Luís Montenegro reafirmou o apoio de Portugal à Ucrânia, quatro anos após a Rússia ter invadido aquele país.
O primeiro-ministro deixou uma mensagem de solidariedade ao povo ucraniano, destacando a resiliência daquele povo “na defesa da liberdade, da justiça e dos valores democráticos”, sublinhando que “Portugal tem estado ao lado do país desde a primeira hora, através de apoio político, humanitário e financeiro, bem como no quadro da resposta concertada da União Europeia e dos seus aliados”.
Luís Montenegro reiterou que “a agressão militar da Rússia constitui uma grave violação do direito internacional e dos princípios consagrados na Carta das Nações Unidas”, defendendo “a necessidade de uma resposta internacional firme e unida na defesa da soberania e da integridade territorial da Ucrânia”.
O Hospital de Braga viu reconhecidos, pela Direção-Geral da Saúde, os resultados alcançados na implementação do projeto Stop Infeção 2.0, que permitiu reduzir em 50% a incidência de infeções hospitalares na instituição.
Este desempenho traduziu-se, no período de vigência do projeto, na estimativa de 177 infeções hospitalares evitadas, cerca de 16 mortes prevenidas, mais de 1550 dias de internamento poupados e uma redução de custos na ordem de 1,6 milhões de euros.
A distinção foi atribuída no passado dia 19 de fevereiro, numa sessão solene que decorreu na Alfândega do Porto, após a Unidade Local de Saúde de Braga ter cumprido a meta definida para 2025, que previa a redução de 50% do número de infeções hospitalares.
“O programa promoveu a educação dos profissionais, bem como a implementação consistente de medidas comportamentais seguras. Ao reduzir infeções, estamos a criar um ciclo virtuoso que contribui para a diminuição do consumo dos antibióticos e a resistência antimicrobiana; diminuição dos dias de internamento e do consumo de recursos hospitalares e comunitários”, afirma Joana Alves, Coordenadora da UL-PPCIRA da ULS Braga.
A responsável sublinha ainda que “estes resultados demonstram que a mudança sustentada de práticas, alicerçada no envolvimento das equipas e na monitorização contínua de indicadores, tem um impacto real na qualidade dos cuidados prestados ao doente e na eficiência do sistema de saúde”.
O Hospital de Braga integrou o projeto em 2022, tendo constituído um grupo de trabalho multidisciplinar que envolveu profissionais de diversos serviços, nomeadamente Medicina Intensiva, Medicina Interna, Ortopedia, Cirurgia Geral e Bloco Operatório. A intervenção incidiu na reorganização de fluxos de trabalho, na adoção de boas práticas clínicas e na consolidação de comportamentos preventivos, com impacto direto na segurança do doente.
O projeto Stop Infeção Hospitalar – Stop Infeção 2.0 é uma iniciativa do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência a Antimicrobianos da Direção-Geral da Saúde (PPCIRA/DGS), em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian e com orientação técnico-científica do Institute for Healthcare Improvement, que visa reforçar a cultura de segurança e a qualidade assistencial nas instituições de saúde.
O ensino médico tradicional privilegia o reconhecimento das patologias mais prevalentes, seguindo uma lógica de probabilidade estatística. Somos treinados para identificar o comum. Contudo, o Dia Mundial das Doenças Raras, assinalado a 28 de fevereiro, desafia-nos a inverter essa lógica: recorda-nos a urgência de reconhecer, valorizar e cuidar da exceção.
Segundo a definição europeia, considera-se rara a doença que afeta menos de 1 em cada 2.000 pessoas. Ainda assim, a epidemiologia revela uma realidade de grande magnitude. No seu conjunto — existem mais de 7.000 patologias identificadas — as doenças raras deixam de ser um fenómeno residual para assumirem a dimensão de um verdadeiro problema de saúde pública global. Estima-se que cerca de 300 milhões de pessoas vivam com uma destas condições em todo o mundo. Em Portugal, esta realidade abrangerá entre 600 e 800 mil pessoas.
A sua caracterização exige um olhar diferenciado e permanentemente atualizado. A literatura internacional aponta dados que merecem reflexão: cerca de 72% das doenças raras têm etiologia genética e aproximadamente 70% manifestam-se ainda na idade pediátrica.
Importa, porém, sublinhar que a história destas doenças não termina na infância. Graças aos avanços notáveis na medicina, na genética e nos cuidados de suporte, a esperança média de vida destes doentes aumentou de forma significativa. Hoje, a criança com doença rara cresce — e torna-se um adulto com doença rara. É neste ponto que emerge um dos maiores desafios do sistema de saúde: assegurar a continuidade de cuidados.
A transição dos serviços de Pediatria — tradicionalmente estruturados de forma muito protegida e multidisciplinar — para a medicina de adultos constitui, demasiadas vezes, um momento de rutura. O doente adulto, frequentemente portador de patologia multissistémica e complexa, pode ver os seus cuidados fragmentados por múltiplas especialidades, sem um fio condutor que integre a visão clínica.
Neste contexto, a Medicina Interna assume um papel central. Enquanto especialidade hospitalar de integração, o internista dispõe duma visão global necessária para articular informação dispersa, coordenar intervenções e centrar o cuidado na pessoa — e não apenas na soma dos órgãos afetados. O Núcleo de Estudos de Doenças Raras da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (NEDR/SPMI) defende que o acompanhamento destes doentes na idade adulta deve assentar numa abordagem integradora, evitando que se percam nos meandros do sistema.
Apesar dos avanços no conhecimento, persistem lacunas estruturais que importa ultrapassar. Para muitas famílias, o percurso até ao diagnóstico definitivo continua a assemelhar-se a uma verdadeira odisseia, marcada por incerteza, desgaste emocional e atrasos que podem comprometer intervenções precoces. Acrescem a escassez de opções terapêuticas específicas para grande parte destas patologias e a dispersão da informação clínica, fatores que continuam a constituir barreiras significativas.
Neste enquadramento, o NEDR/SPMI associa-se ao Dia Mundial das Doenças Raras colocando a equidade no centro da reflexão.
Equidade em saúde não significa tratar todos de forma idêntica. Significa reconhecer necessidades específicas e garantir respostas diferenciadas, adequadas à complexidade de cada situação. É imperativo assegurar acesso equitativo a diagnóstico precoce, a cuidados especializados e a centros de referência, independentemente da localização geográfica. Impõe-se uma rede de referenciação sólida, que conjugue proximidade e diferenciação, articulando cuidados locais com estruturas altamente especializadas.
Mas a equidade não se esgota no hospital. As doenças raras colocam também um desafio de cidadania. Exigem que a sociedade garanta oportunidades justas na escola, no emprego e na vida comunitária, combatendo o estigma, as barreiras arquitetónicas e o isolamento social que frequentemente acompanham a complexidade clínica.
A raridade estatística não pode continuar a significar invisibilidade. Não pode justificar atrasos, desigualdades ou resignação. Cada diagnóstico tardio é tempo perdido. Cada fragmentação de cuidados é uma oportunidade falhada. Cada obstáculo social é uma barreira que podemos — e devemos — remover.
O desafio que hoje se coloca é coletivo. Exige compromisso político, organização do sistema de saúde, investimento na investigação e formação contínua dos profissionais. Exige também uma sociedade mais informada, mais empática e mais inclusiva.
Cuidar da exceção é, afinal, uma medida da maturidade de um sistema de saúde e da humanidade de uma comunidade. Porque cada pessoa conta. Porque cada história importa. Porque cada vida — independentemente da sua raridade — tem um valor absoluto.
A celebração da Via Sacra vai realizar-se no Monte de Nossa Senhora da Franqueira, em Barcelos, no próximo domingo, 1 de março.
Esta caminhada religiosa irá percorrer os Calvários até ao Santuário Mariano.
As celebrações decorrem todos os domingos da Quaresma, a partir das 15:00, a começar no Convento dos Frades, junto à entrada da Franqueira pelo lado de Carvalhal.
A Comissão de Festas de São Roque, em Merelim São Paio, em Braga, está a convidar a população a saborear papas de sarrabulho no domingo, 1 de março, em regime take away.
As encomendas poderão ser efetuadas através dos contactos: 912 190 485, 917 645 558, 929 050 228.
“Já sabe o que vai haver ao almoço no dia 1 de março? Não deixe para a última — reserve já e garanta o sabor tradicional à sua mesa! ”, convidou os membros da Comissão de Festas.