O presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, reuniu ontem com os presidentes de Junta e das Uniões de Freguesias do Concelho.
Segundo a Autarquia, este encontro de trabalho “reforçou a proximidade, o diálogo permanente e a cooperação institucional entre o Município e o poder local de base territorial”.
A reunião teve como principal objetivo “ouvir diretamente os autarcas de freguesia, identificar necessidades concretas de cada território e alinhar prioridades de intervenção, num exercício de governação assente na proximidade e na resposta eficaz aos problemas reais das populações”.
João Rodrigues sublinhou que “o Município de Braga mantém uma relação de total abertura e colaboração com todas as Juntas e Uniões de Freguesias, independentemente da sua cor partidária, colocando sempre o interesse dos Bracarenses no centro da acção política”. “As freguesias são parceiros fundamentais na construção de um Concelho mais coeso, equilibrado e com melhor qualidade de vida para todos”, afirmou.
Durante o encontro, foram abordados diversos temas relacionados com investimentos municipais, manutenção e melhoria do espaço público, equipamentos, mobilidade, apoio social e outras áreas consideradas “prioritárias” pelos presidentes de Junta, tendo em conta as especificidades e desafios de cada freguesia.
O presidente da Câmara reiterou o compromisso do executivo municipal em “continuar a investir de forma criteriosa e justa”, garantindo que “os recursos disponíveis são aplicados de acordo com as necessidades concretas de cada território, reforçando a coesão territorial e promovendo um desenvolvimento harmonioso de todo o concelho”.
José Ferraz, mandatário no distrito de Braga da candidatura de António Filipe à Presidência da República, contactou com os trabalhadores da TUB-EM.
“É preciso defender os serviços públicos, e essa salvaguarda passa pela valorização dos trabalhadores e defesa dos seus postos de trabalho. António Filipe é o candidato que tem uma vida dedicada à defesa dos direitos dos trabalhadores, pelo que não podíamos deixar de marcar esta presença”, disse o mandatário.
Na estação ferroviária de Braga, o contacto com a população salientou “a necessidade de uma candidatura à Presidência da República que faça frente à política de direita e ao empobrecimento de quem trabalha”.
“Estas pessoas, que acordam cedo e põem todos os dias o país a funcionar, precisam de um Presidente da República que esteja do seu lado, que conheça as dificuldades de quem trabalha e não aceite os baixos salários e a diminuição do poder de compra como uma inevitabilidade”, referiu José Ferraz.
Segundo José Ferraz, “a candidatura de António Filipe continua a ganhar apoios e a crescer no distrito de Braga, bem como no resto do país”. “Dia 18 de Janeiro é o povo português que decide – é pelo Povo, por Abril e por Portugal que esta candidatura se guia. António Filipe é o candidato dos trabalhadores e a sua candidatura faz falta a Portugal e ao povo, para pôr um travão às injustiças de que é alvo”, concluiu o mandatário.
A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima entregou o Prémio APAV para a Investigação 2025 às investigadoras Marlene Matos, Ana Costa, Beatriz Simões e Maria Vale, da Escola de Psicologia da Universidade do Minho (UMinho), pelo trabalho “Crime de perseguição em Portugal: Da evidência das decisões judiciais à ação para proteger as vítimas”.
A cerimónia teve lugar na sede da APAV, em Lisboa e contou com a presença de José Fontes, presidente do júri, João Lázaro, presidente da APAV, e Angélica Aires, representante da Fundação Montepio, mecenas do galardão. Este prémio, já na sua 11ª edição, distingue trabalhos de investigação alinhados com a missão da APAV, valorizando contributos nas áreas da vitimologia, justiça e apoio social que reforçam as respostas às vítimas de crime em Portugal.
54% dos casos de perseguição analisados resultaram em condenação
O estudo laureado analisou 297 decisões judiciais transitadas em julgado pelo crime de perseguição (stalking), proferidas entre 2016 e 2025. A maioria das ocorrências combinou comportamentos presenciais e online (stalking e cyberstalking), apontam as autoras. Sobre o desfecho dos processos analisados, 54% resultaram em condenação. Registou-se também a atribuição de pena suspensa (47%), multa (42%), prisão (10%) e trabalho comunitário (1%). Cerca de 11% das situações foram arquivadas por desistência.
As investigadoras concluíram que a maioria das vítimas de stalking era mulher, sobretudo alvo de ex-parceiros íntimos e, na vertente online, alvo de conhecidos e de desconhecidos. Os “episódios” de perseguição variaram entre um mês (27%), até seis meses (38%), mais de um ano (12%) e até dois anos (23%). Quanto às motivações para o crime, a mais recorrente foi a intenção de provocar mal-estar psíquico e físico na vítima, seguida da tentativa de estabelecer ou retomar uma relação amorosa e, ainda, de constranger ou persuadir a vítima. No caso apenas do stalking, o cenário mais comum era o autor ter sido rejeitado, estar ressentido ou em busca de intimidade.
“Estamos honradas com esta distinção, o nosso estudo é uma janela importante para conhecermos a realidade nacional e para sensibilizar a sociedade para um tema que está na ordem do dia”, referiu a coordenadora do trabalho, Marlene Matos, que é também professora, psicoterapeuta, perita forense e supervisora de estudos sobre vitimologia e o sistema de justiça. As autoras deixaram ainda várias recomendações, como reforçar os estudos científicos sobre o tema, criar programas de intervenção para ofensores, melhorar a monitorização das medidas de afastamento e adotar respostas de apoio mais centradas na vítima, com avaliação de risco e valorização da prova testemunhal e digital.
A iniciativa solidária “Árvore dos Sorrisos” voltou a reunir, nesta quadra natalícia, os colaboradores da AGERE, que este ano associaram a ação à Cáritas de Braga, instituição com um papel relevante no apoio de emergência, no acolhimento de vítimas de violência e no acompanhamento de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade.
O contributo reunido pela AGERE foi destinado ao Projeto B!Equal – E9G, resposta dirigida a crianças e jovens entre os 1 e os 17 anos, que promove a igualdade de oportunidades através do apoio ao estudo, do desenvolvimento de competências pessoais e sociais, da mediação familiar e comunitária e da realização de atividades lúdicas e formativas. O projeto trabalha diariamente para favorecer a inclusão, a participação ativa e o bem-estar dos seus destinatários.
No âmbito desta iniciativa, os jovens apoiados colocaram os seus pedidos na Árvore de Natal e cada desejo foi apadrinhado por colaboradores da AGERE. A entrega dos bens traduziu-se num gesto de proximidade e atenção às necessidades identificadas pela instituição parceira.
A AGERE deixou o agradecimento “a todos os colaboradores que se associaram a esta ação e que contribuíram para que, mais uma vez, a Árvore que Dá Sorrisos se tornasse um ponto de encontro entre quem pode ajudar e quem mais precisa, reforçando o papel da comunidade na resposta social local”.
No âmbito dos trabalhos previstos na empreitada da Residência Universitária Confiança, em São Victor, em Braga, vão ser implementadas medidas de trânsito.
A partir do dia 2 de janeiro de 2026, e pelo prazo estimado de três semanas, será interdito o trânsito automóvel no troço da Rua Quinta da Armada compreendido entre a Rua Nova de Santa Cruz e a Rua Nova da Fábrica.
“A decisão resulta da regularização do fornecimento de materiais necessários à normal continuação dos trabalhos da obra da nova Residência Universitária”, refere a Câmara de Braga.
Foi detido o suspeito de assassinar a idosa, de 71 anos, na freguesia de Adaúfe, em Braga.
Segundo a Polícia Judiciária, o detido, de 50 anos, reside na mesma freguesia e “frequentava esporadicamente a casa da vítima fazendo pequenos trabalhos ou recados”.
A idosa tinha sido morta na terça-feira. “Das diligências imediatas e ininterruptas, realizadas pelo Departamento de Investigação Criminal de Braga da PJ, que dirige a investigação, resultaram fortes indícios da autoria dos factos por parte do suspeito, o qual, após cumprimento de busca domiciliária, judicialmente determinada e realizada em sua casa, foi detido fora de flagrante delito”, afirma a PJ.
O detido vai ser presente ao Tribunal de Guimarães para aplicação das medidas de coação.
O Município de Vieira do Minho promoveu, nos dias 17 e 18 de dezembro, o Concerto de Natal e os almoços de Natal com os seniores do concelho, iniciativa que contou com o apoio do CLDS, no âmbito do projeto Vieira a Crescer CLDS 5G, eixo 4 – Arte para Todos.
O Concerto de Natal, organizado pelo Município de Vieira do Minho com o apoio do CLDS, realizou-se na Igreja Paroquial de Vieira do Minho e ficou marcado por uma mensagem de inclusão e participação comunitária. O evento contou com a integração ativa dos utentes do CACI – Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão, que se juntaram à Universidade Sénior, ao Grupo de Cantares do Município, à Associação do Conhecimento e das Artes de Rossas e a vários músicos convidados, num momento cultural intergeracional, onde a diversidade e a partilha estiveram em destaque.
Para além do seu valor artístico e simbólico próprio da época natalícia, o concerto contribuiu para “sensibilizar a comunidade para a importância do respeito, da igualdade e do combate a qualquer forma de discriminação dirigida a pessoas em situação de vulnerabilidade”.
Paralelamente, nos dias 17 e 18 de dezembro, realizaram-se os almoços de Natal destinados aos Centros de Convívio e Lazer e às IPSS do concelho, que tiveram lugar na Quinta do Farejal. Estes momentos de convívio reuniram cerca de 900 seniores e contaram com a presença do executivo vieirense e incluíram a oferta de uma lembrança a todos os participantes, reforçando o espírito de proximidade e valorização da população sénior.
“A iniciativa destacou-se pela promoção da inclusão social, pelo combate a qualquer forma de discriminação e pela valorização da cultura enquanto instrumento de integração, reforçando o compromisso do Município de Vieira do Minho com uma sociedade mais justa, solidária e inclusiva”, refere a Autarquia.
Barcelos foi o concelho do país onde mais pessoas deixaram de ser sem-abrigo, em 2024, de acordo com os resultados do Inquérito de Caracterização das Pessoas em Situação Sem-Abrigo, ontem divulgado.
Segundo a Câmara de Barcelos, esta conclusão “é o resultado de uma intervenção especializada a vários níveis, baseada num trabalho em rede, com destaque para o projeto “Um Teto para Todos”, uma parceria estratégica entre o Município de Barcelos, o Grupo de Acção Social Cristã (GASC), o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) e o Instituto da Segurança Social (ISS)”.
De acordo com o presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Mário Constantino Lopes, “o sucesso do apoio à população sem-abrigo no concelho só tem sido possível graças a uma forte rede social de apoio de diversas instituições, em particular o próprio Município e o GASC, que tem uma vasta experiência neste fenómeno”.
O projeto “Um Teto para Todos” procura “proporcionar um contexto habitacional por tempo indeterminado aos sem-abrigo, através do recurso a casas partilhadas. Atualmente, estão em funcionamento seis apartamentos, que albergam 22 utentes”.
“Três daqueles apartamentos pertencem ao IHRU, sendo a renda assegurada na totalidade pela Câmara de Barcelos”, explica Mário Constantino Lopes. “Outros dois apartamentos estão arrendados ao mercado privado, recebendo também um apoio à renda por parte do Município, que cede ainda um outro apartamento para o mesmo efeito, localizado no Bairro Santa Marta”, acrescenta.
Barcelos tem, ainda, mais oito apartamentos a funcionar com base num modelo de sucesso por toda a Europa: o Housing First. Nessas habitações encontram-se, atualmente, integrados sete utentes. Também neste caso, a Câmara de Barcelos assume o pagamento da renda de oito apartamentos, no valor de cerca de 47 mil euros, além de ceder para estas respostas um apartamento do Município.
“De realçar que, na reunião de Câmara da próxima segunda-feira, será apresentado para aprovação um projeto de reconversão e ampliação da Escola Básica do Bairro Primeiro de Maio, tendo em vista a criação de um Centro de Alojamento Temporário, no âmbito de uma candidatura aprovada ao PRR – Bolsa Nacional de Alojamento Urgente e Temporário, com um valor base de obra de 2,3 milhões de euros e um prazo de execução previsto de nove meses”, revela o presidente da autarquia. “Este projeto visa complementar as respostas em rede que temos já disponíveis em Barcelos”, acrescenta.
Mário Constantino Lopes realça, ainda, a criação pelo Município, em agosto de 2023, da “BarcElos d’Abrigo, uma equipa especializada constituída por quatro técnicos e um educador de pares, num investimento que ascende a cerca de 103 mil euros”.
“Isto é a prova de que o Município de Barcelos não deixa cair projetos especializados na intervenção no fenómeno das pessoas em situação de sem-abrigo, mesmo após o fim dos fundos comunitários”, sublinha o autarca.
“Hoje, este projeto assume-se como uma equipa de gestores de caso, que, através do trabalho em rede, potencia esta intervenção local, envolvendo parceiros formais e informais da própria comunidade”, explica Mário Constantino Lopes.
Acrescenta, ainda, que “esta equipa tem apoiado, também, na proposta de várias medidas específicas para a evolução da intervenção neste fenómeno, que concorrem para os objetivos da Estratégia Nacional para a Integração de Pessoas Sem-Abrigo 2025-2030”.
O presidente da Câmara de Barcelos sublinha, por outro lado, que “esta intervenção é absolutamente essencial no controlo do número de pessoas que se encontram sem teto, em situações de elevada complexidade, marcadas por histórias de vida pautadas pelo trauma e por uma profunda vulnerabilidade social”.
Mário Constantino Lopes destaca, também, a importância da articulação com as equipas do SAAS – Serviço de Acompanhamento e Atendimento Social, agora sob a tutela da autarquia. “Estas equipas têm, igualmente, um papel muito importante, pois todos os recursos existentes devem estar articulados, não se podendo trabalhar neste fenómeno de forma isolada”, refere.
“Todas estas respostas de acolhimento especializado, partilhado ou individual, de intervenção no terreno e de SAAS, potenciam o grande trabalho de rede do Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo local juntamente com outros parceiros estratégicos”, sublinha o autarca.
O objetivo é, por isso “continuar a percorrer este caminho, prosseguindo com uma cultura de investimento na intervenção especializada no fenómeno dos sem-abrigo e aproveitando o conhecimento de entidades com experiência acumulada nesta área”. Tal permitirá, segundo Mário Constantino Lopes, “potenciar medidas, estratégias e projetos centrados na inovação e numa intervenção muito mais à medida, do que propriamente nos modelos convencionais”.
À data de hoje, no concelho de Barcelos estão identificadas 36 pessoas sem casa e que se encontram alojadas nas respostas disponíveis, 102 em situação de risco (vulnerabilidade e possibilidade de reincidência) e três sem teto (na rua).