A vereadora da Educação da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Fátima Moreira, procedeu à entrega dos certificados de participação às seis famílias que frequentaram o Programa de Formação Parental “Mais Família, Mais Jovem”, na Escola Básica do Ave, em Taíde.
Esta ação formativa foi promovida no âmbito da atuação do Gabinete de Apoio à Parentalidade do Município e decorreu naquela escola, em estreita colaboração com o Agrupamento de Escolas da Póvoa de Lanhoso.
As sessões realizaram-se entre outubro de 2025 e janeiro de 2026, em horário pós-laboral, tendo como público-alvo pais e mães de jovens com idades compreendidas entre os 11 e os 16 anos.
Fátima Moreira, responsável por estas áreas de intervenção, sublinhou “a importância e a prioridade atribuída a este tipo de iniciativas na agenda municipal de políticas orientadas para as famílias”, destacando o seu contributo para “a promoção da parentalidade positiva”.
Dirigindo-se aos pais e mães participantes, a vereadora reforçou que “estas ações ajudam a construir relações familiares mais equilibradas, promovendo um maior envolvimento parental, com um impacto muito positivo no desenvolvimento infantil mais saudável e num melhor desempenho escolar”.
Da avaliação realizada junto dos encarregados de educação, destacam-se como principais ganhos “a aquisição de maiores competências parentais, bem como elevados níveis de satisfação com o programa e com as estratégias de gestão parental promovidas”.
A nível individual, foram ainda salientadas melhorias na comunicação com os filhos e no funcionamento da própria família, assim como a valorização do espaço de partilha de problemáticas comuns entre os pais e mães que participaram.
Braga prepara-se para reviver o momento religioso mais impactante na cidade. A Semana Santa irá decorrer de 29 de março a 5 de abril e volta a contar com as seculares procissões que levam milhares de pessoas ao centro de Braga.
Além das procissões, a Semana Santa contará com um vasto programa religioso e cultural que integra o Lausperene Quaresmal, a Via Sacra,missas, concertos, exposições, conferências e animação de rua com os farricocos a fazerem parte desta celebração.
O cónego Avelino Amorim, presidente da Comissão da Semana Santa de Braga, falou da dimensão da Semana Santa na vida da cidade e na sua presença na rede europeia que tem ajudado a manter a centralização espiritual. “É uma oportunidade única de encontro de celebração da fé cristã”, começou por dizer.
O cónego sublinhou que a organização tem preparado uma segunda programação caso as condições climatéricas o exigirem. Na eventualidade de as procissões não poderem sair, haverá outras atividades que têm vindo a ser melhoradas ano após ano. “Estamos a trabalhar com a Proteção Civil ecom as forças de segurança, à semelhança do que fazemos todos os anos, para recebermoscom toda a dignidade, com toda a alegria, com toda a segurança quem nosvisita. Nos últimos anos, algumas adaptações que temosfeito têm vindo como proposta para respondermos a essas necessidades. Por exemplo,o alargamento do percurso das procissões, que desde há quatro ou cinco anos tem tido um percursoum pouco maior para podermos também distribuir melhor o número de pessoas que nos visitam. Estamos preparados, até porque estamos a trabalhar há muitosmeses com várias instituições para que, em conjunto, possamos assegurar esses requisitos”, referiu o cónego Avelino Amorim.
Por seu turno, João Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Braga, realçou a importância do apoio da Autarquia à Semana Santa para dar continuidade a esta tradição religiosa.
“Enquanto Autarquia, nós temos a obrigação de continuarmos a prestar todosaqueles que são os apoios que são necessários para que tudo se desenvolva da melhor maneira,não esquecendo que, para além da Semana Santa, ao longo de toda a Quaresma,há uma série de iniciativas que se vão reproduzindo e repetindo todos os anos emdiversas freguesias da cidade. É uma tradição quese vai vivendo em todo o território, não só no centro da cidade. Agradecemos a todas as instituições que têm vindo a colaborarna organização da Semana Santa e da Quaresma, a todas as empresas e às empresas municipais”, salientou o edil.
O autarca enalteceu a grandeza das celebrações que representam a identidade coletiva da cidade. “É uma oportunidade de mostrar a cidade, aquilo que somos e aquilo que conseguimos produzir enquanto comunidade”, expressou João Rodrigues.
Bernardo Reis, provedor da Santa Casa da Misericórdia, lembrou o crescimento que a Semana Santa de Braga tem vindo a ter ao longo dos anos, tanto a nível nacional, como internacional. “Os atos religiosos são intrínsecos à essência da Semana Santa”, frisou, anunciando que este será o seu último ano como provedor da Santa Casa da Misericórdia.
Por seu lado, Fernando Rodrigues, provedor da Irmandade de Santa Cruz, afirmou que a Semana Santa “é uma festa de Braga, para Braga e para o Mundo, sempre com foco na vivência, morte e paixão de Cristo”.
Também presente, Alberto Alves, presidente da Junta de Freguesia de São Victor, informou que a Procissão da Burrinha contará com cerca de 800 figurantes, com quadros bíblicos, num total de mil pessoas envolvidas na sua organização.
Daniel Vilaça, presidente da Associação Empresarial de Braga, espera que a Semana Santa volte a ter um grande impacto económico na cidade e ultrapassar os números de 2025, que contaram um máximo histórico de 14,6 milhões de euros, tendo expectativa que este ano possa ter um crescimento de 5 a 10%, ou seja, 16 milhões de euros.
Por fim, Marco Sousa, diretor operacional do Turismo Porto e Norte, deu conta que a Semana Santa é das celebrações que mais projeta Braga em termos internacionais. “A Semana Santa é única, e é por isso que a devemos promover pelo mundo fora”, sublinhou, enaltecendo o trabalho das diversas instituições que têm permitido essa projeção.
Como nos anos anteriores, os TUB voltam a ser parceiros da Semana Santa de Braga, com transportes a 1 euro para as principais procissões.
Braga volta a reviver aquele que é o momento de fé mais profundo na vida da cidade. As celebrações religiosas e culturais da Semana Santa de Braga vão decorrer de 29 de março a 5 de abril com um vasto programa para toda a comunidade e visitantes.
A programação da Semana Santa de Braga foi apresentada esta quinta-feira, na Sé Catedral, numa cerimónia que contou com a presença do cónego Avelino Amorim, presidente da Comissão da Quaresma e Solenidades da Semana Santa de Braga, João Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Braga, Bernardo Reis, provedor da Santa Casa da Misericórdia, Fernando Rodrigues, provedor da Irmandade de Santa Cruz, Alberto Alves, presidente da Junta de Freguesia de São Victor, Daniel Vilaça, presidente da Associação Empresarial de Braga, e Marco Sousa, diretor operacional do Turismo Porto e Norte.
A Procissão dos Passos sairá a 29 de março, Domingo de Ramos, às 17:00, com saída na Igreja de São Paulo em direção à Igreja de Santa Cruz, onde decorrerá o Sermão do Encontro.
O Cortejo Bíblico “Vós Sereis o meu Povo”, mais conhecido como a Procissão da Burrinha, tem data marcada para o dia 1 de abril, às 21:30, com saída da Igreja de São Victor.
A Procissão Ecce Homo acontece a 2 de abril, às 21:30, com saída da Igreja da Misericórdia.
A Procissão do Enterro do Senhor realiza-se no dia 3 de abril, às 21:30, com saída da Sé Catedral de Braga.
Dados recentes ajudam a perceber porque continua a ser tão importante falar de doença coronária: em Portugal, nove em cada dez adultos têm pelo menos um fator de risco cardiovascular, e mais de um terço apresenta três ou mais. Isto significa que a doença coronária não é um problema distante ou raro — é uma realidade que pode tocar qualquer família. A boa notícia é que muitos destes fatores são modificáveis e, quando controlados, permitem reduzir de forma significativa o risco de enfarte, insuficiência cardíaca e morte cardiovascular.
Apesar disso, a doença coronária continua a ser uma das principais causas de morte em Portugal e no mundo. Mais de 10 mil portugueses morrem anualmente devido a enfarte ou complicações relacionadas, enquanto a Organização Mundial da Saúde estima que, globalmente, a doença cardíaca isquémica representa cerca de 13% de todas as mortes. São números que impressionam, mas que também ajudam a perceber a importância da prevenção e do acompanhamento regular.
Nos últimos anos, tem-se promovido uma mudança importante na forma como falamos sobre a doença cardíaca. Em vez de “doente coronário”, cada vez mais se usa a expressão “pessoa que vive com doença coronária”. O conceito não é novo. Esta abordagem faz parte do movimento internacional “person-first”, iniciado na década de 70 no contexto dos direitos das pessoas com deficiência e depois alargado a muitas áreas da medicina. A ideia é simples: a pessoa vem sempre antes da doença. Quem vive com doença coronária não é definido apenas pelo diagnóstico — continua a ter projetos, rotinas, relações e autonomia.
Compreender os fatores de risco é fundamental. Tabagismo, pressão arterial elevada, colesterol alto, diabetes, obesidade e sedentarismo aumentam a probabilidade de desenvolver doença coronária. Por outro lado, hábitos de vida saudáveis — alimentação equilibrada, atividade física regular, cessação tabágica e controlo adequado das doenças crónicas — são o primeiro passo para prevenir ou atrasar a doença. Algumas mudanças têm efeitos particularmente rápidos: deixar de fumar após o diagnóstico de doença coronária pode reduzir de forma marcada o risco de novos eventos cardiovasculares, mostrando que nunca é tarde para melhorar o prognóstico.
Ter doença coronária não significa uma sentença de morte. Mesmo em situações como enfarte, angina ou insuficiência cardíaca, os avanços médicos permitem hoje tratamentos eficazes que melhoram a qualidade de vida e reduzem o risco de complicações. Seguir as recomendações médicas e cumprir corretamente a terapêutica prescrita é essencial para tirar o máximo benefício destes tratamentos. Uma relação de confiança com o médico assistente é também fundamental ao longo deste percurso, facilitando a adesão ao tratamento, o esclarecimento de dúvidas e a tomada de decisões partilhadas.
Falar de doença coronária é, na verdade, falar de vida quotidiana: do que comemos, do tempo que temos para caminhar, do stress com que vivemos e até das horas que dormimos. A saúde cardiovascular constrói-se muito antes do primeiro sintoma e muito para além da alta hospitalar. Cada pequena escolha — subir escadas, caminhar mais alguns minutos, manter consultas e tomar a medicação — pode parecer discreta isoladamente, mas ao longo dos anos traduz-se numa diferença real em anos e qualidade de vida.
No Dia Nacional do Doente Coronário, vale a pena recordar uma ideia simples: prevenir, acompanhar e tratar atempadamente continua a ser a melhor forma de proteger o coração e viver mais e melhor.
A Liga Socca Minho PRO7, em parceria oficial com a Socca Portugal, continua a reforçar a sua posição no Futebol 7 regional, anunciando a abertura de novas vagas competitivas em Braga e a expansão da competição para Barcelos e Vila Nova de Famalicão.
Com quatro anos de atividade e prestes a realizar o seu 18.º evento em Braga, a organização mantém o crescimento sustentado da estrutura competitiva na região do Minho.
Em Braga, encontram-se abertas novas vagas para a Liga 3, competição já integrada na estrutura oficial da prova, que arranca apartir 2 de março no Campo de Aveleda.
A grande novidade da época é a chegada da competição a Barcelos, com o lançamento de uma Liga 1 na Academia Sporting de Barcelos, em Silva, com início marcado para 7 de março. A prova conta já com três equipas confirmadas, entre elas o histórico Gil Vicente.
Também Vila Nova de Famalicão integra o plano de expansão, com arranque previsto para 8 de março, na Academia Elite Sport – Calendário, encontrando-se a competição em fase de captação de equipas.
Todas as provas incluem transmissão em direto com relato no YouTube, árbitros oficiais, estatísticas em aplicação própria e acesso a eventos nacionais e internacionais da estrutura Socca.
“O nosso objetivo passa não só por expandir a competição, mas também por fazer do Minho uma referência nacional no Futebol 7”, refere a organização.
As inscrições estão abertas, com vagas limitadas, podendo as equipas obter informações através do WhatsApp ou Instagram oficial da Liga Socca Minho PRO7.
A CDU está a exigir obras de requalificação na Central de Camionagem de Vila Verde. O partido questionou a presidente da Câmara Municipal, Júlia Fernandes, alertando para o “estado de degradação e abandono” daquele equipamento e que as condições têm vindo a agravar-se após o incêndio ocorrido em março de 2025.
“A situação evidencia uma ausência total de condições básicas para utentes, lojistas e trabalhadores, constituindo mesmo um risco de segurança para quem utiliza esta infraestrutura diariamente. Nos últimos tempos, chegaram à CDU diversos relatos por parte de utentes e motoristas que referem uma situação realmente insustentável. No interior do edifício, para além de estar praticamente às escuras, gelado e húmido, ainda se faz sentir o cheiro a queimado e conta com um grau de sujidade de fuligem, visível nas paredes, tectos, vidros das lojas, casas de banho e painéis de madeira. O acesso às lojas incendiadas não está vedado, podendo ser feito por qualquer pessoa, adulto ou criança. Muito nos preocupa o teto por cima da entrada das casas de banho que está estalado e em risco de ruir, com consequências imprevisíveis. Além disso, as casas de banho têm um pavimento extremamente liso e, com a humidade, torna-se altamente escorregadio tendo já se verificado quedas, particularmente de utentes idosos”, aponta a CDU.
O partido reforça que “o refeitório dos motoristas, vedado a vidro simples, sem ar condicionado e com persianas de aço, nos meses de mais calor, fica particularmente exposto ao sol, tornando impossível tomar ali qualquer refeição devido às altas temperaturas que se verificam no espaço”.
“Não há qualquer tipo de informação relativamente aos horários e percursos. Os espaços exteriores, junto dos terminais, estão igualmente entregues ao
abandono, sendo isso desde logo visível nos vasos sem plantas, transformados em depósitos de lixo, nos relógios partidos, ou ainda nas barreiras colocadas na entrada e saída, que não se encontram em funcionamento. Gravíssima é a situação do quadro elétrico da central, que permanece o quadro de obras, situado no exterior do edifício, preso com um simples arame e a escassos 80 centímetros do chão, acessível a qualquer criança”, acrescenta.
A CDU indica que “as estruturas onde se encontram as mangueiras de combate a incêndios estão destruídas e as mangueiras encontram-se em péssimo estado. “Das quatro torneiras de água disponíveis junto dos terminais, apenas uma está em funcionamento, sendo que não tem manípulo, obrigando à utilização de um alicate para abrir e fechar a água. Para além disso, as instalações da Central de Camionagem encontram-se fechadas aos sábados, domingos e feriados impossibilitando assim os motoristas e passageiros das carreiras e dos serviços de Expressos de aceder às casas de banho”, sustenta ainda.
Para a CDU, “trata-se de um problema de segurança pública, que compromete o direito à mobilidade e que exige respostas urgentes. Não é admissível que uma infraestrutura essencial, utilizada diariamente por centenas de pessoas, continue sem uma intervenção visível, comprometendo o conforto, a segurança e a imagem do município. Quase um ano volvido do incêndio, continua a não existir conhecimento público de qualquer plano concreto da Câmara Municipal para a recuperação integral da infraestrutura. Contudo, os problemas da Central de Camionagem não se iniciaram com o incêndio, este apenas veio agravar uma situação de degradação prolongada. Há vários anos que se verificam sinais evidentes de falta de manutenção e investimento”.
Assim, a CDU de Vila Verde questionou o Executivo Municipal se “considera que estão reunidas condições de segurança para o normal funcionamento da Central de Camionagem, que resposta tem o executivo preparada para resolver estes problemas aqui levantados, se estão previstas intervenções na Central de Camionagem para este ano que iniciou, e que solução provisória será dada aos utentes e trabalhadores da Central para se garantirem imediatamente as condições de segurança necessárias”.
Importa começar pelo princípio, para que ninguém acuse esta crónica de injustiça.
A deslocação da Escola Quinta da Veiga deve-se a obras no edifício original. Obras são necessárias, obras são investimento, obras são futuro. E, por isso mesmo, a comunidade compreende que, durante algum tempo, a escola funcione noutro espaço.
Até aqui, aplauso.
Para esse efeito, foram colocados contentores, sim, contentores com janelas e portas, devidamente transformados em salas de aula provisórias, dentro do espaço da escola rodoviária de Braga. Uma solução transitória, prática, funcional. Ninguém discute a necessidade.
O problema não está nos contentores. Está no que os rodeia.
Porque alguém, sempre esse alguém, essa entidade difusa que toma decisões com aparente imunidade à realidade concreta, decidiu que a entrada principal deveria coincidir com a saída das garagens dos prédios da Rua Quinta de Cabanas.
Repita-se devagar, a saída das garagens transformou-se na antecâmara da escola provisória.
Ora, os moradores já vinham treinados. À noite, convivem estoicamente com o trânsito dos que se deslocam para saborear a sagrada francesinha. Já conhecem o ritual das manobras improváveis, das portas abertas em ângulo duvidoso, das conversas à janela com o motor ligado.
Mas o que era nocturno tornou-se diurno, e multiplicado.
Agora, entre as 8h00 e as 9h00, depois à hora de saída, instala-se a coreografia do “só um minuto”. Pais que parecem convencidos de que o melhor percurso escolar é aquele que termina com o carro praticamente a entrar pela sala de aula adentro. Paragens em segunda fila. Em terceira. Em qualquer fila disponível. Piscas ligados como se fossem salvo-conduto moral.
Entretanto, o morador que tenta sair para trabalhar vê-se aprisionado no próprio prédio. Quinze minutos de espera tornaram-se banalidade. Quinze minutos a observar a sucessão de viaturas em modo urgência parental. Quinze minutos a ponderar se deveria ter saído meia hora antes ou se, porventura, deveria pedir boleia ao próprio filho de alguém.
E quando finalmente ousa buzinar para lembrar que ali existe uma garagem, é brindado com olhares indignados e, não raras vezes, com um repertório verbal pouco pedagógico, ironicamente à porta de uma escola.
É verdade que a solução é provisória. Mas o caos diário também o é? A falta de organização também é temporária? A ausência da presença regular da autoridade municipal nas horas críticas, isso também é parte integrante da “provisoriedade”? (pois nos dias que estiveram até que funcionava, melhor)
Porque provisório não significa improvisado.
Uma solução temporária exige, paradoxalmente, ainda mais cuidado. Exige planeamento fino, comunicação clara com os moradores, delimitação rigorosa de espaços, fiscalização efectiva. Não basta colocar contentores com janelas e portas, é preciso garantir que, do lado de fora, exista civilidade, segurança e fluidez.
A escola merece funcionar com dignidade. Os alunos merecem chegar com tranquilidade. Os pais merecem organizar-se. Mas os moradores também merecem sair de casa sem pedir autorização tácita à fila de carros.
Por isso, a pergunta mantém-se, agora com a devida contextualização das obras e da transitoriedade da medida, quem foi o iluminado que decidiu que a melhor solução provisória passava por converter uma saída de garagens em zona de embarque escolar?
Talvez a intenção tenha sido boa. A execução é que parece ter ficado em obras também.
E enquanto a escola se renova, o que é excelente notícia, talvez valha a pena renovar igualmente o sentido de organização urbana. Porque uma cidade educa não só dentro das salas, mas também na forma como gere as suas ruas.
Até lá, resta aos moradores praticar respiração profunda às oito da manhã. Afinal, entre contentores e francesinhas, a rua quinta de cabanas vai-se tornando um laboratório vivo de paciência cívica.
A Câmara de Barcelos abriu as inscrições para a participação em dois concursos na área do património ambiental: concurso de fotografia e concurso de vídeo “Património Natural de Barcelos”.
Os objetivos desta iniciativa são “consciencializar e sensibilizar a população para a defesa e valorização do património natural do concelho”.
Os concursos destinam-se a todos os munícipes barcelenses, com exceção funcionários da autarquia e profissionais de fotografia e vídeo.
O tema subjacente a estes concursos é o Ambiente, no qual se encaixam diversos subtemas como o Património Natural e a Biodiversidade do território do concelho, designadamente a fauna e flora, paisagens, lugares e elementos relacionados com energias, preferencialmente renováveis.
Na fotografia, pretende-se “uma imagem que documente a diversidade, a beleza, o mistério do património natural e ambiental, assim como a fragilidade da vida no planeta, em particular no nosso concelho”.
Os trabalhos de fotografia deverão ser entregues até ao dia 15 de abril de 2026, na Divisão de Ambiente e Recursos Naturais, na Casa do Rio, Rua Fernando Magalhães, 4750-290, Barcelos (até às 17:00). O envelope deverá conter a indicação do concurso, nome do participante e respetiva ficha de inscrição do concurso anexada.
Concurso de vídeo “Património Natural de Barcelos”
Relativamente ao concurso de vídeo, a iniciativa pretende aliar o gosto pelo cinema ao tema da promoção e valorização do património natural do concelho, de forma a difundir e promover a defesa do ambiente. Trata-se de uma forma de retratar, por meio de uma curta-metragem ambiental original, o orgulho e compromisso em melhorar, proteger e preservar o ambiente.
Os vídeos deverão ser entregues em formato digital, através dos serviços de armazenamento/partilha de ficheiros online (wetransfer, Dropbox, etc.), cuja ligação de partilha deve ser enviada para o endereço de e-mail [email protected], até às 17:00 do dia 15 de abril de 2026, ou presencialmente em envelope fechado, na Divisão de Ambiente (Casa do Rio, Rua Fernando Magalhães, 4750-290, Barcelos).
Prémios: Concurso de fotografia “Património Natural de Barcelos”
1.º prémio: 400 euros
2.º prémio: 300 euros
3.º prémio: 200 euros
Será ainda atribuído um prémio no valor de 100 euros – “Prémio do Público”, que resultará da votação direta das pessoas interessadas.
Prémios: Concurso de vídeo “Património Natural de Barcelos”
O prémio do primeiro classificado do Concurso de vídeo “Património Natural de Barcelos” consiste na atribuição de um valor de 400 euros.
Será ainda atribuído um prémio no valor de 100 euros – “Prémio do Público”, que resultará da votação direta das pessoas interessadas.
A exibição dos vídeos e a votação do público decorrerão na página de Facebook do Município durante o mês de junho, integrando as comemorações do Dia Mundial do Ambiente.
Morreu Rui Rito, neto de António Peixoto, fundador da fábrica Pachancho, em Braga. Tinha 87 anos.
“É com tristeza que assinalamos o falecimento de Rui Rito, neto do fundador da Pachancho, António Peixoto”, pode ler-se numa nota publicada no Facebook.
Rui Rito fez parte da empresa ao longo da sua vida profissional, mantendo sempre uma ligação próxima à sua história e legado. Nos últimos anos, dedicou-se à pintura, criando obras que refletiam a sua sensibilidade e apreço pela beleza.
“A sua ligação à história da Pachancho será sempre recordada”, acrescenta a mesma nota.
À família e amigos, a Braga TV endereça as mais sinceras condolências.
O Museu Pio XII, em Braga, vai inaugurar a exposição de arte sacra “No caminho de Páscoa: do silêncio à vida”, no próximo dia 18 de fevereiro, pelas 16:00.
A exposição assinala o tempo da Quaresma-Páscoa na cidade de Braga.
Sinopse da exposição
“No caminho de Páscoa: do silêncio à vida” é um convite a caminhar.
A caminhar por dentro, com verdade.
A caminhar com os outros, em comunhão.
A caminhar com Deus, rumo à Páscoa.
Inspirada na Mensagem Quaresmal dos Bispos da Arquidiocese de Braga, esta exposição propõe um percurso espiritual que parte do silêncio, atravessa a fragilidade e abre-se à Vida nova. Cada espaço convida a parar, a escutar e a deixar-se tocar, reconhecendo os desertos da vida e acreditando que Deus continua a cuidar do jardim do nosso coração.
Não se trata apenas de ver, mas de fazer caminho. Um caminho pascal real, feito de fragilidades assumidas, de esperança cultivada e de fé vivida em comunidade. A Páscoa não é um ponto de chegada já conquistado. É um caminho que começa agora”.