Os Bombeiros Voluntários de Vila Verde receberam um novo conjunto de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), numa iniciativa promovida pelo Município de Vila Verde que reforça as condições de segurança e operacionalidade da corporação.
A cerimónia decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho e contou com a presença do Ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, do Ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes, bem como da presidente da Câmara Municipal, Júlia Fernandes.
Nesta fase foram entregues 50 equipamentos destinados ao combate a incêndios estruturais e 50 conjuntos para operações de resgate e desencarceramento. No âmbito da candidatura aprovada pelo programa NORTE 2030, está ainda prevista a distribuição de equipamentos para combate a incêndios rurais, luvas especializadas e fatos impermeáveis.
O investimento global ronda os 400 mil euros e integra a estratégia municipal de reforço do sistema de Proteção Civil, procurando dotar os operacionais dos meios necessários para responder com maior eficácia aos diferentes cenários de emergência.
Durante a cerimónia, os vários intervenientes destacaram a importância de investir na segurança dos bombeiros, reconhecendo o papel essencial que desempenham ao serviço das populações. A autarquia sublinhou que esta medida representa também um sinal de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido diariamente pela corporação, frequentemente em contextos de elevado risco.
O comandante em exercício dos Bombeiros Voluntários de Vila Verde, Luís Morais, salientou que a diversidade de ocorrências enfrentadas pela corporação exige equipamentos adequados e atualizados, capazes de garantir maior proteção aos operacionais em missões que vão desde incêndios florestais a operações de desencarceramento e socorro em situações de intempérie.
A cidade de Braga volta a integrar a programação do XIII Festival de Polifonia Portuguesa, promovido pela Fundação Cupertino de Miranda, acolhendo dois concertos e um seminário dedicados à música polifónica dos séculos XVI e XVII.
A Basílica do Bom Jesus do Monte recebe, no dia 3 de julho, um seminário subordinado ao tema “O Barroco e a Polifonia em Portugal”, seguido, às 21:00, por um concerto dos Cupertinos e do grupo Contrapunctus.
Já no dia 9 de julho, a Basílica dos Congregados será palco de um concerto dos Cupertinos, marcado para as 19:00.
O festival decorre entre 2 e 12 de julho em várias cidades portuguesas, com o objetivo de promover o património musical renascentista e barroco em espaços de elevado valor histórico e arquitetónico.
A deputada da Iniciativa Liberal na Assembleia Municipal de Vila Verde, Andreia Leitão, solicitou esclarecimentos à Câmara Municipal sobre o projeto da ponte pedonal e ciclável sobre o rio Homem, financiado por fundos comunitários no âmbito do Portugal 2020.
Em requerimento dirigido à presidente da Câmara e ao presidente da Assembleia Municipal, a eleita liberal refere que “a obra, que representou um investimento superior a 480 mil euros e pretende ligar os concelhos de Vila Verde e Amares, continua sem estar concluída nem disponível para utilização pública”.
Entre as questões colocadas, a deputada pretende saber “quais os motivos para o atraso da empreitada, qual o estado atual de execução do projeto” e se “existe risco de devolução total ou parcial do financiamento europeu atribuído”.
Andreia Leitão pede ainda informações sobre “as relações institucionais entre os municípios de Vila Verde e Amares relativamente à conclusão da infraestrutura”, bem como sobre “os indicadores de execução e impacto definidos para o projeto”.
A eleita da Iniciativa Liberal solicita que “os esclarecimentos sejam prestados por escrito, no âmbito das competências de fiscalização da Assembleia Municipal”.
O claustro do Museu Alberto Sampaio, em Guimarães, volta a ser palco de arte contemporânea com a inauguração da exposição “Universo Abissal”, da artista espanhola Idoia Cuesta. A abertura está marcada para o dia 26 de junho, às 21:00, integrando mais uma edição da iniciativa Museu à Noite.
A exposição apresenta um conjunto de obras que exploram a transformação de materiais associados à atividade piscatória, nomeadamente filamentos de nylon utilizados em artes tradicionais de pesca. A partir destes elementos, a artista desenvolveu um trabalho de investigação e experimentação que resultou em peças escultóricas de caráter orgânico, inspiradas nos ecossistemas e organismos das profundezas marinhas.
Natural do País Basco e atualmente residente na Galiza, Idoia Cuesta é uma referência internacional na área da cestaria contemporânea e da criação têxtil. O seu percurso artístico distingue-se pela combinação de técnicas artesanais ancestrais com abordagens contemporâneas, explorando a relação entre matéria, território e sustentabilidade. O seu trabalho foi reconhecido com importantes distinções, entre as quais o Prémio Nacional de Artesanato de Espanha, em 2014, e o Prémio de Artesanato da Galiza, em 2021.
“Universo Abissal” resulta de uma reflexão sobre o potencial criativo de materiais pouco convencionais e da sua capacidade de gerar novas narrativas visuais. A exposição convida os visitantes a mergulharem num universo inspirado pelo oceano, onde formas, texturas e volumes evocam paisagens e criaturas do imaginário marinho.
Promovido pelo Museu Alberto Sampaio desde 2001, o programa Museu à Noite prolonga o horário de funcionamento do espaço durante os meses de verão, proporcionando ao público o contacto com propostas de arte contemporânea em ambiente noturno. A edição deste ano é desenvolvida em parceria com a CONTEXTILE – Bienal de Arte Têxtil Contemporânea.
A entrada será gratuita no dia da inauguração. A exposição poderá ser visitada até 6 de setembro, de terça-feira a sábado, entre as 18:00 e a meia-noite, e aos domingos das 18:00 às 20:00.
A escoliose idiopática do adolescente (EIA) é uma patologia que afeta entre 2 a 4 por cento da população mundial. É caracterizada por uma inclinação lateral da espinha dorsal, com rotação das vértebras. Apesar de ser mais notório o desvio da coluna para um dos lados, a escoliose é uma deformidade tridimensional da coluna, com rotação e desvio em vários planos. A EIA é mais frequente entre o sexo feminino, sobretudo antes da primeira menstruação. Apesar de os rapazes também poderem vir a desenvolver esta patologia, a ocorrência é bem menos frequente.
Ainda que, na maioria dos casos, a causa seja idiopática (que significa de causa desconhecida, embora saibamos que terá a ver com um determinismo genético ainda não identificado), pode ter outras causas como neurológicas, congénitas, do tecido conjuntivo e outras. A escoliose idiopática pode ainda ser infantil (< 3 anos), juvenil (3 – 10 anos) e do adulto e pode ainda ser “de novo” em adultos habitualmente na 5ª década que não sofriam desta patologia
Na EIA há quem acredite que o peso das malas e mochilas pode potenciar o surgimento desta patologia, o que é errado. O transporte de mochilas e malas, ainda que possam aumentar a quantidade de stress na coluna vertebral, devido ao peso excessivo, a utilização das mesmas não é o principal fator de desenvolvimento de escoliose. O máximo que pode acontecer é que a dor sentida aumente. Vários estudos comparativos entre crianças que usam mochila em apenas um ombro com as que não usam mochila, revelaram que a incidência de escoliose é igual em ambas.
No entanto, pode sim existir uma relação entre o peso das malas e algumas alterações de postura. Por forma a que não haja um comprometimento da coluna, recomenda-se que o peso carregado não ultrapasse 10 por cento do peso corporal.
Os principais sinais de alerta são os ombros a alturas diferentes, um lado da anca mais levantado do que o outro, inclinação do corpo para um dos lados e proeminência da grelha costal (gibosidade ou bossa torácica) ao fletir a coluna para a frente. Por vezes, a escoliose pode ser facilmente confundida com a desigualdade do comprimento das pernas, sendo estes casos uma das causas de atitude escoliótica e não escoliose, na qual temos para além da curvatura da coluna uma rotação das vértebras.
As escolioses que se encontram entre os 10 graus e os 20-25 graus (Ângulo de Cobb) apenas necessitam de vigilância regular até à conclusão do crescimento da coluna vertebral. Porém, quando temos uma curvatura entre 20-25 e 40-45 graus, pode ser recomendada a utilização de um colete para impedir que a curva se agrave. As curvas com mais de 45 graus têm habitualmente indicação cirúrgica.
Relativamente ao tratamento da escoliose, este deve ser personalizado e individualizado, consoante a gravidade da situação. O problema mais importante relacionado com a escoliose é a progressão da deformidade e os efeitos colaterais resultantes, como distúrbios respiratórios e dor.
A fisioterapia, osteopatia, exercícios de alongamento ou reforço das cadeias musculares, não têm validação científica quanto à correção da curva. No entanto são importantes quando pensamos em atitudes escolióticas e correções posturais, o que é diferente das verdadeiras escolioses. Nestas, para além da inclinação lateral do tronco temos ao mesmo tempo a rotação da coluna no seu eixo vertical, que corresponde clinicamente ao aparecimento da gibosidade ou bossa torácica dorsal.
As ortóteses, recomendadas entre os 20-40 graus, têm como principal objetivo que a curva não progrida com o crescimento da adolescência. Podem ser de vários tipos, sendo os mais comuns os coletes de Boston, Providence e Charleston. Os dois primeiros são habitualmente usados 23 horas por dia, podendo em alguns casos aplicar-se o colete de Charleston apenas durante o período noturno.
Na EIA apenas é aconselhada a cirurgia nos casos graves, com curvas superiores a 40-45º, recorrendo-se a anestesia geral e a um período de internamento que varia entre quatro a sete dias. É uma cirurgia que se realiza habitualmente com monitorização neurológica, sendo colocado no paciente implantes de titânio que permitem a correção da deformidade em 70 a 80% do ângulo pré-operatório. No início da 4ª semana da data da cirurgia podem retomar as suas atividades escolares, recomendando-se atividades físicas sem contacto físico a partir das 6 semanas e sem restrições do desporto escolar a partir dos 4 meses. Existem técnicas recentes de não fusão das vértebras (“Tethering)”, permitindo a mobilidade no segmento operado. Recorrem a bandas em vez de barras, sendo, contudo, uma técnica que ainda não tem o seguimento de anos pós-operatórios suficientes para se encontrar validada e ser consensual na comunidade científica.
Os outros tipos de escoliose, que não a EIA, têm tratamentos específicos caso a caso, necessitando de um tratamento personalizado a ser encetado por um Cirurgião de Coluna (Ortopedista ou Neurocirurgião) ou um Fisiatra.
Para mais informações sobre patologia da coluna vertebral, visite www.sppcv.pt.
O Município de Braga informou que a circulação automóvel na Rua do Carmo será temporariamente interrompida no próximo dia 22 de junho, devido à realização de trabalhos na rede pública de drenagem de águas pluviais.
A intervenção consiste na execução de uma vala destinada à instalação de um ramal de ligação à rede pública, tornando necessária a proibição da circulação de veículos naquela artéria durante o período das obras.
O condicionamento estará em vigor entre as 08:00 e as 18:00, sendo recomendado aos condutores que utilizem percursos alternativos durante esse período.
A autarquia apela à compreensão dos munícipes pelos incómodos causados, sublinhando que a intervenção visa melhorar as infraestruturas de drenagem e o funcionamento da rede de águas pluviais na zona.
O Conselho Geral da Universidade do Minho (UMinho) realiza na próxima sexta-feira, 19 de junho, uma sessão plenária aberta ao público, que terá lugar às 10:00, no Salão Nobre da Reitoria, no Largo do Paço, em Braga. A reunião poderá também ser acompanhada em direto através do canal oficial da universidade no YouTube.
Entre os principais pontos da ordem de trabalhos destaca-se a apresentação do Plano de Internacionalização da instituição, documento estratégico que visa reforçar a projeção internacional da academia minhota, bem como a análise do Relatório de Atividades e Contas Consolidadas.
A sessão contempla ainda a apreciação dos relatórios de atividades do Conselho de Ética e do Provedor Institucional, além da apresentação do projeto de requalificação de espaços no campus de Gualtar, uma intervenção que pretende melhorar as condições de utilização e funcionalidade das infraestruturas universitárias.
O Conselho Geral é o órgão máximo de governo e decisão estratégica da Universidade do Minho, sendo responsável por matérias fundamentais para a definição do rumo da instituição. Atualmente, é composto por 23 membros, incluindo representantes dos professores e investigadores, estudantes, pessoal técnico, administrativo e de gestão, bem como personalidades externas de reconhecido mérito.
A presidência deste órgão é assegurada por Maria da Assunção Raimundo, eleita entre os membros externos do Conselho Geral.
A abertura da reunião à participação pública reforça o compromisso da Universidade do Minho com a transparência e o envolvimento da comunidade académica e da sociedade civil nos processos de governação da instituição.
A Casa de Lamas acolhe, na próxima quarta-feira, dia 17 de junho, pelas 14:30, a inauguração da exposição “Raízes (1)”, da autoria de Ângelo Francisco Soares, uma mostra dedicada à escultura em madeira e inspirada na natureza e nas tradições de Vieira do Minho.
Natural de Eira Vedra, Ângelo Francisco Soares nasceu em 1966 e dedica atualmente grande parte do seu tempo à criação artística em madeira. Já reformado, encontrou nesta atividade uma forma de expressão que transforma materiais recolhidos nas terras e serras do concelho em peças únicas, marcadas pelo detalhe, criatividade e respeito pela matéria-prima.
A exposição apresenta um conjunto de obras produzidas através de técnicas como a pirogravura e a aplicação de resina, processos que permitem realçar a beleza natural da madeira e conferir identidade própria a cada criação. Sob o lema “Da madeira trabalha, da madeira transforma”, a mostra pretende partilhar o percurso artístico do autor e homenagear todos aqueles que o apoiaram ao longo dos anos.
A sessão inaugural contará também com uma atuação da Universidade Sénior de Vieira do Minho, seguindo-se um Porto de Honra aberto aos participantes.
O Grupo Érre, sediado em Esposende, anunciou a criação de uma nova joint venture no Kosovo, em parceria com a University for Business and Technology (UBT), uma das mais prestigiadas instituições académicas daquele país. A nova estrutura, denominada Grupo Érre Balcãs, ficará sediada em Pristina e representa mais um passo na estratégia de internacionalização da empresa.
A operação arrancará com uma equipa inicial de cerca de 100 colaboradores, maioritariamente ligados à área das tecnologias da informação, reforçando a presença internacional do grupo e a sua capacidade de atuação num mercado em crescimento.
Segundo o CEO do Grupo Érre, Ramiro Brito, o principal objetivo desta parceria passa por alargar o acesso a conhecimento especializado e reforçar os recursos humanos qualificados da organização. Numa primeira fase, a aposta estará centrada na área da cibersegurança, considerada estratégica para o desenvolvimento tecnológico da empresa.
A colaboração com a UBT pretende ainda fomentar a partilha de conhecimento entre o meio académico e empresarial, promovendo a qualificação de talento e o desenvolvimento de competências multidisciplinares capazes de responder aos desafios de um mercado global cada vez mais competitivo.
Além da componente tecnológica, o Grupo Érre pretende criar uma unidade de investigação e desenvolvimento dedicada às três áreas de atuação da organização: Tecnologias de Informação, Planeamento e Consultoria Ambiental, e Comunicação, Marketing e Estratégia.
A nova presença em Pristina permitirá igualmente reforçar a proximidade a mercados estratégicos da região dos Balcãs, criando novas oportunidades de colaboração, crescimento e desenvolvimento de negócio.
Para Ramiro Brito, esta parceria representa “um passo estratégico na consolidação da presença internacional” da empresa, defendendo que a ligação entre conhecimento académico, talento e visão empresarial é essencial para gerar inovação e criar valor sustentável.
O Município de Barcelos voltou a ser distinguido pela Federação Nacional das Associações Juvenis (FNAJ) com o selo “Município Amigo da Juventude – Categoria 5 Estrelas”, renovando a classificação máxima atribuída no âmbito da Rede Nacional de Municípios Amigos da Juventude.
A distinção, agora válida até 2028, reconhece o compromisso da autarquia na implementação de políticas de juventude orientadas para a participação, inclusão e envolvimento ativo dos jovens na vida da comunidade.
A atribuição do selo de 5 estrelas resulta do cumprimento integral dos critérios definidos pela FNAJ para a avaliação das políticas municipais de juventude, distinguindo os municípios que desenvolvem estratégias consistentes, estruturadas e sustentáveis nesta área.
Recorde-se que Barcelos integrou, em 2025, o grupo restrito de autarquias distinguidas com a classificação máxima da Rede Nacional de Municípios Amigos da Juventude, um reconhecimento que agora é renovado para mais um ciclo de avaliação.
Para o Município, esta distinção representa a valorização do trabalho desenvolvido em articulação com associações juvenis, instituições locais e jovens do concelho, consolidando uma estratégia que aposta na participação cívica, na capacitação e na criação de oportunidades para as novas gerações.
A renovação do selo reforça ainda o posicionamento de Barcelos como um concelho atento às necessidades e aspirações dos jovens, promovendo políticas de proximidade e projetos que incentivam a cidadania ativa, a criatividade e o desenvolvimento pessoal e comunitário.