois ocupantes da viatura ligeira foram assistidos no local.
À família enlutada, a Braga TV apresenta as mais sinceras condolências.
O SC Braga e o Estrela da Amadora empataram este sábado por 3-3, em jogo da 17.ª jornada da I Liga.
João Moutinho, aos 12′, de grande penalidade, Fran Navarro (51′) e Zalazar (64′) foram os autores dos golos dos Gverreiros do Minho, enquanto Kikas (16′), Jovane (69′) e Marcus (73′) marcaram pelo Estrela.
Com este empate, o Braga está no quinto posto da tabela com 27 pontos e o Estrela surge no 10.º lugar com 19 pontos.
A freguesia de Sobreposta, em Braga, viveu a Rota dos Presépios do Meu Lugar em Trator Iluminado, iniciativa que juntou tradição, criatividade e espírito comunitário.
O evento teve início com a concentração no adro da igreja, reunindo participantes e população num ambiente festivo e familiar. À população de Sobreposta juntaram-se as participações de pessoas de freguesias vizinhas e até do concelho de Famalicão.
Ao longo do percurso, os tratores decorados e iluminados surpreenderam quem assistiu, transformando as ruas da freguesia num verdadeiro cenário natalício. A iniciativa destacou-se pela originalidade e pela forte adesão da comunidade, reforçando a ligação entre o mundo rural e as celebrações de Natal.
Promovida pela Junta de Freguesia de Sobreposta, esta ação integrou-se na programação “Sobreposta é Natal” e afirmou-se como um momento de convívio intergeracional, valorizando as tradições locais e o envolvimento associativo.
A presidente da Junta de Freguesia, Elizabete Silva, sublinhou a importância do evento. “Foi muito gratificante ver a alegria das pessoas e o empenho de todos os que participaram. Esta iniciativa, que hoje até já capta a atenção de pessoas que não são de Sobreposta, demonstra a força da nossa comunidade e a capacidade que temos de criar momentos únicos, preservando as tradições e promovendo a união entre a população”, disse.
Quando um presidente anuncia que vai “governar” outro país: a Venezuela, a autonomia dos povos e o sonho imperial de Trump
(Até que…? E qual será o próximo?)
É essencial começar com uma clarificação honesta e inequívoca: não sou apoiante da política interna do actual regime venezuelano. Os erros, abusos, deriva autoritária, colapso económico e sofrimento imposto ao povo são reais, documentados e graves. Negá-los seria intelectualmente desonesto e moralmente irresponsável.
Mas reconhecer esses factos não implica aceitar que um país deixe de ser soberano, nem legitima que outra potência anuncie ao mundo que o irá governar.
Defender a autonomia, a independência e a autodeterminação da Venezuela não é defender um governo, é defender um princípio civilizacional.
1. “Governar até que… quando a crítica a um regime não justifica a tutela externa
Quando o presidente dos Estados Unidos afirma publicamente que os EUA irão governar a Venezuela “até que…”, não está a criticar um governo: está a suspender, na prática, a soberania de um Estado. E aqui reside a linha vermelha que não pode ser ultrapassada.
A Venezuela pode, e deve ser criticada pelos seus próprios cidadãos e pela comunidade internacional nos fóruns adequados. Mas nenhuma falha interna autoriza outro país a assumir o poder político sobre ela.
Governar não é ajudar. Governar não é mediar. Governar é mandar.
2. O perigo da lógica “não gostamos do regime, logo governamos”
Aceitar que uma potência externa governe um país porque o seu governo é considerado ilegítimo ou incompetente abre um precedente perigosíssimo. Hoje é a Venezuela. Amanhã será qualquer outro país cujo governo desagrade aos interesses dominantes.
A História mostra-nos que esta lógica raramente termina em liberdade. Começa com promessas de transição, estabilização e reconstrução, mas frequentemente termina em dependência, exploração e perda de dignidade colectiva.
Ser contra um regime não obriga a ser a favor da sua substituição por um tutor estrangeiro.
3. O fim da hipocrisia diplomática
Com Donald Trump, a linguagem deixa de ser dissimulada. Já não se fala apenas em “pressão internacional” ou “restauração democrática”. Fala-se, frontalmente, em governação externa.
É o abandono definitivo da ficção diplomática:
— a soberania passa a ser condicional;
— a autodeterminação torna-se revogável;
— o poder substitui o direito.
Não se trata de defender Caracas, mas de defender o princípio segundo o qual nenhum país tem mandato para governar outro.
4. A Venezuela não é um exemplo, é um aviso
Ao anunciar tutela sobre a Venezuela, os Estados Unidos enviam uma mensagem clara a toda a América Latina:
a independência existe enquanto for conveniente.
A Venezuela transforma-se num laboratório político do século XXI, onde se testa até que ponto o mundo aceita que a soberania seja suspensa em nome de critérios vagos como “normalidade”, “estabilidade” ou “interesse estratégico”.
Hoje diz-se “até que”. Mas quem define esse “até que”?
Quem avalia quando o país está “pronto”?
Quem garante que esse momento alguma vez chegará?
5. Não defender Maduro não é aceitar um império
É possível, e necessário sustentar três posições ao mesmo tempo, sem contradição:
Criticar o regime venezuelano pelas suas responsabilidades internas.
Solidarizar-se com o povo venezuelano, vítima de decisões políticas desastrosas.
Rejeitar frontalmente qualquer forma de governação externa.
Reduzir o debate a uma escolha binária, “ou apoias o regime, ou aceitas a intervenção”, é uma armadilha retórica que serve apenas quem quer concentrar poder.
A liberdade de um povo não nasce da imposição de outro.
6. “Qual país será o próximo?” deixa de ser uma provocação
Depois desta declaração, a pergunta torna-se inevitável e legítima. Se um país pode ser governado de fora “até que” cumpra critérios definidos por uma potência, então nenhum país está verdadeiramente seguro.
Basta:
desalinhamento político,
recursos estratégicos,
fragilidade económica,
ou uma narrativa conveniente.
O precedente está criado. E precedentes, quando não são travados, replicam-se.
7. A verdadeira questão é civilizacional
O que está em causa não é a defesa de um governo específico, mas a defesa de um mundo onde os povos escolhem os seus caminhos, errando ou acertando, mas aprendendo com a sua própria História.
Quando se normaliza a governação externa, substitui-se o direito pela força e a ética pela conveniência. E isso empobrece todos,binclusive quem governa.
A Venezuela precisa de mudança, sim.
Mas precisa, acima de tudo, de mudança soberana.
Podemos concluir que,
não apoiar a política do governo venezuelano não significa aceitar que outro país o governe. Pelo contrário: é precisamente porque acreditamos na liberdade, na maturidade e na dignidade dos povos que rejeitamos qualquer forma de tutela imperial.
Hoje é a Venezuela.
Amanhã poderá ser outro.
E quando a soberania deixa de ser um direito universal, passa a ser apenas um privilégio concedido pelos mais fortes.
O SC Braga desloca-se este sábado ao reduto da Estrela da Amadora para jogar a 17.ª jornada da I Liga. Na antevisão, Carlos Vicens destacou a qualidade do adversário, pelo que espera um jogo de “alta dificuldade”.
“É uma equipa de muito alta intensidade, no seu campo dificulta muito tudo e temos de estar muito bem para aproveitar as oportunidades que criarmos, ganhar os duelos e as segundas bolas, quando tivermos de defender e nas bolas paradas também temos de estar muito bem. Espero um jogo de alta dificuldade”, disse o treinador.
Nasci e cresci no Bairro Social das Andorinhas. Vivi aqui trinta anos da minha vida, e foi neste bairro que aprendi o verdadeiro significado de comunidade, entreajuda e resiliência. As Andorinhas são, e serão sempre, a minha casa.
Há cinco anos, tive o privilégio de ser convidado a assumir a coordenação dos projetos sociais da Associação de Moradores. Desde o primeiro dia, o objetivo foi claro: fazer do nosso bairro um exemplo de participação, solidariedade e transformação positiva.
Ao encerrar esta etapa e assumir novas funções como Secretário da Junta de Freguesia de São Vicente, faço-o com orgulho, emoção e sentido de responsabilidade. Tomei a decisão de deixar a coordenação dos projetos sociais por uma questão de ética e transparência, de modo a evitar qualquer potencial conflito de interesses entre o meu novo papel na Junta e a atividade da Associação, que pertence à mesma freguesia. Saio com a consciência tranquila de quem sempre colocou o interesse coletivo acima de qualquer outro.
Cinco anos de crescimento e mudança
As Andorinhas mudaram muito. O bairro cresceu, ganhou novas dinâmicas, mais espaços de encontro e, sobretudo, nova autoestima. Projetos como o “Bairros Saudáveis”, promovido pelo Governo, e o “Viva o Bairro”, dinamizado pela BragaHabit, foram marcos decisivos. Trouxeram investimento, criatividade e uma energia transformadora que se sente em cada rua, em cada vizinho e em cada gesto de partilha.
Estes projetos não se medem apenas em números ou obras, medem-se em vidas tocadas, oportunidades criadas e pontes construídas entre pessoas e instituições.
O reconhecimento que ultrapassa fronteiras
O trabalho das Andorinhas ultrapassou as fronteiras do bairro e da cidade. A presença do grupo Eurocities no nosso bairro, em junho passado, foi um momento de grande orgulho, ver líderes europeus conhecerem de perto a força de uma comunidade que se transforma por dentro é algo inesquecível.
E em outubro, com a participação no Parlamento Europeu, levamos o nome das Andorinhas e de Braga ainda mais longe, mostrando que o local pode inspirar o global.
Mas nada disto teria sido possível sem as pessoas certas. Quero agradecer à equipa da Associação de Moradores do Bairro das Andorinhas, pela dedicação e amizade; à BragaHabit, pela parceria e visão estratégica; e ao Município de Braga, pelo apoio e confiança em todos os momentos.
Termino como comecei: obrigado, Andorinhas. Por tudo o que me deram, por tudo o que construímos juntos e por me ensinarem que os bairros não são apenas lugares, são comunidades vivas, feitas de pessoas que acreditam que é possível mudar.
Saio da coordenação, mas levo comigo o orgulho de ser andorinhense e a vontade de continuar a servir a nossa comunidade, agora a partir de outro lugar, mas com o mesmo espírito de compromisso, ética e dedicação às Andorinhas e a São Vicente.